Essa vista do mar
Cada dia mais assim
Um bom lugar, talvez
e na pedra descansar
Porque é preciso
Vez ou outra se define
Naquela cena sozinho
como um sorriso na vitrine
Sem ninguém para ver
Ou ao menos cair
Como a estrela no céu
pra impedir de querer
Enquanto o brilho na água
Que respira a manhã
Insiste em luzir
Pra disfarçar a mágoa
E levantar já é tão pouco
Deixa a pedra no lugar
Que o dia já se vai
Diante da vista do mar
quarta-feira, 9 de junho de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
O Perfume***
Sei que assim pode alcançar
Sonhos distantes
que te fazem esperar,
que te fazem suspirar
E se algumas escolhas falham
Deixe para lá
Pois pode ser para o bem,
Pois pode ser mais além
Mas se o caminho a seguir
Parecer que não vem...
Não se esqueça de sorrir,
Não se esqueça de sentir
Que ao teu lado ele há de estar
Seja assim,
Com frases a rimar,
Com aquele perfume no ar
Sonhos distantes
que te fazem esperar,
que te fazem suspirar
E se algumas escolhas falham
Deixe para lá
Pois pode ser para o bem,
Pois pode ser mais além
Mas se o caminho a seguir
Parecer que não vem...
Não se esqueça de sorrir,
Não se esqueça de sentir
Que ao teu lado ele há de estar
Seja assim,
Com frases a rimar,
Com aquele perfume no ar
segunda-feira, 29 de março de 2010
Meu Bem***
Bem que disse
aquele beija-flor,
que nunca foi bem-te-vi
que nunca beijou uma flor
Bem que eu ouvi
que o canto não era dele,
Bem que eu o vi
Sem canto parado ali
Bem-te-vi dançando
para lá, para cá
sem flor, flutuando...
Nem te vi me olhando
Bem que eu quis
ser visto pelo beija-flor,
ser quisto pelo seu amor!
Bem-te-vi, meu bem, bem aqui
aquele beija-flor,
que nunca foi bem-te-vi
que nunca beijou uma flor
Bem que eu ouvi
que o canto não era dele,
Bem que eu o vi
Sem canto parado ali
Bem-te-vi dançando
para lá, para cá
sem flor, flutuando...
Nem te vi me olhando
Bem que eu quis
ser visto pelo beija-flor,
ser quisto pelo seu amor!
Bem-te-vi, meu bem, bem aqui
domingo, 14 de março de 2010
O Silêncio***
Em meio a tudo o que há
Pouco se ressalta,
Muito do que se espera de lá
Não hesita e salta
Tão longe que não se vê
Tão perto que lhe finca o peito
Até certo ponto, clichê
nada mais do que, imperfeito
Quando se precisa, desaparece
Mas nem se quer depende de nós
Presente nos momentos de prece
Confidente quando estamos sós
És cúmplice do pensar
Inexiste se dizer, até
Vem e vai assim, sem notar
Sabe o silêncio? Pois é...
Pouco se ressalta,
Muito do que se espera de lá
Não hesita e salta
Tão longe que não se vê
Tão perto que lhe finca o peito
Até certo ponto, clichê
nada mais do que, imperfeito
Quando se precisa, desaparece
Mas nem se quer depende de nós
Presente nos momentos de prece
Confidente quando estamos sós
És cúmplice do pensar
Inexiste se dizer, até
Vem e vai assim, sem notar
Sabe o silêncio? Pois é...
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Reflexão***
Desfazer-se da vida
já é tentar aliviar
Esquecer a ferida
Não mais sentar e voltar
E quando já não se sabe
Onde foram se perder
o tanto que nem cabe
o pranto do amanhecer
Mas o tempo não deu
resta aquela imensidão
sem saber o que é seu
empresta essa solidão?
Ou desapareça na fumaça
Daquilo que diz a razão
E esqueça o que se passa
Fazendo planos no verão
já é tentar aliviar
Esquecer a ferida
Não mais sentar e voltar
E quando já não se sabe
Onde foram se perder
o tanto que nem cabe
o pranto do amanhecer
Mas o tempo não deu
resta aquela imensidão
sem saber o que é seu
empresta essa solidão?
Ou desapareça na fumaça
Daquilo que diz a razão
E esqueça o que se passa
Fazendo planos no verão
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Onde o Batuque é Refrão***
Quanto há de verdade
na alegria no meio do salão?
Onde máscaras são vaidade
Onde o batuque é refrão
Confetes caindo,
Serpentinas voando,
Colombina sorrindo,
Pierrot lamentando
E quando a marchinha ceder,
A bebida secar,
Será que ao ver o dia nascer
a alegria ainda acompanhará?
Deixa de lado a fantasia
enquanto a banda toca o final,
A rua ficando vazia
esperando o fim do Carnaval.
na alegria no meio do salão?
Onde máscaras são vaidade
Onde o batuque é refrão
Confetes caindo,
Serpentinas voando,
Colombina sorrindo,
Pierrot lamentando
E quando a marchinha ceder,
A bebida secar,
Será que ao ver o dia nascer
a alegria ainda acompanhará?
Deixa de lado a fantasia
enquanto a banda toca o final,
A rua ficando vazia
esperando o fim do Carnaval.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
No Meu Divagar***
Fiz umas linhas parecerem versos
Num dia que não estava para mim
Diz assim que sou disperso
e que nada pode por fim
Mas, se ao clarear te vejo
Tudo vem e acalma o pesar
Faz vislumbrar teu beijo
em meio ao nosso olhar
Só cantar já é querer por perto
Chuvas de calor no meu jardim
E trilhar o caminho certo
que nem de longe quis assim
Paz, no repousar do desejo
E que não quer estragar
Simplesmente porque te vejo
em meio ao meu divagar
Num dia que não estava para mim
Diz assim que sou disperso
e que nada pode por fim
Mas, se ao clarear te vejo
Tudo vem e acalma o pesar
Faz vislumbrar teu beijo
em meio ao nosso olhar
Só cantar já é querer por perto
Chuvas de calor no meu jardim
E trilhar o caminho certo
que nem de longe quis assim
Paz, no repousar do desejo
E que não quer estragar
Simplesmente porque te vejo
em meio ao meu divagar
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
O que Havia no Mar***
Estava lá o moço
sem a fé habitual
sem o café matinal.
Tentava ser esboço
Com a mesma poesia
que outrora era verso,
deixou fora do universo
Sem a mesma alegria
Mas não desiste do amor
e inventa quem não viu,
lamenta por quem sumiu
e nem resiste ao torpor
Inglório e santo cortejo,
ele aguarda a cavalaria chegar
e guarda o que havia no mar.
Sóbrio de tanto desejo
sem a fé habitual
sem o café matinal.
Tentava ser esboço
Com a mesma poesia
que outrora era verso,
deixou fora do universo
Sem a mesma alegria
Mas não desiste do amor
e inventa quem não viu,
lamenta por quem sumiu
e nem resiste ao torpor
Inglório e santo cortejo,
ele aguarda a cavalaria chegar
e guarda o que havia no mar.
Sóbrio de tanto desejo
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Descompasso***
Passos lentos sem ardor,
Aos poucos para chegar
e dos loucos se aproximar.
Laços feitos em dissabor
No querer da anunciação,
Enquanto lá, luzia o farol
Quando já fugia o sol,
Fez desaparecer a solidão
E me desfaço da cor ausente
Fincado no mantra que havia
No descompasso da dor reluzente
Saltando no caminho do depois
Alucinado de tanta nostalgia
Selando o destino de quem já foi
Aos poucos para chegar
e dos loucos se aproximar.
Laços feitos em dissabor
No querer da anunciação,
Enquanto lá, luzia o farol
Quando já fugia o sol,
Fez desaparecer a solidão
E me desfaço da cor ausente
Fincado no mantra que havia
No descompasso da dor reluzente
Saltando no caminho do depois
Alucinado de tanta nostalgia
Selando o destino de quem já foi
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Sobras do Acaso. (Esperança)***
Essa casa já foi mais quista
As suas paredes repletas de alma.
Talvez por causa da vista,
Talvez fruto da calma
Certo é que ficou lá atrás
Onde alguns lembram
Outros passam mas,
Nem sempre entram
As memórias ainda pintam a sacada.
O brilho em algum lugar está.
Histórias de páginas viradas,
e sorrisos que viviam por lá
Apenas sentimento puro e latente.
Obras entre o descaso e a lembrança ,
Penas ao vento para ser diferente,
Sobras do acaso que renovam a esperança
E o que parecia se perpetuar,
Aos poucos vai ficando cansado...
Um tanto da alegria em recomeçar,
Que de novo vai sentando ao lado.
As suas paredes repletas de alma.
Talvez por causa da vista,
Talvez fruto da calma
Certo é que ficou lá atrás
Onde alguns lembram
Outros passam mas,
Nem sempre entram
As memórias ainda pintam a sacada.
O brilho em algum lugar está.
Histórias de páginas viradas,
e sorrisos que viviam por lá
Apenas sentimento puro e latente.
Obras entre o descaso e a lembrança ,
Penas ao vento para ser diferente,
Sobras do acaso que renovam a esperança
E o que parecia se perpetuar,
Aos poucos vai ficando cansado...
Um tanto da alegria em recomeçar,
Que de novo vai sentando ao lado.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Sopro de Mal Estar***
Naquela direção
Todos os encantos,
Todo o perdão,
Caminharam em prantos
Quase sem sabor, nem calor
Um pouco mais sóbrio, talvez
Cabe o teu amor, meu amor
O sufoco óbvio que assim, o fez
Mas tão singela é essa dor
Um sopro de mal estar
que podes com ela navegar
Por mares tranquilos,
Por ondas serenas,
Num filme sem cenas
Todos os encantos,
Todo o perdão,
Caminharam em prantos
Quase sem sabor, nem calor
Um pouco mais sóbrio, talvez
Cabe o teu amor, meu amor
O sufoco óbvio que assim, o fez
Mas tão singela é essa dor
Um sopro de mal estar
que podes com ela navegar
Por mares tranquilos,
Por ondas serenas,
Num filme sem cenas
sábado, 11 de julho de 2009
A Última Flor***
Ainda tinha o bilhete da passagem
Outrora preso no espelho, quase a cair
Na janela, a já conhecida paisagem
Sem motivos para ficar, e um para partir
E foi naquela manhã de verão
De terno velho e sapato justo
Cruzou o asfalto rumo à estação
Farol fechado e quase um susto
Ao chegar, faltavam dez...
O bastante para o pão de queijo
E apenas para isso, sem café
O trem apitou. Adeus vilarejo!
Tumulto na porta e chapéu no chão
Nem gostava tanto, mas e o cabelo desajeitado?
Voltou para pegar, quase perdeu o vagão
Dividiu lugar com um senhor mau humorado
Por todo o caminho, nenhum som
O senhor de tanto reclamar era a exceção
Três horas mais tarde, um cheiro bom
Da terra querida, do antigo, da sua paixão!
Apressou-se para não se atrasar
Parou na banca de flores ao lado
Era preciso, de mãos vazias não poderia estar
Queria presenteá-la para lembrar o passado
Abriu a carteira, contemplou o retrato dela
Puxou a única nota que havia, sem hesitar.
Desejou o presente mais belo para sua bela
Mas comprou a flor que seu dinheiro podia pagar
Não tinha tempo para enfeitá-la. Disparou!
Chegou no portão de ferro entreaberto
Ajeitou a gravata desbotada. Entrou!
Algumas pessoas já haviam saído de perto
Esperou de longe até conseguir um lugar
Já estava só quando se aproximou
Nenhuma palavra, apenas um último olhar
Deixou a flor enterrar com seu único amor
Outrora preso no espelho, quase a cair
Na janela, a já conhecida paisagem
Sem motivos para ficar, e um para partir
E foi naquela manhã de verão
De terno velho e sapato justo
Cruzou o asfalto rumo à estação
Farol fechado e quase um susto
Ao chegar, faltavam dez...
O bastante para o pão de queijo
E apenas para isso, sem café
O trem apitou. Adeus vilarejo!
Tumulto na porta e chapéu no chão
Nem gostava tanto, mas e o cabelo desajeitado?
Voltou para pegar, quase perdeu o vagão
Dividiu lugar com um senhor mau humorado
Por todo o caminho, nenhum som
O senhor de tanto reclamar era a exceção
Três horas mais tarde, um cheiro bom
Da terra querida, do antigo, da sua paixão!
Apressou-se para não se atrasar
Parou na banca de flores ao lado
Era preciso, de mãos vazias não poderia estar
Queria presenteá-la para lembrar o passado
Abriu a carteira, contemplou o retrato dela
Puxou a única nota que havia, sem hesitar.
Desejou o presente mais belo para sua bela
Mas comprou a flor que seu dinheiro podia pagar
Não tinha tempo para enfeitá-la. Disparou!
Chegou no portão de ferro entreaberto
Ajeitou a gravata desbotada. Entrou!
Algumas pessoas já haviam saído de perto
Esperou de longe até conseguir um lugar
Já estava só quando se aproximou
Nenhuma palavra, apenas um último olhar
Deixou a flor enterrar com seu único amor
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Toda a Prece***
Não se apresse,
Flutuar por aí não é sonhar
Abandone toda a prece
Trazer-te aqui, já é secar
Não dobre aquele papel,
Protega-o da chuva que vem
Nobre então, aquele anel
Que não mais, serviu a ninguém
A gente às vezes padece
E nem se quer encontrar
Quando embora parece,
vem com a fé se juntar
E no que há nesse céu
Sabe-se que nada vai além,
Consome um pouco desse meu fel
E no mais, acaba tudo bem
Flutuar por aí não é sonhar
Abandone toda a prece
Trazer-te aqui, já é secar
Não dobre aquele papel,
Protega-o da chuva que vem
Nobre então, aquele anel
Que não mais, serviu a ninguém
A gente às vezes padece
E nem se quer encontrar
Quando embora parece,
vem com a fé se juntar
E no que há nesse céu
Sabe-se que nada vai além,
Consome um pouco desse meu fel
E no mais, acaba tudo bem
sexta-feira, 29 de maio de 2009
É de imaginar, adivinhar***
Já nem se sabe mais
o motivo da busca pela paz,
A inquietação pela rima perfeita
ou o desejo de que seja desfeita
Do início ao meio, tentou-se.
Parece-me mais um vício
daqueles que ninguem mais liga,
De trocar lágrima por colírio
E quando tudo desbota
até mesmo a cor mais vibrante
Tortuoso é o reconhecimento
Resta seguir firme e adiante
Sem paradas, sem vaidades
O horizonte que fala a canção
Atravessa as tantas cidades
coisas de dentro do coração
Nem mesmo um jogo de adivinhar
Criado apenas para não acabar
Silencia o querer de acertar
qual a palavra que se deve encontrar
Talvez não haja nada
Quem sabe cores atiradas ao vento?
Envelhecendo uma paisagem fotografada,
Formando-se o mais belo invento.
o motivo da busca pela paz,
A inquietação pela rima perfeita
ou o desejo de que seja desfeita
Do início ao meio, tentou-se.
Parece-me mais um vício
daqueles que ninguem mais liga,
De trocar lágrima por colírio
E quando tudo desbota
até mesmo a cor mais vibrante
Tortuoso é o reconhecimento
Resta seguir firme e adiante
Sem paradas, sem vaidades
O horizonte que fala a canção
Atravessa as tantas cidades
coisas de dentro do coração
Nem mesmo um jogo de adivinhar
Criado apenas para não acabar
Silencia o querer de acertar
qual a palavra que se deve encontrar
Talvez não haja nada
Quem sabe cores atiradas ao vento?
Envelhecendo uma paisagem fotografada,
Formando-se o mais belo invento.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Um Sonho de Bom Dia***
Um bom dia nem sempre vem cedo
Quase nunca vem na aurora
Não precisa de sequer um enredo
Basta apenas uma trilha sonora
E a razão para um sorriso pela manhã?
Mentir, para outros descobrirem?
Sem nem saber se existirão no amanhã?
É para sorrir, sem os olhos abrirem
É quando se desperta antes de enxergar
Quando as nuvens ainda estão por perto
Emoldurando cada cena do olhar
Sem saber que não é preciso estar certo
Ainda que se ouça água caindo no telhado,
o som será de cachoeira que se quer encontrar
E se a batida na porta vier logo ao lado,
o som será dos passos de quem se quer abraçar
A decepção do despertar, deixe para outrora
Acorde apenas para o bom dia que se merece ter
Logo, a cachoeira revelar-se-á sem demora
No mesmo instante em que aquele abraço te envolver
Quase nunca vem na aurora
Não precisa de sequer um enredo
Basta apenas uma trilha sonora
E a razão para um sorriso pela manhã?
Mentir, para outros descobrirem?
Sem nem saber se existirão no amanhã?
É para sorrir, sem os olhos abrirem
É quando se desperta antes de enxergar
Quando as nuvens ainda estão por perto
Emoldurando cada cena do olhar
Sem saber que não é preciso estar certo
Ainda que se ouça água caindo no telhado,
o som será de cachoeira que se quer encontrar
E se a batida na porta vier logo ao lado,
o som será dos passos de quem se quer abraçar
A decepção do despertar, deixe para outrora
Acorde apenas para o bom dia que se merece ter
Logo, a cachoeira revelar-se-á sem demora
No mesmo instante em que aquele abraço te envolver
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Riscos***
Dias claros, mas claros sem sol
Notas encantam assim,
Encantam quem tem condão
Cores enfeitando jardim
Muito me vejo naquelas
Tão pouco a cortina sai,
Suficiente para o dia alegrar?
Não, nem brilha, logo se vai
Dois mil anos e mais alguns
Indecisão em soltar os rabiscos
Mas não me permito queixas
Somos todos feitos de riscos
Cruzados, lineares, irregulares
Paralelamente inversos
De que adiantam tantas linhas
Se importantes são os versos?
Notas encantam assim,
Encantam quem tem condão
Cores enfeitando jardim
Muito me vejo naquelas
Tão pouco a cortina sai,
Suficiente para o dia alegrar?
Não, nem brilha, logo se vai
Dois mil anos e mais alguns
Indecisão em soltar os rabiscos
Mas não me permito queixas
Somos todos feitos de riscos
Cruzados, lineares, irregulares
Paralelamente inversos
De que adiantam tantas linhas
Se importantes são os versos?
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Borboleta-flor***
Convidei sete borboletas
Uma para cada instante
Eram azuis e pretas
com detalhes brilhantes
Descansaram no botão
E de uma flor se fez espelho
Não mais sete serão
Amaram-se em vermelho
Tempos mais à frente
Amor de inseto e flor
Logo virou semente
E jardim virou cor
Sem pensar no depois
Convidei todos que amo
Comigo somam vinte e dois
Uma "borboleta-flor" pra cada ano
Uma para cada instante
Eram azuis e pretas
com detalhes brilhantes
Descansaram no botão
E de uma flor se fez espelho
Não mais sete serão
Amaram-se em vermelho
Tempos mais à frente
Amor de inseto e flor
Logo virou semente
E jardim virou cor
Sem pensar no depois
Convidei todos que amo
Comigo somam vinte e dois
Uma "borboleta-flor" pra cada ano
sábado, 12 de julho de 2008
Mundo Nosso***
Sorri, olha o sol lá do sul
Sente o sal só de olhar
Lá tem sempre céu azul
E nada a tira do pensar
Olha para o norte sem sorte
Pernas fartas e fortes
Troca conversa por novela
Conversa fora pela janela
Quando queima de chama
Chama sempre por sopro
Avisa que já vai pra cama
Avista visita e encontro
Tem rumo e rima com flor
Mancha que acha vermelha
Vergonha e sonha com amor
Sorriso que se espalha e espelha
Quantas mantas quer para ela?
Uma, nenhuma, nem estranho
Parece, padece de tão bela
Já vem, então vem para o banho
Então não sabe e sobe um andar
Não cabe a cabeça no lugar
Tudo gira e vira um nó
E o mundo, apenas mudo e só
Sente o sal só de olhar
Lá tem sempre céu azul
E nada a tira do pensar
Olha para o norte sem sorte
Pernas fartas e fortes
Troca conversa por novela
Conversa fora pela janela
Quando queima de chama
Chama sempre por sopro
Avisa que já vai pra cama
Avista visita e encontro
Tem rumo e rima com flor
Mancha que acha vermelha
Vergonha e sonha com amor
Sorriso que se espalha e espelha
Quantas mantas quer para ela?
Uma, nenhuma, nem estranho
Parece, padece de tão bela
Já vem, então vem para o banho
Então não sabe e sobe um andar
Não cabe a cabeça no lugar
Tudo gira e vira um nó
E o mundo, apenas mudo e só
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Longa Espera***
Hoje, fiquei com vontade de escrever para você
Ouvi o som do acordar pela manhã,
Senti que já era hora de descer
Tomar um bom café, provar uma maçã
Hoje, fiquei acordado por você
Para te contar sobre o mar,
Para contar nuvens ao entardecer
Descansar no jardim, apenas te olhar
Hoje, lembrei que a noite era para você
Preparei um simples jantar,
Duas almofadas e uma vela para aquecer
Luz apaguei, para teu sorriso contemplar
Hoje, já é quase ontem sem você
O relógio não cansa nessa longa espera vã,
Quase não consigo olhar a TV
Logo adormeci, será que você vem amanhã?
Ouvi o som do acordar pela manhã,
Senti que já era hora de descer
Tomar um bom café, provar uma maçã
Hoje, fiquei acordado por você
Para te contar sobre o mar,
Para contar nuvens ao entardecer
Descansar no jardim, apenas te olhar
Hoje, lembrei que a noite era para você
Preparei um simples jantar,
Duas almofadas e uma vela para aquecer
Luz apaguei, para teu sorriso contemplar
Hoje, já é quase ontem sem você
O relógio não cansa nessa longa espera vã,
Quase não consigo olhar a TV
Logo adormeci, será que você vem amanhã?
domingo, 11 de maio de 2008
Menino no Retrato ***
Estava na beira daquele rio
Olhando do alto até o fundo
Calmaria ligeira e um pouco de frio
Olhando retrato por um segundo
Chapéu não quis mais enfeitar
Dançou pela grama feito bailarino
Foi dormir no leito, ficou por lá
Nem sentiu a falta do menino
Cansado do sol que se cansava também
Logo, sombra se fez e menina partiu
Brincar no farol que lhe fazia tão bem
Deitava no alto, lembrava o que viu
Tarde da noite e a lua se enchia
O grilo lá fora, cantando sem fim
Arte na mão, à espera do dia
Manhã já sem hora, pensando em mim
Olhando do alto até o fundo
Calmaria ligeira e um pouco de frio
Olhando retrato por um segundo
Chapéu não quis mais enfeitar
Dançou pela grama feito bailarino
Foi dormir no leito, ficou por lá
Nem sentiu a falta do menino
Cansado do sol que se cansava também
Logo, sombra se fez e menina partiu
Brincar no farol que lhe fazia tão bem
Deitava no alto, lembrava o que viu
Tarde da noite e a lua se enchia
O grilo lá fora, cantando sem fim
Arte na mão, à espera do dia
Manhã já sem hora, pensando em mim
sexta-feira, 21 de março de 2008
Pulo da Sorte***
Desce daí!
Cai perto de mim!
Pula sem medo
E me conta teu segredo
Pode ser no chão,
No travesseiro de concreto
Aqui na minha solidão
meu celeiro tá muito quieto
Salta de uma vez!
Nem conta até três!
O cimento amanheceu duro!
Só um segundo e eu vejo o futuro
Aproveita que ainda está claro
Meu braço ainda é forte
Pode soltar e cair do meu lado
Solta do laço e confie na sorte...
Cai perto de mim!
Pula sem medo
E me conta teu segredo
Pode ser no chão,
No travesseiro de concreto
Aqui na minha solidão
meu celeiro tá muito quieto
Salta de uma vez!
Nem conta até três!
O cimento amanheceu duro!
Só um segundo e eu vejo o futuro
Aproveita que ainda está claro
Meu braço ainda é forte
Pode soltar e cair do meu lado
Solta do laço e confie na sorte...
domingo, 28 de outubro de 2007
Sono Velado***
Encontrei na sombra da roseira
Teu corpo cansado na grama,
Ali, havia adormecido a noite inteira
Acomodou-se fazendo dali, sua cama
O céu foi teu protetor naquele dia,
Entregou-te as estrelas ao anoitecer
Que velaram teu sono de menina
Até o sol raiar junto a você
E foi no canto do beija-flor
Suficiente para abrir os olhos teus!
Os pés descalços já sentiam o calor
Teu vestido dançava encantando os olhos meus!
Era, deitada, a mais bela do jardim
Despertou o mundo quando apenas sorriu
Gastaria horas vendo-te dormir assim!
E foi naquele segundo que todo o céu se abriu
Teu corpo cansado na grama,
Ali, havia adormecido a noite inteira
Acomodou-se fazendo dali, sua cama
O céu foi teu protetor naquele dia,
Entregou-te as estrelas ao anoitecer
Que velaram teu sono de menina
Até o sol raiar junto a você
E foi no canto do beija-flor
Suficiente para abrir os olhos teus!
Os pés descalços já sentiam o calor
Teu vestido dançava encantando os olhos meus!
Era, deitada, a mais bela do jardim
Despertou o mundo quando apenas sorriu
Gastaria horas vendo-te dormir assim!
E foi naquele segundo que todo o céu se abriu
sábado, 29 de setembro de 2007
Lápis Perdido***
As horas demoram a passar
Espaço entre linhas na horizontal
É canto onde se pode rabiscar
Qualquer verso que se torne especial
Quanto às plumas daquele travesseiro
Flutuando no apagar das luzes
O lápis se perde em meio aos devaneios
A imagem é esquecida sob as nuvens
Nada de novo neste mundo de desencontros
Quando o que mais se quer é dormir
Mas desiste quando está pronto
Nada faz sentido depois de luzir
Tudo é tão certo neste álbum de fotografias
Nem as cores mudaram
Guardou apenas os mais sinceros dias
Nem assim as flores desabrocharam
Espaço entre linhas na horizontal
É canto onde se pode rabiscar
Qualquer verso que se torne especial
Quanto às plumas daquele travesseiro
Flutuando no apagar das luzes
O lápis se perde em meio aos devaneios
A imagem é esquecida sob as nuvens
Nada de novo neste mundo de desencontros
Quando o que mais se quer é dormir
Mas desiste quando está pronto
Nada faz sentido depois de luzir
Tudo é tão certo neste álbum de fotografias
Nem as cores mudaram
Guardou apenas os mais sinceros dias
Nem assim as flores desabrocharam
sábado, 28 de julho de 2007
Telhado sem Sol***
O telhado não pára de cutucar
Nos vidros, as lágrimas transparecem
Chora apertado para não demonstrar
E dos livros, as páginas desaparecem
A tinta borrou a cor
Falta sal nesse meu almoço
Uma pinta e um anel para a flor
Como decifrar a cabeça desse moço?
Eram apenas dois que sabiam a verdade
A valsa, era de uma música só
Mas pouco depois vem a imensa saudade
O tempo passa e nada de sol
Desejarei tua alma e teu peito
Em algum lugar estará a sorrir assim
Não esquecerei nada, nem mesmo teu jeito
Pois sempre estará aqui, dentro de mim
Nos vidros, as lágrimas transparecem
Chora apertado para não demonstrar
E dos livros, as páginas desaparecem
A tinta borrou a cor
Falta sal nesse meu almoço
Uma pinta e um anel para a flor
Como decifrar a cabeça desse moço?
Eram apenas dois que sabiam a verdade
A valsa, era de uma música só
Mas pouco depois vem a imensa saudade
O tempo passa e nada de sol
Desejarei tua alma e teu peito
Em algum lugar estará a sorrir assim
Não esquecerei nada, nem mesmo teu jeito
Pois sempre estará aqui, dentro de mim
quarta-feira, 25 de julho de 2007
Dia de Princesa***
Hoje as estrelas se juntaram
Pousaram sobre teus pés delicados
As flores ao redor desabrocharam
Formaram filas dos dois lados
O sol deixou o mundo só para te receber
Raiou o dia só para te ver acordar
A lua não quis esperar escurecer
Colocou-se de lado para vê-la brilhar
As árvores se enrolam com o vento
O jardim se arruma para a grande festa
As aves cantam a todo momento
Toda poesia revive como esta
Hoje é um dia especial
Todos admiram tamanha beleza
E não existe ser mais angelical
Hoje é o dia de uma linda princesa
Homenagem àquela que a dona dos meus sonhos...
Feliz Aniversário Mariana, minha Princesa...
Pousaram sobre teus pés delicados
As flores ao redor desabrocharam
Formaram filas dos dois lados
O sol deixou o mundo só para te receber
Raiou o dia só para te ver acordar
A lua não quis esperar escurecer
Colocou-se de lado para vê-la brilhar
As árvores se enrolam com o vento
O jardim se arruma para a grande festa
As aves cantam a todo momento
Toda poesia revive como esta
Hoje é um dia especial
Todos admiram tamanha beleza
E não existe ser mais angelical
Hoje é o dia de uma linda princesa
Homenagem àquela que a dona dos meus sonhos...
Feliz Aniversário Mariana, minha Princesa...
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Aquela Paz***
O moço queria porque queria
Só você, era só você e nada mais
Queria desenhar os dias à sua maneira
Queria estampar a própria foto nos jornais
Moço meio bronco, gritos por nada
A única rosa do teu jardim não queria ouvir mais
Queria desdenhar os desejos com besteiras
Queria contemplar a serena manhã de um cais
O moço secava toda dia a sua alegria
Só você, era só isso que ele dizia e nada mais
Queria um mar onde pudesse repousar a vida inteira
Queria um lugar, para dali, não sair jamais
Moço meio santo, suspiros para o nada
A sua amada pede para ir e não voltar mais
Queria acordar e ver que tudo foi só uma brincadeira
Queria voltar a viver aquela breve e singela paz
Só você, era só você e nada mais
Queria desenhar os dias à sua maneira
Queria estampar a própria foto nos jornais
Moço meio bronco, gritos por nada
A única rosa do teu jardim não queria ouvir mais
Queria desdenhar os desejos com besteiras
Queria contemplar a serena manhã de um cais
O moço secava toda dia a sua alegria
Só você, era só isso que ele dizia e nada mais
Queria um mar onde pudesse repousar a vida inteira
Queria um lugar, para dali, não sair jamais
Moço meio santo, suspiros para o nada
A sua amada pede para ir e não voltar mais
Queria acordar e ver que tudo foi só uma brincadeira
Queria voltar a viver aquela breve e singela paz
segunda-feira, 9 de julho de 2007
Cafajeste***
À noite, a cidade é mais
Portas abertas para os boemios
Eu não fico atrás
Vou logo me enfiando nesses becos
Começo no piano e termino no pandeiro
Meu relógio, deixo em casa
Meu refúgio é me deitar no banheiro
Já vou logo para a farra
Não ligo, nem ligo
Simplesmente não me incomode
Meu celular eu desligo
Hoje arrisco até um pagode
As garrafas já são muitas
Tenho amigos à primeira vista
Já quebrei uma ou duas
Tô encarando a mulata lá na pista
Hoje não tem pra ninguém
Sou o tal, o senhor valentão
Se quiser eu te beijo também
Mas no final quero você no meu colchão
Mas que história mal contada
Ah sim! Até parece!
Depois de cinco doses da boa
Tombei na cama desarrumada
"- Seu Cafajeste!"
Xiii...Lá vem a patroa...
Portas abertas para os boemios
Eu não fico atrás
Vou logo me enfiando nesses becos
Começo no piano e termino no pandeiro
Meu relógio, deixo em casa
Meu refúgio é me deitar no banheiro
Já vou logo para a farra
Não ligo, nem ligo
Simplesmente não me incomode
Meu celular eu desligo
Hoje arrisco até um pagode
As garrafas já são muitas
Tenho amigos à primeira vista
Já quebrei uma ou duas
Tô encarando a mulata lá na pista
Hoje não tem pra ninguém
Sou o tal, o senhor valentão
Se quiser eu te beijo também
Mas no final quero você no meu colchão
Mas que história mal contada
Ah sim! Até parece!
Depois de cinco doses da boa
Tombei na cama desarrumada
"- Seu Cafajeste!"
Xiii...Lá vem a patroa...
sexta-feira, 22 de junho de 2007
Descida***
Ar com gelo e jeito de nada
Corpo cansado na beira da estrada
Noite em pó e uma lua repentina
Sereno e medo por dentro da neblina
De um lado, o branco
Do outro nem exergo, ando
Dois vaga-lumes que se tornam dor
Rosto no chão e horizonte sem cor
Muita gente, todas iguais
De repente estou nos jornais
Foi muito rápido, um segundo
Tentativas para se ouvir o mudo
Perguntei-me o motivo da discussão
Sem aguentar, quis descer como trovão
Não imaginava que ali haveria o nada
Por que desci naquela parada?
Corpo cansado na beira da estrada
Noite em pó e uma lua repentina
Sereno e medo por dentro da neblina
De um lado, o branco
Do outro nem exergo, ando
Dois vaga-lumes que se tornam dor
Rosto no chão e horizonte sem cor
Muita gente, todas iguais
De repente estou nos jornais
Foi muito rápido, um segundo
Tentativas para se ouvir o mudo
Perguntei-me o motivo da discussão
Sem aguentar, quis descer como trovão
Não imaginava que ali haveria o nada
Por que desci naquela parada?
terça-feira, 12 de junho de 2007
Rotina***
Manhã atrasada como sempre
Pés com sono em meias de algodão
Levanta e corre a escovar os dentes
Lá embaixo tem leite e o velho pão
Dirige sem pensar no asfalto
Troca olhares com os ponteiros
Nem vê se hoje tem sol lá no alto
Nunca fui nem sere um dos primeiros
Mas toda essa correria traz uma surpresa
Voz suave que alimenta meus ouvidos
Fechando os olhos só se vê abeleza
Toda frase incerta termina com um suspiro
É o calor que vem nesse dia
Não é sol nem lua nem o mundo
É saber que os olhos se enchem de alegria
Saber que poderia ser por apenas um segundo
Não há amor sem fim nessa vida
Uma mão não pode caminhar só na estrada
Preciso do teu sorriso, minha querida
Agradeço cada dia por ser minha namorada!
Para minha namorada MARIANA, neste dia casual...
Pés com sono em meias de algodão
Levanta e corre a escovar os dentes
Lá embaixo tem leite e o velho pão
Dirige sem pensar no asfalto
Troca olhares com os ponteiros
Nem vê se hoje tem sol lá no alto
Nunca fui nem sere um dos primeiros
Mas toda essa correria traz uma surpresa
Voz suave que alimenta meus ouvidos
Fechando os olhos só se vê abeleza
Toda frase incerta termina com um suspiro
É o calor que vem nesse dia
Não é sol nem lua nem o mundo
É saber que os olhos se enchem de alegria
Saber que poderia ser por apenas um segundo
Não há amor sem fim nessa vida
Uma mão não pode caminhar só na estrada
Preciso do teu sorriso, minha querida
Agradeço cada dia por ser minha namorada!
Para minha namorada MARIANA, neste dia casual...
quarta-feira, 30 de maio de 2007
Sem Razão***
Parecia medo
Coragem na beira do fogo
Batia a porta sem jeito
Sem cartas para o jogo
O gelo vinha do céu desta vez
Não era mais do copo no balcão
O relógio já passava das três
Lá estava, ela e o salão
O homem de preto com sono
A borboleta já se desprendia
Queria chegar, não sabia como
Sentia de perto o frio que fazia
Nem luz, nem voz, nem...
Ela já tinha aberto o coração
Sobrou a rua sem ninguém
Era medo sem razão
Coragem na beira do fogo
Batia a porta sem jeito
Sem cartas para o jogo
O gelo vinha do céu desta vez
Não era mais do copo no balcão
O relógio já passava das três
Lá estava, ela e o salão
O homem de preto com sono
A borboleta já se desprendia
Queria chegar, não sabia como
Sentia de perto o frio que fazia
Nem luz, nem voz, nem...
Ela já tinha aberto o coração
Sobrou a rua sem ninguém
Era medo sem razão
domingo, 15 de abril de 2007
O Laço***
Do alto do monte iluminado pelo sol
A fumaça anuncia o almoço
A casa de madeira e o canto do rouxinol
Eu caminhando ao lado do moço
As costas suadas e as mãos floridas
A cesta cheia de flores
Colheu todas para mim, nem sentiu as feridas
Parecia um arco-íris de tantas cores
O chapéu de palha está bem maltratado
Mas ainda faz sombra nos olhos dele
O céu está em azul claro devia estar estrelado
O cenário é só nosso, apenas eu e ele
Então noto um sorriso no canto da boca
Antes de chegarmos, ele me presenteia com um laço
Ele mal olha para mim, está com vergonha da roupa
Não me importo, vou logo lhe dando um abraço
A fumaça anuncia o almoço
A casa de madeira e o canto do rouxinol
Eu caminhando ao lado do moço
As costas suadas e as mãos floridas
A cesta cheia de flores
Colheu todas para mim, nem sentiu as feridas
Parecia um arco-íris de tantas cores
O chapéu de palha está bem maltratado
Mas ainda faz sombra nos olhos dele
O céu está em azul claro devia estar estrelado
O cenário é só nosso, apenas eu e ele
Então noto um sorriso no canto da boca
Antes de chegarmos, ele me presenteia com um laço
Ele mal olha para mim, está com vergonha da roupa
Não me importo, vou logo lhe dando um abraço
segunda-feira, 12 de março de 2007
Depois da Partida***
Abriu a porta da sala
Apenas sentiu o teu perfume
De uma vez, perdeu a fala
Tua imagem piscava como vaga-lume
Foi para o sofá ainda quente
Sentou no mesmo lugar de minutos antes
Encarou os créditos do filme na frente
Lembrou de tudo, de todos os instantes
O copo na mesinha de canto
Ainda trazia marcas do teu batom
Havia na sua camisa, marca do pranto
Tudo mudo, não se ouvia som
Lamentava mais uma vez a distância
Era tempo de orar por boa viagem
Mas já não se aguentava, queria mudança
Para onde olhava via tua imagem
Corria para o calendário na mesa
Rabiscava os dias de sorfrer
A espera trazendo a saudade e a certeza
De que não é possível viver longe de você.
Apenas sentiu o teu perfume
De uma vez, perdeu a fala
Tua imagem piscava como vaga-lume
Foi para o sofá ainda quente
Sentou no mesmo lugar de minutos antes
Encarou os créditos do filme na frente
Lembrou de tudo, de todos os instantes
O copo na mesinha de canto
Ainda trazia marcas do teu batom
Havia na sua camisa, marca do pranto
Tudo mudo, não se ouvia som
Lamentava mais uma vez a distância
Era tempo de orar por boa viagem
Mas já não se aguentava, queria mudança
Para onde olhava via tua imagem
Corria para o calendário na mesa
Rabiscava os dias de sorfrer
A espera trazendo a saudade e a certeza
De que não é possível viver longe de você.
sábado, 24 de fevereiro de 2007
Sábado***
Seis da manhã, despertador
Minutos depois, um beijo seu
Pra me trazer a paz e o calor
A luz do sol, então, apareceu
Café com bolo e carinho
Mãos deslizando nos ombros
Nunca quis estar sozinho
Quis sempre em meus sonhos
Amor no chão, na frente da TV
Olhos vivos e sedentos
A porta fechada que você não vê
Sentindo cada momento
Saudade que insiste em tentar
Discussão que teima em chover
Quero logo o nosso lar
Seríamos apenas eu e você
Sábado quente e sua mania de limpeza
Sento na frente da tela
Mas só penso na minha princesa
Rostinho de brava, ainda assim tão bela
As músicas que ela escuta
Duram pouco, nem se pode ouvir
Vou à cozinha apanhar uma fruta
Não volto de lá sem vê-la sorrir
Abraço-te enquanto
Traz-me tão desejada paz
Faz-me tão bem teu encanto
Só sei que amo te amar
Minutos depois, um beijo seu
Pra me trazer a paz e o calor
A luz do sol, então, apareceu
Café com bolo e carinho
Mãos deslizando nos ombros
Nunca quis estar sozinho
Quis sempre em meus sonhos
Amor no chão, na frente da TV
Olhos vivos e sedentos
A porta fechada que você não vê
Sentindo cada momento
Saudade que insiste em tentar
Discussão que teima em chover
Quero logo o nosso lar
Seríamos apenas eu e você
Sábado quente e sua mania de limpeza
Sento na frente da tela
Mas só penso na minha princesa
Rostinho de brava, ainda assim tão bela
As músicas que ela escuta
Duram pouco, nem se pode ouvir
Vou à cozinha apanhar uma fruta
Não volto de lá sem vê-la sorrir
Abraço-te enquanto
Traz-me tão desejada paz
Faz-me tão bem teu encanto
Só sei que amo te amar
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
Fofoca***
-Depois da missa eu passo lá
Tudo bem? Vou levar o chá
-Quer que eu leve bolacha?
Enfim, vê o que acha
-Soube do Zé, o eletricista?
Parece que está mal da vista
-Meu Deus! Arrumou a fiação lá do vizinho
Será que tá tudo certinho?
-Por falar no vizinho, tá sabendo né?
Só mais duas semanas! O médico tá pegando no pé
-Mas que coisa! De repente, não?
Estava previsto para depois do verão
-Bom, esse calor tá de matar
Tô querendo tomar banho de mar
-Será que "aquelazinha" vai?
Porque se for não vou, você vai?
-Pensei nisso, mas quer saber?
Vou e é agora! Não vou me aborrecer!
-Também acho! Ah! Vamos esquecer o chá?
Não tô muito a fim, sei lá
-Tudo bem, mas menina! Nem te conto!
O Clóvis separou da Neidinha! Pronto!
-Não acredito! O homem tá solteirão?
Ai que pecado, mas ele é ligeiro, não?
-Pois é, vou adiantar o meu lado
Ele bem que dava umas indiretas no passado
-Sua cretina! E a comadre?
Vai deixar ela chorando para o padre?
-Falando no padre, soube que está mal
Descobriu que era pai nesse Natal
-Pai? Mas esse mundo tá perdido, onde vai parar?
Deixa eu cuidar da minha vida, ainda tem roupa para lavar!
-Também vou. Calma! Você viu lá em cima?
Olha a Tereza espiando a gente. Depois diz que é fina
-Que fuxiqueira! Por isso que sou na minha
Fofoca é coisa de "gentinha"!
Tudo bem? Vou levar o chá
-Quer que eu leve bolacha?
Enfim, vê o que acha
-Soube do Zé, o eletricista?
Parece que está mal da vista
-Meu Deus! Arrumou a fiação lá do vizinho
Será que tá tudo certinho?
-Por falar no vizinho, tá sabendo né?
Só mais duas semanas! O médico tá pegando no pé
-Mas que coisa! De repente, não?
Estava previsto para depois do verão
-Bom, esse calor tá de matar
Tô querendo tomar banho de mar
-Será que "aquelazinha" vai?
Porque se for não vou, você vai?
-Pensei nisso, mas quer saber?
Vou e é agora! Não vou me aborrecer!
-Também acho! Ah! Vamos esquecer o chá?
Não tô muito a fim, sei lá
-Tudo bem, mas menina! Nem te conto!
O Clóvis separou da Neidinha! Pronto!
-Não acredito! O homem tá solteirão?
Ai que pecado, mas ele é ligeiro, não?
-Pois é, vou adiantar o meu lado
Ele bem que dava umas indiretas no passado
-Sua cretina! E a comadre?
Vai deixar ela chorando para o padre?
-Falando no padre, soube que está mal
Descobriu que era pai nesse Natal
-Pai? Mas esse mundo tá perdido, onde vai parar?
Deixa eu cuidar da minha vida, ainda tem roupa para lavar!
-Também vou. Calma! Você viu lá em cima?
Olha a Tereza espiando a gente. Depois diz que é fina
-Que fuxiqueira! Por isso que sou na minha
Fofoca é coisa de "gentinha"!
quinta-feira, 18 de janeiro de 2007
Minha Princesa***
Oh! Minha Princesa!
Menina mais linda não há
Minha Deusa
Quero contigo me casar
No céu pintado de estrelas
No colo a foto mais bonita
No papel todas as letras
Eu toco a perfeição infinita
Oh! Minha Princesa!
Minha linda poesia
Minha rara beleza
Minha razão e vida
Sou feito de ti
Por inteiro de calor
Encontro-te em mim
Minha Princesa, meu Amor!
Meu Amor!
Menina mais linda não há
Minha Deusa
Quero contigo me casar
No céu pintado de estrelas
No colo a foto mais bonita
No papel todas as letras
Eu toco a perfeição infinita
Oh! Minha Princesa!
Minha linda poesia
Minha rara beleza
Minha razão e vida
Sou feito de ti
Por inteiro de calor
Encontro-te em mim
Minha Princesa, meu Amor!
Meu Amor!
quinta-feira, 4 de janeiro de 2007
Eu Vou***
Nas minhas paredes pintadas
A imagem dela é clara
Num quarto onde o sol descansa
Vou te acordando
Debaixo da mesa, sinto os teus pés
Nessa boca, sinto o gosto do café
Nos olhinhos puxados, na lembrança
Vou te guardando
A música de fundo e você no espelho
Fascina-me teu esmalte vermelho
Naquela tarde quente e mansa
Vou te observando
E quando estou deitado a meia-luz
E me perco no teu corpo nu
No meu peito já tem sono de criança
Vou, para sempre, te amando
A imagem dela é clara
Num quarto onde o sol descansa
Vou te acordando
Debaixo da mesa, sinto os teus pés
Nessa boca, sinto o gosto do café
Nos olhinhos puxados, na lembrança
Vou te guardando
A música de fundo e você no espelho
Fascina-me teu esmalte vermelho
Naquela tarde quente e mansa
Vou te observando
E quando estou deitado a meia-luz
E me perco no teu corpo nu
No meu peito já tem sono de criança
Vou, para sempre, te amando
quinta-feira, 28 de dezembro de 2006
O João Dela***
Tinha o Seu João lá fora
Todo derramado na velha cadeira
Seu balanço não era de agora
Cansado debaixo da macieira
Dona Rosa molhava o avental
Lavava a louça passada na pia
Nem parecia véspera de Natal
Olhava para o sol que ardia
Seu João deitara na grama alta
Observava os pássaros nos galhos
Mas não descansava, sentia falta
E da cozinha, o cheiro forte de alho
Dona Rosa sabia do gosto do Seu João
Preparava tudo com carinho
Não precisava de data, fazia de coração
Prometeu para si que nunca o deixaria sozinho
As rugas do velho desenhavam um sorriso
Dona Rosa sabia para quem era
A mesa já estava posta como aviso
O verão descansava a primavera
Mas Seu João guardou a última flor
Ofereceu uma singela margarida
A casinha se encheu de amor
Uma flor para o amor da sua vida
Olhos marejados no rosto corado de emoção
Dona Rosa sempre soube que aquele Seu João
Era o verdadeiro dono do seu coração
Simplesmente sabia que aquele era o seu João!
Todo derramado na velha cadeira
Seu balanço não era de agora
Cansado debaixo da macieira
Dona Rosa molhava o avental
Lavava a louça passada na pia
Nem parecia véspera de Natal
Olhava para o sol que ardia
Seu João deitara na grama alta
Observava os pássaros nos galhos
Mas não descansava, sentia falta
E da cozinha, o cheiro forte de alho
Dona Rosa sabia do gosto do Seu João
Preparava tudo com carinho
Não precisava de data, fazia de coração
Prometeu para si que nunca o deixaria sozinho
As rugas do velho desenhavam um sorriso
Dona Rosa sabia para quem era
A mesa já estava posta como aviso
O verão descansava a primavera
Mas Seu João guardou a última flor
Ofereceu uma singela margarida
A casinha se encheu de amor
Uma flor para o amor da sua vida
Olhos marejados no rosto corado de emoção
Dona Rosa sempre soube que aquele Seu João
Era o verdadeiro dono do seu coração
Simplesmente sabia que aquele era o seu João!
terça-feira, 19 de dezembro de 2006
Papel para Sempre***
Cada dia que vai
Levo teu cheirinho tão doce
Pela noite que cai
Espero sentadinho pela pose
No banco de madeira no parque
Olhando para o céu estrelado
Esperando na beira até tarde
Ajeitando o chapéu meio de lado
E na inquietação dos joelhos
Que tira a atenção dos olhos d'água
Poça no chão que fingiu espelho
Vira atração nos olhos de mágoa
Dois pingos de prata sem alma
Em ondas que brotam dos passos
Lá vêm vindo apressada, sem calma
Nas sombras que disfarçam os traços
O banco de branco, madeira vazia
Vê par de anéis que inspira presente
Um sorriso esparramando na beleza que eu via
E os papéis sobre a mesa que nos juntam para o sempre
Levo teu cheirinho tão doce
Pela noite que cai
Espero sentadinho pela pose
No banco de madeira no parque
Olhando para o céu estrelado
Esperando na beira até tarde
Ajeitando o chapéu meio de lado
E na inquietação dos joelhos
Que tira a atenção dos olhos d'água
Poça no chão que fingiu espelho
Vira atração nos olhos de mágoa
Dois pingos de prata sem alma
Em ondas que brotam dos passos
Lá vêm vindo apressada, sem calma
Nas sombras que disfarçam os traços
O banco de branco, madeira vazia
Vê par de anéis que inspira presente
Um sorriso esparramando na beleza que eu via
E os papéis sobre a mesa que nos juntam para o sempre
quarta-feira, 6 de dezembro de 2006
Dorme em Mim***
Dorme dentro de mim
Esqueça as palmeiras dançantes
A brisa traz teu sono enfim
Põe paz em teu semblante
O ranger da porta confunde o som
Meu peito se enche com teu ar
E te amar só poderia ser um dom
Presente de Deus foi te encontrar
Dorme sobre meu coração, feliz
Adormeça por inteira, meu amor
Brilha em sono sereno para mim
Supõe teu céu que me trouxe teu sabor
Meu bem querer, sem ti não sou
Invento-te em minha mente, um mar
E não despertar desse sonho bom
E do nosso amor, nasceu um lar
Esqueça as palmeiras dançantes
A brisa traz teu sono enfim
Põe paz em teu semblante
O ranger da porta confunde o som
Meu peito se enche com teu ar
E te amar só poderia ser um dom
Presente de Deus foi te encontrar
Dorme sobre meu coração, feliz
Adormeça por inteira, meu amor
Brilha em sono sereno para mim
Supõe teu céu que me trouxe teu sabor
Meu bem querer, sem ti não sou
Invento-te em minha mente, um mar
E não despertar desse sonho bom
E do nosso amor, nasceu um lar
quinta-feira, 30 de novembro de 2006
Diferentes dos de Ontem***
Não lembro dos dias
Aqueles em que o sol fingia
Brilhava, imitando poesia
Aqueles velhos dias
O teto sem azul, sem cores
Os olhos de quem cegava as dores
Queria ver um campo repleto de flores
Fazia fotos desejando novas poses
A memória daqui é tão pequena
Nem sentido faz, inventa
Histórias de algumas poucas cenas
Nem sabia que existia uma morena
Os dias mentiram uma vida
Fizeram crer numa fantasia
Dias distantes, idéia fingida
Diferente dos de hoje, minha querida
Trouxe amor que ninguém sentiu
Colorindo a manhã primaveril
Desvendou-se para mim na força de um rio
Mostrou-se em ti, bela moça, no instante em que sorriu
Aqueles em que o sol fingia
Brilhava, imitando poesia
Aqueles velhos dias
O teto sem azul, sem cores
Os olhos de quem cegava as dores
Queria ver um campo repleto de flores
Fazia fotos desejando novas poses
A memória daqui é tão pequena
Nem sentido faz, inventa
Histórias de algumas poucas cenas
Nem sabia que existia uma morena
Os dias mentiram uma vida
Fizeram crer numa fantasia
Dias distantes, idéia fingida
Diferente dos de hoje, minha querida
Trouxe amor que ninguém sentiu
Colorindo a manhã primaveril
Desvendou-se para mim na força de um rio
Mostrou-se em ti, bela moça, no instante em que sorriu
sexta-feira, 24 de novembro de 2006
Bom Dia sem Você***
Um pedaço de pão molhado de café
A flor já murcha ao lado da colher
A bandeja que lhe trouxe esquecida
Ainda sinto teu calor na cama vazia
O sol faz a manhã não esquecer que é dia
Deixa sua cor nas rendas da cortina
Um casal de pássaros, da árvore, sorri para mim
Meus lábios não se mexem, meus olhos sim
Nadam por entre rios em busca de ti
Aquele anel que me deste continua aqui
Finjo estar bem por não saber por onde andar
De novo você não veio e sei que não vai voltar
Tuas jóias e teu perfume preferido não estão mais lá
Nos armários sobraram o vazio e apenas um colar
Sei que morrerei de saudade dos nossos dias
Sei que viverei a saudade até o fim dos dias
*Escrito nas primeiras horas de outubro..
A flor já murcha ao lado da colher
A bandeja que lhe trouxe esquecida
Ainda sinto teu calor na cama vazia
O sol faz a manhã não esquecer que é dia
Deixa sua cor nas rendas da cortina
Um casal de pássaros, da árvore, sorri para mim
Meus lábios não se mexem, meus olhos sim
Nadam por entre rios em busca de ti
Aquele anel que me deste continua aqui
Finjo estar bem por não saber por onde andar
De novo você não veio e sei que não vai voltar
Tuas jóias e teu perfume preferido não estão mais lá
Nos armários sobraram o vazio e apenas um colar
Sei que morrerei de saudade dos nossos dias
Sei que viverei a saudade até o fim dos dias
*Escrito nas primeiras horas de outubro..
quarta-feira, 15 de novembro de 2006
Meu Amor***
Meu amor não tem mais jeito
Parece não mais me obedecer
Nunca imaginei que seria tão perfeito
Um sol só para nós, eu e você
As primaveras nunca mais
Serão as mesmas de vezes passadas
Lá, faltava-me uma flor para me trazer sua paz
Uma que fosse a mais delicada
Noutro dia pela manhã, ao abrir o jornal
O preto no branco me fez entender
Tudo que existe procura um final
Meu amor, então, encontrou você
Meu amor já repousa no seu colo
Sabe que, para sempre, será feliz assim
Meu amor não ousa largar dos teus olhos
Sabe que nunca mais terá amor sem fim
De dias frios e quentes que virão
E toda tarde de outono que aparecer
Terei teu corpo mais quente que o verão
Meu amor sabe que não existe sem você
Parece não mais me obedecer
Nunca imaginei que seria tão perfeito
Um sol só para nós, eu e você
As primaveras nunca mais
Serão as mesmas de vezes passadas
Lá, faltava-me uma flor para me trazer sua paz
Uma que fosse a mais delicada
Noutro dia pela manhã, ao abrir o jornal
O preto no branco me fez entender
Tudo que existe procura um final
Meu amor, então, encontrou você
Meu amor já repousa no seu colo
Sabe que, para sempre, será feliz assim
Meu amor não ousa largar dos teus olhos
Sabe que nunca mais terá amor sem fim
De dias frios e quentes que virão
E toda tarde de outono que aparecer
Terei teu corpo mais quente que o verão
Meu amor sabe que não existe sem você
quinta-feira, 9 de novembro de 2006
Sem Fim***
Você é sem fim
Você não acaba
Nem passa
Está dentro de mim
Você é como luz
Você é ar que respiro
De que nunca desisto
Está no meio do azul
Voc é meu tudo
Você é calmaria
Por toda a vida
Meu olhar mudo
Você é toda flor
Você nem deve existir
E ao te ver sorrir
Sinto todo o amor
Você é quem me diz:
"Amor, eu te amo!"
Meu doce encanto
Você me faz feliz
Você não acaba
Nem passa
Está dentro de mim
Você é como luz
Você é ar que respiro
De que nunca desisto
Está no meio do azul
Voc é meu tudo
Você é calmaria
Por toda a vida
Meu olhar mudo
Você é toda flor
Você nem deve existir
E ao te ver sorrir
Sinto todo o amor
Você é quem me diz:
"Amor, eu te amo!"
Meu doce encanto
Você me faz feliz
sexta-feira, 27 de outubro de 2006
Mar***
Descansa na pedra em frente ao mar
Mar infinto de flores
Ondas desmanchando no ar
Mar impossível não se encantar
Mais um dia de sol para você
Mar imaginário de sabores
Nuvens que deveriam chover
Mar infindável para ser
Folhas de romance à luz de vela
Mar e suas ondas espumantes
Mariposas dançantes na aquarela
Mar e as noites já tão belas
Mar e o seu canto de rouxinol
Mar invisível de diamantes
Mar e a certeza no brilho do sol
Marinheiro sentado em frente ao farol
Escrito em dias passados,
Sentimento presente
Sempre..
Mar infinto de flores
Ondas desmanchando no ar
Mar impossível não se encantar
Mais um dia de sol para você
Mar imaginário de sabores
Nuvens que deveriam chover
Mar infindável para ser
Folhas de romance à luz de vela
Mar e suas ondas espumantes
Mariposas dançantes na aquarela
Mar e as noites já tão belas
Mar e o seu canto de rouxinol
Mar invisível de diamantes
Mar e a certeza no brilho do sol
Marinheiro sentado em frente ao farol
Escrito em dias passados,
Sentimento presente
Sempre..
terça-feira, 24 de outubro de 2006
Vida***
Que quando o telefone tocou
As pernas titubearam
E quando teu nome piscou
Os olhos brilharam
E te respirar é o que me deixa viver
Carrego-te na alma eternamente
Passo, então, a perceber
Enxergo um mundo em minha frente
Não importa para qual direção olhar
Quantos sabores vou sentir
Se tudo que existe, de você, faz lembrar
Nem mesmo o que é triste, far-me-á desistir
E no peito, guardo a saudade
Ao lado da tua imagem, por vezes distante
Sou um apaixonado de verdade
Pensando no meu amor a todo instante
Já não me imagino sem um pedaço
Pedaço que me faz feliz por ser você
Ainda sinto teu brilho em meus braços
Sei que a vida, sem você, nem vida pode ser
As pernas titubearam
E quando teu nome piscou
Os olhos brilharam
E te respirar é o que me deixa viver
Carrego-te na alma eternamente
Passo, então, a perceber
Enxergo um mundo em minha frente
Não importa para qual direção olhar
Quantos sabores vou sentir
Se tudo que existe, de você, faz lembrar
Nem mesmo o que é triste, far-me-á desistir
E no peito, guardo a saudade
Ao lado da tua imagem, por vezes distante
Sou um apaixonado de verdade
Pensando no meu amor a todo instante
Já não me imagino sem um pedaço
Pedaço que me faz feliz por ser você
Ainda sinto teu brilho em meus braços
Sei que a vida, sem você, nem vida pode ser
sexta-feira, 20 de outubro de 2006
Filme***
As luzes são metade neste quarto
Os momentos são lembrados
Havia uma canção para cada ato
O tempo só é bom ao teu lado
Então você está vestindo o sol
Recortei uma manchete de jornal
Vem você desatando mais um nó
Poderia ficar lendo até o final
Mas está na melhor cena
Olhos nos olhos e corações se apertando
Um romance de cinema
Boca na boca e respirações aumentando
Daqui não saio mais!
Fugiríamos sem precisar de crime
Contigo encontro-me em paz
Poderíamos viver um lindo filme
Os momentos são lembrados
Havia uma canção para cada ato
O tempo só é bom ao teu lado
Então você está vestindo o sol
Recortei uma manchete de jornal
Vem você desatando mais um nó
Poderia ficar lendo até o final
Mas está na melhor cena
Olhos nos olhos e corações se apertando
Um romance de cinema
Boca na boca e respirações aumentando
Daqui não saio mais!
Fugiríamos sem precisar de crime
Contigo encontro-me em paz
Poderíamos viver um lindo filme
domingo, 15 de outubro de 2006
Como pode?***
Como pode uma senhorita não sonhar?
Se tentar lhe mostrar é o mesmo que amar
Amar de modo absoluto sem pensar
Sem querer ao menos deixar
Como pode a onda não beijar a areia?
Banhar a cauda daquela sereia
Girar em torno de si, volta e meia
Tirar sangue da tua veia
Escuto tua voz na minha cabeça
Gritando palavras de ódio e amor
Pedindo-me beijos antes que adormeça
Entortando pétalas furta-cor
Como pode duvidar do meu querer?
Se é você que me mostra o nascer
Que sem você só penso em descer
Que sem você não há por viver
Escrito há 3 dias
Se tentar lhe mostrar é o mesmo que amar
Amar de modo absoluto sem pensar
Sem querer ao menos deixar
Como pode a onda não beijar a areia?
Banhar a cauda daquela sereia
Girar em torno de si, volta e meia
Tirar sangue da tua veia
Escuto tua voz na minha cabeça
Gritando palavras de ódio e amor
Pedindo-me beijos antes que adormeça
Entortando pétalas furta-cor
Como pode duvidar do meu querer?
Se é você que me mostra o nascer
Que sem você só penso em descer
Que sem você não há por viver
Escrito há 3 dias
quinta-feira, 12 de outubro de 2006
Eu, Você e o Infinito***
Acordei com teu sorriso nos meus olhos
Pensei em fechá-los para não se perder
Folheei álbum para contemplar tuas fotos
Abraçei teu retrato para não te esquecer
E quando chego ainda sinto teu cheiro
Espalhando flores por toda casa
Perfume de tulipas que chega primeiro
Percorre corredores até chegar na sala
E deixo a porta aberta para você entrar
Só de pensar meu coração dispara
E não suporto um dia sem te olhar
Só de imaginar meu coração pára
Não vou esperar você ir embora
Vou te levar além do destino
Onde possamos ver tudo de fora
Seremos eu, você e o infinito
Pensei em fechá-los para não se perder
Folheei álbum para contemplar tuas fotos
Abraçei teu retrato para não te esquecer
E quando chego ainda sinto teu cheiro
Espalhando flores por toda casa
Perfume de tulipas que chega primeiro
Percorre corredores até chegar na sala
E deixo a porta aberta para você entrar
Só de pensar meu coração dispara
E não suporto um dia sem te olhar
Só de imaginar meu coração pára
Não vou esperar você ir embora
Vou te levar além do destino
Onde possamos ver tudo de fora
Seremos eu, você e o infinito
Bom Dia sem Você***
Um pedaço de pão molhado de café
A flor já murcha ao lado da colher
A bandeja que lhe trouxe esquecida
Ainda sinto teu calor na cama vazia
O sol faz a manhã não esquecer que é dia
Deixa sua cor nas rendas da cortina
Um casal de pássaros, da árvore, sorri para mim
Meus lábios não se mexem, meus olhos sim
Nadam por entre rios em busca de ti
Aquele anel que me deste continua aqui
Finjo estar bem por não saber por onde andar
De novo você não veio e sei que não vai voltar
Tuas jóias e teu perfume preferido não estão mais lá
Nos armários sobraram o vazio e apenas um colar
Sei que morrerei de saudade dos nossos dias
Sei que viverei a saudade até o fim dos dias
*Escrito nas primeiras horas de outubro..
A flor já murcha ao lado da colher
A bandeja que lhe trouxe esquecida
Ainda sinto teu calor na cama vazia
O sol faz a manhã não esquecer que é dia
Deixa sua cor nas rendas da cortina
Um casal de pássaros, da árvore, sorri para mim
Meus lábios não se mexem, meus olhos sim
Nadam por entre rios em busca de ti
Aquele anel que me deste continua aqui
Finjo estar bem por não saber por onde andar
De novo você não veio e sei que não vai voltar
Tuas jóias e teu perfume preferido não estão mais lá
Nos armários sobraram o vazio e apenas um colar
Sei que morrerei de saudade dos nossos dias
Sei que viverei a saudade até o fim dos dias
*Escrito nas primeiras horas de outubro..
quinta-feira, 5 de outubro de 2006
Anjo que Guarda***
Sou anjo na parede escura
Um quadro esquecido no alto da cama
Sei que sou o espelho da pintura
Segundo entre a faísca e a chama
Ele se deita e nem me vê
Às vezes perde os olhos no breu
Às vezes deixa a luz da TV
Vez ou outra abajur que esqueceu
Ele ora e sorri para ela um sorriso bonito
Diz para mim que vai encontrá-la
Esquece da hora e revela um amor infinito
Então sou a força e desejo que ele pede
Não ponho fim no sonho de amá-la
Sou anjo que guarda amor que não se mede.
Um quadro esquecido no alto da cama
Sei que sou o espelho da pintura
Segundo entre a faísca e a chama
Ele se deita e nem me vê
Às vezes perde os olhos no breu
Às vezes deixa a luz da TV
Vez ou outra abajur que esqueceu
Ele ora e sorri para ela um sorriso bonito
Diz para mim que vai encontrá-la
Esquece da hora e revela um amor infinito
Então sou a força e desejo que ele pede
Não ponho fim no sonho de amá-la
Sou anjo que guarda amor que não se mede.
quinta-feira, 28 de setembro de 2006
Um Lugar no Teu Jardim***
Hoje é quinta-feira de paz
O sol na cortina de pano
Sentado na beira do sofá
Um som que vinha do piano
No ranger da porta
Passos de bailarina até mim
Dois saltos, uma volta
Faço uma rima sem fim
Setembro já vai indo
Dai-me as flores perfumadas
Só desejo vê-la sorrindo
Dai-me as cores costuradas
Pinta meu azul com teu vermelho
Jogue teu olhar sobre mim
Reflita tua luz neste espelho
Mostre meu lugar em teu jardim
*escrito há quatro dias
O sol na cortina de pano
Sentado na beira do sofá
Um som que vinha do piano
No ranger da porta
Passos de bailarina até mim
Dois saltos, uma volta
Faço uma rima sem fim
Setembro já vai indo
Dai-me as flores perfumadas
Só desejo vê-la sorrindo
Dai-me as cores costuradas
Pinta meu azul com teu vermelho
Jogue teu olhar sobre mim
Reflita tua luz neste espelho
Mostre meu lugar em teu jardim
*escrito há quatro dias
segunda-feira, 25 de setembro de 2006
Não Existo Sem meu Brilho***
Um dia tão sem graça
Não adianta o que eu faça
Congelo na dor que não passa
Sei que preciso estar com você
As paredes vazias e sem graça
Não me encanta nada que eu faça
Espero por um tempo que não passa
Sei que já não existo sem você
Um lugar frio e sem graça
Não me espanta que eu nada faça
Desenterro a solidão que não passa
Sei que, aflito e perdido, estou sem você
De repente surge cheia de graça
Não cansa de brilhar, não importa o que faça
Pinta de amarelo dourado por onde passa
Sei que o meu brilho é você!
Não adianta o que eu faça
Congelo na dor que não passa
Sei que preciso estar com você
As paredes vazias e sem graça
Não me encanta nada que eu faça
Espero por um tempo que não passa
Sei que já não existo sem você
Um lugar frio e sem graça
Não me espanta que eu nada faça
Desenterro a solidão que não passa
Sei que, aflito e perdido, estou sem você
De repente surge cheia de graça
Não cansa de brilhar, não importa o que faça
Pinta de amarelo dourado por onde passa
Sei que o meu brilho é você!
sábado, 23 de setembro de 2006
Na Primavera***
As árvores acordaram agitadas
As pessoas parecem cansadas
Nuvens no céu
Fumaça na janela
Pássaros rodeiam as paradas
As cores permacem misturadas
Ferrugem no pincel
Espalhada pela tela
As luzes não mais apagadas
Deixe as cortinas fechadas
Deixe cair o teu véu
Vamos pôr fim nessa espera
A lua se faz encantada
Deixe vir estação esperada
Deixe-me sentir o teu mel
Venha para mim na primavera
*Escrito em dias passados
As pessoas parecem cansadas
Nuvens no céu
Fumaça na janela
Pássaros rodeiam as paradas
As cores permacem misturadas
Ferrugem no pincel
Espalhada pela tela
As luzes não mais apagadas
Deixe as cortinas fechadas
Deixe cair o teu véu
Vamos pôr fim nessa espera
A lua se faz encantada
Deixe vir estação esperada
Deixe-me sentir o teu mel
Venha para mim na primavera
*Escrito em dias passados
domingo, 17 de setembro de 2006
Uma Garoa, Um Encontro***
Sem saber da garoa que se aproxima, segue na rua
Sempre na vida à toa, nas mesmas esquinas, sem lua
O homem caminha a passos lentos, sem direção
Esbarra numa jovem sozinha, momento de desatenção
Procura pelo sorriso que um dia já lhe pertenceu
A chuva é só um aviso do que havia e se perdeu
Tão bela face com o queixo enterrado no peito
A mão dela, de um jeito acanhado, no cabelo
O velho sapato, agora molhado, encarava a sandália
O reflexo dourado, pendurado, lembrava medalha
A moça e seus olhos que seguiam o enrolar dos dedos
A poça era como foto que dividia o encontrar dos segredos
A garoa vai dando lugar a ventania da madrugada
A coroa cai, deixando chegar a covardia esperada
Abre-se a avenida e os destinos são tomados
Partem da esquina com os sorrisos estampados
Sempre na vida à toa, nas mesmas esquinas, sem lua
O homem caminha a passos lentos, sem direção
Esbarra numa jovem sozinha, momento de desatenção
Procura pelo sorriso que um dia já lhe pertenceu
A chuva é só um aviso do que havia e se perdeu
Tão bela face com o queixo enterrado no peito
A mão dela, de um jeito acanhado, no cabelo
O velho sapato, agora molhado, encarava a sandália
O reflexo dourado, pendurado, lembrava medalha
A moça e seus olhos que seguiam o enrolar dos dedos
A poça era como foto que dividia o encontrar dos segredos
A garoa vai dando lugar a ventania da madrugada
A coroa cai, deixando chegar a covardia esperada
Abre-se a avenida e os destinos são tomados
Partem da esquina com os sorrisos estampados
sábado, 16 de setembro de 2006
Sim, Adoro***
Sim, adoro...
Aquele ciúme que existe
A música que lembra você
A discussão que você desiste
O olhar que não fez ao me ver
O som das risadas que vejo
Os dias felizes que nascem,
O tédio enquanto não leio um beijo
Enfim, adoro...
Aquele ciúme que tenho e persiste
A música que me lembra sem querer
A discussão que, as vezes, deixa triste
O olhar que não fiz ao te ver
O sentimento vencido pela teima
As noites acordadas que se fazem,
A certeza de que, para mim, foi feita
No fim, adoro!
Aquele ciúme que existe
A música que lembra você
A discussão que você desiste
O olhar que não fez ao me ver
O som das risadas que vejo
Os dias felizes que nascem,
O tédio enquanto não leio um beijo
Enfim, adoro...
Aquele ciúme que tenho e persiste
A música que me lembra sem querer
A discussão que, as vezes, deixa triste
O olhar que não fiz ao te ver
O sentimento vencido pela teima
As noites acordadas que se fazem,
A certeza de que, para mim, foi feita
No fim, adoro!
segunda-feira, 11 de setembro de 2006
Eterna Criança***
Eu vou à praia soltar pipa
E para a rua girar pião,
Vou escolher uma tulipa
Depois brincar de avião
Eu vou pular amarelinha
Pular até chegar no céu,
Bater figurinha
E girar no carrossel
Eu vou no carrinho de bate-bate
Depois comer algodão doce,
Vou me lambuzar de chocolate
E para a foto, fazer pose
Eu vou rabiscar a parede do quarto
Logo depois de encher a pança,
Ir na roda gigante, gritar lá do alto:
"Vou, para sempre, ser criança!"
E para a rua girar pião,
Vou escolher uma tulipa
Depois brincar de avião
Eu vou pular amarelinha
Pular até chegar no céu,
Bater figurinha
E girar no carrossel
Eu vou no carrinho de bate-bate
Depois comer algodão doce,
Vou me lambuzar de chocolate
E para a foto, fazer pose
Eu vou rabiscar a parede do quarto
Logo depois de encher a pança,
Ir na roda gigante, gritar lá do alto:
"Vou, para sempre, ser criança!"
quinta-feira, 7 de setembro de 2006
Toda Palavra, Uma Alma***
Nomes a serem cantados
Envelopes a serem selados
Nos pés, a lã que aquece
Sem fé, em manhã de prece
Uma brisa que pede passagem
Descobre chance numa fresta
Desliza sobre a pele em viagem
Sopra distante do que resta
O antigo caminho de folhas secas
Esconde espinhos de outras cenas,
Permanece na cabeça que delira
Desaparece na certeza da mentira
E nem a chuva pode arrastar
Passadas largas que almejam o sol
Vem a pintura só de pensar
Passa e abraça os que festejam só
Os ponteiros juntos na calada da noite
Candeeiro escuro na beirada da fonte
Luz calma que recria teu brilho no papel
Lua calada, imita teu sorriso no meu céu
Envelopes a serem selados
Nos pés, a lã que aquece
Sem fé, em manhã de prece
Uma brisa que pede passagem
Descobre chance numa fresta
Desliza sobre a pele em viagem
Sopra distante do que resta
O antigo caminho de folhas secas
Esconde espinhos de outras cenas,
Permanece na cabeça que delira
Desaparece na certeza da mentira
E nem a chuva pode arrastar
Passadas largas que almejam o sol
Vem a pintura só de pensar
Passa e abraça os que festejam só
Os ponteiros juntos na calada da noite
Candeeiro escuro na beirada da fonte
Luz calma que recria teu brilho no papel
Lua calada, imita teu sorriso no meu céu
segunda-feira, 4 de setembro de 2006
E Me Engasga Com Tua Boca***
Sou do tipo que o tempo tapa
Um molho que molha a gente
Não finge tingir e atinge o presente
E se afoga no fogo que não apaga
Chama-me pra chama da tua cama
Vem pra junto, junta a gente, junto!
Manda-me mudar teu mundo
Clama e me acalma, diz que me ama
É sombra que me assombra e sua sobre a mesa
Cai lento sobre o leito aquele lenço
E aqui venta e te invento no que penso
Nobre é o que cobre e descobre a beleza
Ouço da moça que a ousadia é pouca
Aperta-me contra a porta entre aberta
E te trago em meus braços sem trégua
Rasga a roupa e me engasga com tua boca
Não deixo que teu feixe de luz me deixe
Vai aprender a prender-me em teu coração
E dos beijos que não vejo e desejo a sensação
É sol que salta e solta no azul da minha mente
Um molho que molha a gente
Não finge tingir e atinge o presente
E se afoga no fogo que não apaga
Chama-me pra chama da tua cama
Vem pra junto, junta a gente, junto!
Manda-me mudar teu mundo
Clama e me acalma, diz que me ama
É sombra que me assombra e sua sobre a mesa
Cai lento sobre o leito aquele lenço
E aqui venta e te invento no que penso
Nobre é o que cobre e descobre a beleza
Ouço da moça que a ousadia é pouca
Aperta-me contra a porta entre aberta
E te trago em meus braços sem trégua
Rasga a roupa e me engasga com tua boca
Não deixo que teu feixe de luz me deixe
Vai aprender a prender-me em teu coração
E dos beijos que não vejo e desejo a sensação
É sol que salta e solta no azul da minha mente
segunda-feira, 28 de agosto de 2006
São Tiros***
Dias em que as nuvens se abraçam,
Em frente ao espelho, nada além
E aquele vermelho fez-me refém
Dos dias ausentes, que só passam
É nesse estado de sofrimento
As palavras acontecem
São claras mas desaparecem,
Ele sempre deixado ao relento
Equilibro-me na ponta da estrela
Ameaço uma loucura, atirar
Atiro-me na cauda de um cometa
Aponto minhas armas, então finjo dissabor
Desfiro tiros para, em ti, acertar
Escondo as balas, estes são tiros de amor.
Em frente ao espelho, nada além
E aquele vermelho fez-me refém
Dos dias ausentes, que só passam
É nesse estado de sofrimento
As palavras acontecem
São claras mas desaparecem,
Ele sempre deixado ao relento
Equilibro-me na ponta da estrela
Ameaço uma loucura, atirar
Atiro-me na cauda de um cometa
Aponto minhas armas, então finjo dissabor
Desfiro tiros para, em ti, acertar
Escondo as balas, estes são tiros de amor.
quinta-feira, 24 de agosto de 2006
Luz Infinita, Brilho Intenso***
Ele está atrás de verdes campos
Ele se perde em meio aos encantos
Pode ser noite ou dia, sem lugar
Não consegue esquecer aquele olhar
Luz infinita, brilho intenso
Luz infinita, brilho intenso
Saber que essas cores de algodão
Sairão feito flores do chão
Ele a costurar seu peito no dela
Ela a deixar seu beijo na janela
Luz infinita, brilho intenso
Luz infinita, brilho intenso
Ela se esconde em diferentes cantos
Ela desaparece em meio aos prantos
Foge à fonte que fazia acalmar
Então percebe que ele está a amar
Luz infinita, brilho intenso
Luz infinita, brilho intenso
Ela, a resposta para sua questão
Uma aposta contra a paixão
Ela a pensar no amor que dera
Ele a aguentar a dor da espera
Luz infinita, brilho intenso
Nao acaba, não acaba...
Ele se perde em meio aos encantos
Pode ser noite ou dia, sem lugar
Não consegue esquecer aquele olhar
Luz infinita, brilho intenso
Luz infinita, brilho intenso
Saber que essas cores de algodão
Sairão feito flores do chão
Ele a costurar seu peito no dela
Ela a deixar seu beijo na janela
Luz infinita, brilho intenso
Luz infinita, brilho intenso
Ela se esconde em diferentes cantos
Ela desaparece em meio aos prantos
Foge à fonte que fazia acalmar
Então percebe que ele está a amar
Luz infinita, brilho intenso
Luz infinita, brilho intenso
Ela, a resposta para sua questão
Uma aposta contra a paixão
Ela a pensar no amor que dera
Ele a aguentar a dor da espera
Luz infinita, brilho intenso
Nao acaba, não acaba...
quarta-feira, 16 de agosto de 2006
A Resposta e o Adeus de Maria***
Bom, é isso! Não tem mais jeito
Juro que tentei gostar de você
Desisto! São palavras sem efeito
O muro que levantei não é de sapê
Esse meu abraço, uma dó, nunca foi teu!
Se quer saber, nem do teu cheiro eu lembro
Nunca existiu um laço entre nós! Esqueceu?
Essa mulher casa no primeiro sol de setembro
Isso mesmo!
Vou juntar os trapos com o meu amado
Aquele mesmo que te falei
Sem segredo!
A paixão de infância, o primeiro namorado
Serei o tal sorvete que nunca te dei
E nem tente me confundir
Sei que sua prosa é boa, mas é ensaiada
E não pense que eu não quis fugir
Bem sabe que aquela rosa já veio desbotada
Agora você fica aí, feito bêbado sem rumo
Então, que feche os olhos e procure suas nêgas
Fui embora sim! Tão perfeito que larguei até o fumo
Já andei até de avião! Pastel sem óleo e almondegas
Sei que está aí, mas não quer atender.
Sinto o bafo!
Aproveite, pois a minha voz, não mais ouvirá .
Entendeu?
Sei que, na secretária, vai cair. É para você!
E fim de papo!
Aceite e depois verá o mal que havia em, por nós, sonhar.
Adeus!
...
Alô? Maria? Sou eu...
Desligou!
Juro que tentei gostar de você
Desisto! São palavras sem efeito
O muro que levantei não é de sapê
Esse meu abraço, uma dó, nunca foi teu!
Se quer saber, nem do teu cheiro eu lembro
Nunca existiu um laço entre nós! Esqueceu?
Essa mulher casa no primeiro sol de setembro
Isso mesmo!
Vou juntar os trapos com o meu amado
Aquele mesmo que te falei
Sem segredo!
A paixão de infância, o primeiro namorado
Serei o tal sorvete que nunca te dei
E nem tente me confundir
Sei que sua prosa é boa, mas é ensaiada
E não pense que eu não quis fugir
Bem sabe que aquela rosa já veio desbotada
Agora você fica aí, feito bêbado sem rumo
Então, que feche os olhos e procure suas nêgas
Fui embora sim! Tão perfeito que larguei até o fumo
Já andei até de avião! Pastel sem óleo e almondegas
Sei que está aí, mas não quer atender.
Sinto o bafo!
Aproveite, pois a minha voz, não mais ouvirá .
Entendeu?
Sei que, na secretária, vai cair. É para você!
E fim de papo!
Aceite e depois verá o mal que havia em, por nós, sonhar.
Adeus!
...
Alô? Maria? Sou eu...
Desligou!
domingo, 6 de agosto de 2006
Horas Para Viver***
É na primeira hora da alvorada
Quando o jornal bate à porta
E as cortinas brancas ficam douradas
Quando o quintal, de luz, transborda
É hora de puxar a cadeira que descansa,
Largar o copo vazio da noite passada,
Limpar a caixa de madeira, empoeirada
Deixar o sol queimar, sentir a bonança
É nessa hora que as fotografias são vistas
Os dedos deslizam sobre a velha imagem
No cinzeiro , o cigarro aceso convida
E os olhos cerrados em meio a esta viagem
É chegada a hora, a última hora
Aquela em que as fotos se abraçam
Um último trago e é jogado fora
São retratos de fogo que se entrelaçam
Ainda há tempo para ajeitar o chapéu
Abrir os olhos, olhar para as horas sem você
Contemplar as cinzas que voam para o céu
Sair do passado, abraçar o agora e viver
Quando o jornal bate à porta
E as cortinas brancas ficam douradas
Quando o quintal, de luz, transborda
É hora de puxar a cadeira que descansa,
Largar o copo vazio da noite passada,
Limpar a caixa de madeira, empoeirada
Deixar o sol queimar, sentir a bonança
É nessa hora que as fotografias são vistas
Os dedos deslizam sobre a velha imagem
No cinzeiro , o cigarro aceso convida
E os olhos cerrados em meio a esta viagem
É chegada a hora, a última hora
Aquela em que as fotos se abraçam
Um último trago e é jogado fora
São retratos de fogo que se entrelaçam
Ainda há tempo para ajeitar o chapéu
Abrir os olhos, olhar para as horas sem você
Contemplar as cinzas que voam para o céu
Sair do passado, abraçar o agora e viver
sexta-feira, 28 de julho de 2006
Para Você***
Entrego-te todos os meus sorrisos
Todos os olhares
A mais alta estrela e seu brilho
Todos os mares
Dedico-te a canção mais bela
O verso mais apaixonado
Todas as cores da primavera
O sonho mais encantado
Dou-te os pássaros e o azul do céu
As margens, os riachos e os ventos
Todas as belezas retocadas com pincel
As paisagens, as montanhas e o tempo
Trago-te a ilha perdida e a luz do farol
Todos os caminhos, todo o calor
As flores, a brisa, a lua e o sol
Todo meu carinho, todo o amor
Todos os olhares
A mais alta estrela e seu brilho
Todos os mares
Dedico-te a canção mais bela
O verso mais apaixonado
Todas as cores da primavera
O sonho mais encantado
Dou-te os pássaros e o azul do céu
As margens, os riachos e os ventos
Todas as belezas retocadas com pincel
As paisagens, as montanhas e o tempo
Trago-te a ilha perdida e a luz do farol
Todos os caminhos, todo o calor
As flores, a brisa, a lua e o sol
Todo meu carinho, todo o amor
sábado, 22 de julho de 2006
Parado no Tempo***
Perdido em meio aos seus desatinos
Estou caindo pelo precipício,
Amparado por nuvens sem destinos
Sou fardo sem fim nem início
Teu feitio se renova a cada estação
Congela as almas em fina chuva,
Dá-me o brilho do sol e folhas no chão
Seca as lágrimas com flores na rua
Põe rugas no rosto da princesa
Ruboriza de branco os fios meus
Veste luva para esconder a fraqueza
Ironiza o encanto dos olhos teus
E assim vai passando, infinito
Não existe trégua nem alento
Não se pode parar, vai seguindo
É triste estar parado no tempo
Estou caindo pelo precipício,
Amparado por nuvens sem destinos
Sou fardo sem fim nem início
Teu feitio se renova a cada estação
Congela as almas em fina chuva,
Dá-me o brilho do sol e folhas no chão
Seca as lágrimas com flores na rua
Põe rugas no rosto da princesa
Ruboriza de branco os fios meus
Veste luva para esconder a fraqueza
Ironiza o encanto dos olhos teus
E assim vai passando, infinito
Não existe trégua nem alento
Não se pode parar, vai seguindo
É triste estar parado no tempo
terça-feira, 18 de julho de 2006
Era eu e você***
Era eu e você passeando pelo jardim
Sentindo os pés descalços sobre a grama
Era eu e você desfrutando do fim
Vindo de lá, ouvindo o nosso samba
Era eu e você a descobrir o sabor do céu
Contar as nuvens e sentir queimar o sol
Era eu e você a colorir o amor em papel
Rasgar as dúvidas e sair a cantar como um só
Era eu e você assistindo aquela insana TV
Abraçados como quadro e moldura
Era eu e você assistindo a bela manhã nascer
Era eu e você a sonhar até não mais querer
Até me convencer de que há dor sem cura
Até o vazio desistir de encher
Era eu sem você...
Sentindo os pés descalços sobre a grama
Era eu e você desfrutando do fim
Vindo de lá, ouvindo o nosso samba
Era eu e você a descobrir o sabor do céu
Contar as nuvens e sentir queimar o sol
Era eu e você a colorir o amor em papel
Rasgar as dúvidas e sair a cantar como um só
Era eu e você assistindo aquela insana TV
Abraçados como quadro e moldura
Era eu e você assistindo a bela manhã nascer
Era eu e você a sonhar até não mais querer
Até me convencer de que há dor sem cura
Até o vazio desistir de encher
Era eu sem você...
terça-feira, 11 de julho de 2006
O Afago da Maria***
Ei Maria!
Vou falar logo que preciso do teu afago
E não minto quando digo:
"Maria!
Não me esqueço do teu abraço!"
Sabia?
Vou trocar o mar pelo rio
Essas ondas que vão e voltam
Nunca te trazem!
Passo a odiar esse meu jeito vil
Maria,
Estive pensando na vizinha
Você não acha ela meio chata?
Mesmo assim adoro as suas palavras
Mas às vezes fica falando sozinha
Vai entender
Vou parar de beber a saudade
Sei lá, fica matando a gente
Ai Maria, não te quero mais ausente!
Pode voltar para pintar minhas tardes!
Ô Maria,
Desde aquela sua partida
Os dias não tiveram mais graça
A cadeira lá no Zé está sempre vazia
E a nossa chaminé não solta mais fumaça
Vou desligar senão é corte na certa
Mas lembra que não esqueço seu abraço
Inventa uma desculpa aí, diz que tem festa
Espera ele deitar e se solta desse laço
Ah! Maria?
Só mais uma coisa, é rápido!
Não esqueço de você e nem do teu abraço!
Tô precisando tanto do teu afago
e também dizer que...
Maria?
Caiu...
Vou falar logo que preciso do teu afago
E não minto quando digo:
"Maria!
Não me esqueço do teu abraço!"
Sabia?
Vou trocar o mar pelo rio
Essas ondas que vão e voltam
Nunca te trazem!
Passo a odiar esse meu jeito vil
Maria,
Estive pensando na vizinha
Você não acha ela meio chata?
Mesmo assim adoro as suas palavras
Mas às vezes fica falando sozinha
Vai entender
Vou parar de beber a saudade
Sei lá, fica matando a gente
Ai Maria, não te quero mais ausente!
Pode voltar para pintar minhas tardes!
Ô Maria,
Desde aquela sua partida
Os dias não tiveram mais graça
A cadeira lá no Zé está sempre vazia
E a nossa chaminé não solta mais fumaça
Vou desligar senão é corte na certa
Mas lembra que não esqueço seu abraço
Inventa uma desculpa aí, diz que tem festa
Espera ele deitar e se solta desse laço
Ah! Maria?
Só mais uma coisa, é rápido!
Não esqueço de você e nem do teu abraço!
Tô precisando tanto do teu afago
e também dizer que...
Maria?
Caiu...
sábado, 8 de julho de 2006
Fim da Metade***
Deixo o resto de café para depois
Ponho-me à tirar a mesa desse jantar
Empresto a fé para nós dois
Sonho com o brindar que não virá
O vento frio que vem da porta
A água que molha o seu cabelo
Está vendo? Nada disso me importa
Nem mágoa, nem hora, nem medo
Deixo que o lume da vela se vá
Fecho as cortinas para as estrelas
Sinto, no teu perfume, aquela paz
Meço nas rimas tão bela princesa
Sou rouco grito que chama por você
Quero, dos teus braços, fazer parte
Tampouco imagino-me sem te ter
Entrego-me, pois sem ti sou metade
Senta aqui do meu ladinho, vai
Agora que estamos vivendo este fim
Esquenta-me um pouquinho mais
Já estou morrendo dentro de mim
Ponho-me à tirar a mesa desse jantar
Empresto a fé para nós dois
Sonho com o brindar que não virá
O vento frio que vem da porta
A água que molha o seu cabelo
Está vendo? Nada disso me importa
Nem mágoa, nem hora, nem medo
Deixo que o lume da vela se vá
Fecho as cortinas para as estrelas
Sinto, no teu perfume, aquela paz
Meço nas rimas tão bela princesa
Sou rouco grito que chama por você
Quero, dos teus braços, fazer parte
Tampouco imagino-me sem te ter
Entrego-me, pois sem ti sou metade
Senta aqui do meu ladinho, vai
Agora que estamos vivendo este fim
Esquenta-me um pouquinho mais
Já estou morrendo dentro de mim
quinta-feira, 6 de julho de 2006
Enquanto Não Chegava***
Ao som da espera
Quem bate é o sino
Tua voz é meu hino
O tom da quimera
As horas aflitas
A ciranda dos ponteiros
Já é quase o tempo inteiro
Vou embora sem as fitas
O peito já quieto
Borboletas calminhas
Tuas lembranças nas minhas
Sem tê-la aqui por perto
Então o balé dos teus pés
Teus olhos a dançar
Teu rosto a me encontrar
Tive razão, pois linda, tu és
Quem bate é o sino
Tua voz é meu hino
O tom da quimera
As horas aflitas
A ciranda dos ponteiros
Já é quase o tempo inteiro
Vou embora sem as fitas
O peito já quieto
Borboletas calminhas
Tuas lembranças nas minhas
Sem tê-la aqui por perto
Então o balé dos teus pés
Teus olhos a dançar
Teu rosto a me encontrar
Tive razão, pois linda, tu és
quinta-feira, 29 de junho de 2006
O Abraço do Menino***
O menino descansa
Deitado, faz do céu um espelho
O sol se levanta
Cobre de luz o teu anel vermelho
O menino tem seus olhos fechados
Um sorriso e pés descalços
O calor ao lado,
A mão dela em seus braços
O menino já não se cansa
Amado, pinta de amor o seu peito
E só ela o encanta
Descobre no azul do céu, seu desejo
O menino, nela, quase inclinado
Faz sombra no fulgor dos lábios
Olhos abertos, versos dourados
Tão bela, um beijo e um abraço apertado
Deitado, faz do céu um espelho
O sol se levanta
Cobre de luz o teu anel vermelho
O menino tem seus olhos fechados
Um sorriso e pés descalços
O calor ao lado,
A mão dela em seus braços
O menino já não se cansa
Amado, pinta de amor o seu peito
E só ela o encanta
Descobre no azul do céu, seu desejo
O menino, nela, quase inclinado
Faz sombra no fulgor dos lábios
Olhos abertos, versos dourados
Tão bela, um beijo e um abraço apertado
quarta-feira, 28 de junho de 2006
Flor na Sacada***
Uma senhorita que vem sorrindo
Uma dama que caminha em devaneios
Balança teu lenço, tão lindo
Chama que acende em segredo
Sopro de vida em um beijo
Flor, que na sacada
Dança, calada, ao som do vento
Amor que brilha já sem jeito
O coração voando, eu a observar
Esperando o dia em que , aqui, pousará
Uma dama que caminha em devaneios
Balança teu lenço, tão lindo
Chama que acende em segredo
Sopro de vida em um beijo
Flor, que na sacada
Dança, calada, ao som do vento
Amor que brilha já sem jeito
O coração voando, eu a observar
Esperando o dia em que , aqui, pousará
sábado, 3 de junho de 2006
Como Lago Azul***
Um beijo para quem quiser
Um sonho, uma mulher
Beleza em forma de desejo
Ponho na mesa teu café
Nuvem de flor no meu céu
Chuva de amor feito véu
Na parede, retratos se confundem
São plumas ao vento, sabor mel
Um toque sensível nas tuas mãos
E os olhos clareados de atenção
Azuis como o lago em que me afogo
Tendo-me invisível, rumo ao chão
O nó na garganta que me abraça e sufoca
É o mesmo que me prende à sua volta
Tento guardar-te em viagem que se passa,
Mas vem o tempo, que se adianta e fecha a porta
Um sonho, uma mulher
Beleza em forma de desejo
Ponho na mesa teu café
Nuvem de flor no meu céu
Chuva de amor feito véu
Na parede, retratos se confundem
São plumas ao vento, sabor mel
Um toque sensível nas tuas mãos
E os olhos clareados de atenção
Azuis como o lago em que me afogo
Tendo-me invisível, rumo ao chão
O nó na garganta que me abraça e sufoca
É o mesmo que me prende à sua volta
Tento guardar-te em viagem que se passa,
Mas vem o tempo, que se adianta e fecha a porta
quinta-feira, 1 de junho de 2006
Presente do Vento***
Era dia,
um frio intenso
Era uma tarde sem sol
Dia sem arte,
uma dó
Havia pouco riso, muito vento
A dança das folhas secas no jardim
Espiada pelo balançar dos galhos..
Na rua,
a criança vestia os retalhos
Na esperança da cura
de uma dor sem fim
O vento teimava em gritar
Janelas foram sendo fechadas
Nada o fazia parar!
Nesse momento,
passos!
Todos em direção ao jardim
Veio em tom verde fraco,
E assim,
entregue pelo vento
Foi teu presente para mim
um frio intenso
Era uma tarde sem sol
Dia sem arte,
uma dó
Havia pouco riso, muito vento
A dança das folhas secas no jardim
Espiada pelo balançar dos galhos..
Na rua,
a criança vestia os retalhos
Na esperança da cura
de uma dor sem fim
O vento teimava em gritar
Janelas foram sendo fechadas
Nada o fazia parar!
Nesse momento,
passos!
Todos em direção ao jardim
Veio em tom verde fraco,
E assim,
entregue pelo vento
Foi teu presente para mim
domingo, 28 de maio de 2006
Tempo de Te Encontrar***
Duas portas abertas
Um convite para dançar
Quase uma volta completa
E um brinde do lado de lá
O som daquelas lágrimas
E os risos para disfarçar
Nas mãos dela, as páginas
Um livro que a faz chorar
Nessa casa que abriga meu bater
A ausência teima em ficar
Uma peça divina sem meu querer
Diferença que ajeita meu lar
Todo esse tempo, fez-se um segundo
Um sofrer ter que esperar
Triste momento, sem fim nem fundo
Sem saber quando encontrar
Um convite para dançar
Quase uma volta completa
E um brinde do lado de lá
O som daquelas lágrimas
E os risos para disfarçar
Nas mãos dela, as páginas
Um livro que a faz chorar
Nessa casa que abriga meu bater
A ausência teima em ficar
Uma peça divina sem meu querer
Diferença que ajeita meu lar
Todo esse tempo, fez-se um segundo
Um sofrer ter que esperar
Triste momento, sem fim nem fundo
Sem saber quando encontrar
sexta-feira, 26 de maio de 2006
Jogo de Luz***
Sentemos aqui frente ao fogo
Vê aquele laço cor de esquecimento?
É lembrança daquele jogo
Jogo sem rumo, sem momento
Lá da janela ainda vejo a sua sombra
Em meio as outras, é a mais forte
Mas se olhar muito, sentirá o vento contra
É estranho, era um jogo de sorte
Se para cima olhar,
Verá luz se aproximando
Foi ela que nesse tempo, iluminou o meu caminhar
Você não voltou, estive esperando
Agora é essa luz que me encanta
Não se preocupe em se lamentar
Vivo nessa hora, de uma nova esperança
É luz que vem voando para cá
Vê aquele laço cor de esquecimento?
É lembrança daquele jogo
Jogo sem rumo, sem momento
Lá da janela ainda vejo a sua sombra
Em meio as outras, é a mais forte
Mas se olhar muito, sentirá o vento contra
É estranho, era um jogo de sorte
Se para cima olhar,
Verá luz se aproximando
Foi ela que nesse tempo, iluminou o meu caminhar
Você não voltou, estive esperando
Agora é essa luz que me encanta
Não se preocupe em se lamentar
Vivo nessa hora, de uma nova esperança
É luz que vem voando para cá
quarta-feira, 10 de maio de 2006
O que Houver***
Pegar-me sorrindo é tão natural
Olhando para o teu retrato
Imaginando o nosso carnaval
Levar-te para a montanha
A mais alta que houver
Abraçar-te por um instante
Infinito istante, surreal
Sentir o calor de tão bela mulher
Beijar-te e contigo ficar
Para sempre eternos amantes
Olhar-te é o meu estar, o meu viver
E haja o que houver no final
Pois não consigo parar de pensar em você
Olhando para o teu retrato
Imaginando o nosso carnaval
Levar-te para a montanha
A mais alta que houver
Abraçar-te por um instante
Infinito istante, surreal
Sentir o calor de tão bela mulher
Beijar-te e contigo ficar
Para sempre eternos amantes
Olhar-te é o meu estar, o meu viver
E haja o que houver no final
Pois não consigo parar de pensar em você
segunda-feira, 8 de maio de 2006
Perfeito***
Os olhos abertos depois
Nada conseguem ver
Luz que ofusca o incerto, pois
Fechados só enxergam você
Aquelas estrelas reluzentes
Nada mais significam
Belas uma vez, agora decadentes
Sem vida, não brilham
Esqueceram-se os beijos
O sofá já não nos abriga
Esconderam-se tão cedo
E o cantar já não me anima
Foi-se então um coração
Restou dor naquele peito
Lamentações, todas em vão
Acabou-se o que era perfeito
Nada conseguem ver
Luz que ofusca o incerto, pois
Fechados só enxergam você
Aquelas estrelas reluzentes
Nada mais significam
Belas uma vez, agora decadentes
Sem vida, não brilham
Esqueceram-se os beijos
O sofá já não nos abriga
Esconderam-se tão cedo
E o cantar já não me anima
Foi-se então um coração
Restou dor naquele peito
Lamentações, todas em vão
Acabou-se o que era perfeito
quinta-feira, 4 de maio de 2006
Vem pra me Amar***
Vem cá, vem!
Vem me dar aquele afago
Vem cá!
E deixa de lado aquele estrago
Vem ver o que há além
Vem me namorar!
Vem que eu não estou bem
Vem pra me amar!
Vem cá, vem!
Vem me dar aquele afago
Vem cá!
E deixa de lado aquele estrago
Vem ver o que há além
Vem me namorar!
Vem que eu não estou bem
Vem pra me amar!
Vem cá, vem!
segunda-feira, 1 de maio de 2006
O Vagabundo***
Sobriamente queria estar
Aquele vagabundo que vem lá
Diferente de noites passadas
Bebedeira que nem ressaca dava
E como andava feio, aos tropeços
Fazia da sarjeta o seu endereço
Ele era outro e não se importava
Por onde ia, seu copo o acompanhava
Quando a luz da manhã chegou
Os olhos do chão ele tirou
Seu rosto amassado, queimava
Lembranças da noite não carregava
Cabisbaixo, meteu a mão no bolso
Aliviou ainda mais a gravata do pescoço
Puxou um último cigarro, pensava
Pela calçada amarelada, caminhava
Sobriamente queria estar
Aquele vagabundo que vem lá
Seus pensamentos, só nela estava
Na vodka! Naquela garrafa!
Aquele vagabundo que vem lá
Diferente de noites passadas
Bebedeira que nem ressaca dava
E como andava feio, aos tropeços
Fazia da sarjeta o seu endereço
Ele era outro e não se importava
Por onde ia, seu copo o acompanhava
Quando a luz da manhã chegou
Os olhos do chão ele tirou
Seu rosto amassado, queimava
Lembranças da noite não carregava
Cabisbaixo, meteu a mão no bolso
Aliviou ainda mais a gravata do pescoço
Puxou um último cigarro, pensava
Pela calçada amarelada, caminhava
Sobriamente queria estar
Aquele vagabundo que vem lá
Seus pensamentos, só nela estava
Na vodka! Naquela garrafa!
quinta-feira, 27 de abril de 2006
Cor de Vinho***
Bem longe, bem adiante
Um nome vem radiante,
Vem com sol e calor
Tem dó e muito amor
Letra minúscula na frente
Estrela insegura e indecente
Com reticências no final
E aparência de jornal
Cor de vinho suave
Que ficou sozinho em frase
Um abraço dando sentido às aspas
E um laço colorido na capa
Páginas sem numeração
Molhadas de lágrimas em vão
Dois pontos e um sorriso
Já estou pronto e indeciso
Um pouco calado nesses dias
Ouço um ditado sem rimas
Sei que não me faço em parágrafo
Mas numa interrogação eu me acho
Um nome vem radiante,
Vem com sol e calor
Tem dó e muito amor
Letra minúscula na frente
Estrela insegura e indecente
Com reticências no final
E aparência de jornal
Cor de vinho suave
Que ficou sozinho em frase
Um abraço dando sentido às aspas
E um laço colorido na capa
Páginas sem numeração
Molhadas de lágrimas em vão
Dois pontos e um sorriso
Já estou pronto e indeciso
Um pouco calado nesses dias
Ouço um ditado sem rimas
Sei que não me faço em parágrafo
Mas numa interrogação eu me acho
terça-feira, 25 de abril de 2006
Desabando e Caindo, Sustento-me***
Trovões e gritos sujam de medo
O corredor por onde veio
Paredes descascadas sem quadros
Conflitos num seio desabitado
Manchas de solidão e desespero
Fendas desenhadas com desprezo
Vento encanado que ameaça o lume
E a podridão a completar o negrume
Céu inquieto, dançando ao som do tango
Dúvidas em nuvens formando um oceano
Seres e mitos sonhando com a verdade
E espectros que a seduzem à sua maldade
Sussurros do chão confundindo
Tudo ao redor desabando e sumindo
Entre as estrelas que sobrevivem ao tempo
Vultos te mostram e em ti me sustento
O corredor por onde veio
Paredes descascadas sem quadros
Conflitos num seio desabitado
Manchas de solidão e desespero
Fendas desenhadas com desprezo
Vento encanado que ameaça o lume
E a podridão a completar o negrume
Céu inquieto, dançando ao som do tango
Dúvidas em nuvens formando um oceano
Seres e mitos sonhando com a verdade
E espectros que a seduzem à sua maldade
Sussurros do chão confundindo
Tudo ao redor desabando e sumindo
Entre as estrelas que sobrevivem ao tempo
Vultos te mostram e em ti me sustento
sábado, 22 de abril de 2006
História, Uma Vez Lá Fora***
E tantos contos se fizeram
Alguns poucos souberam
Prantos outros derramaram
À luz do fogo se queimaram
Beijos despedaçados na memória
Faço-me apaixonado em história
Vejo ameaçado, o tom da vitória
Ouço em tom desgraçado, essa glória
Condenam àqueles que amam
Condenados por eles! Que sofram!
Encenam parênteses em vão
Enganados pelo ciúme! Perderão!
Deixa de lado, ao meu lado, a senhora
Esqueça do rancor de nao ser amado agora
Paixão sem cor, amargurada, notória!
Cresça pelo amor que uma vez sentiu lá fora!
Alguns poucos souberam
Prantos outros derramaram
À luz do fogo se queimaram
Beijos despedaçados na memória
Faço-me apaixonado em história
Vejo ameaçado, o tom da vitória
Ouço em tom desgraçado, essa glória
Condenam àqueles que amam
Condenados por eles! Que sofram!
Encenam parênteses em vão
Enganados pelo ciúme! Perderão!
Deixa de lado, ao meu lado, a senhora
Esqueça do rancor de nao ser amado agora
Paixão sem cor, amargurada, notória!
Cresça pelo amor que uma vez sentiu lá fora!
O Dia "D"ele***
Ele fez anos
A sorte e o azar...
Sofrendo de desencantos
Quase morte de lá
Agradeço por ser amigo,
Por ter mãos sinceras
E bebo por ser querido,
Palavras de emoção à espera
Não gosto quando finge
Vive de sonhos e fantasia
Não posso, pois me aflige
Insiste em vestir a alegria
Mais uma vez se repete
Aprenda! Diga! Brigue!
Dessa vez não espere,
Entenda! Sorria e respire...
A sorte e o azar...
Sofrendo de desencantos
Quase morte de lá
Agradeço por ser amigo,
Por ter mãos sinceras
E bebo por ser querido,
Palavras de emoção à espera
Não gosto quando finge
Vive de sonhos e fantasia
Não posso, pois me aflige
Insiste em vestir a alegria
Mais uma vez se repete
Aprenda! Diga! Brigue!
Dessa vez não espere,
Entenda! Sorria e respire...
quarta-feira, 19 de abril de 2006
O Poeta Ausente***
Aquela ponte enfim teve seu final
O caminho ficou estreito, deficiente
Tão bela fez-se em mim, surreal
Carinhos ao relento, presente
Pensamentos e devaneios realizados
Obra prima, arte final, pintura
Momentos de prazer ao seu lado
Olhar em rimas, parte da moldura
Brilho intenso, paixão aflorada
Segredos e encontros escondidos,
Sorriso imenso, emoção escancarada
Medos e contos proibidos
No fim, saudade, beijos de despedida
O poeta ausente, não acordou, nem se fez
Emfim, verdade, desespero na partida
A porta aberta, mostrou a dor mais uma vez
O caminho ficou estreito, deficiente
Tão bela fez-se em mim, surreal
Carinhos ao relento, presente
Pensamentos e devaneios realizados
Obra prima, arte final, pintura
Momentos de prazer ao seu lado
Olhar em rimas, parte da moldura
Brilho intenso, paixão aflorada
Segredos e encontros escondidos,
Sorriso imenso, emoção escancarada
Medos e contos proibidos
No fim, saudade, beijos de despedida
O poeta ausente, não acordou, nem se fez
Emfim, verdade, desespero na partida
A porta aberta, mostrou a dor mais uma vez
terça-feira, 11 de abril de 2006
O Retrato***
Sinto teu perfume cada vez mais perto
Abro a gaveta e toco seu rosto em fotografia
Fito um vagalume num céu deserto
Reparo uma estrela, logo vem o gosto da magia
O céu tem chuva nobre, quase assim, parada
A lua não se faz, em meio as montanhas, esconde-se
O véu da viúva encobre a face no fim da estrada
Numa paz, feito estranha, vem lá de longe
Vem contornando as poças no jardim
Teu sapato, ensopado, clama por repouso
Vem caminhando a moça para mim
Teu retrato, marcado pelas chamas, largar não ouso
Abro a porta, trêmulas estão as mãos
O jeito leve que tem, faz teu manto desfalecer
Olho em volta, vejo paixão, emoção
Beijo sua pele, pois sei que meu encanto é você.
sexta-feira, 7 de abril de 2006
Os Quatro Cantos***
A cor é vermelha
Com arte se assemelha
Uma beleza feminina
Fez-se o canto da menina
Chegamos em meio as cores
Alegria, canções e flores
No entanto tulipa é a favorita
É o canto da menina das fitas
Felicidade em forma de retrato
Fotografias, sempre um relato
Existe um campo florido e grande
Um clique no canto do sorriso contagiante
Versos trazidos pelas borboletas
Um sorriso escondido, cor de violeta
Tem natureza, um encanto feliz
É a beleza do canto da miss
*Sei que mais cantos se fazem..
Muitos cantos, muitos encantos, escolha o seu!*
Com arte se assemelha
Uma beleza feminina
Fez-se o canto da menina
Chegamos em meio as cores
Alegria, canções e flores
No entanto tulipa é a favorita
É o canto da menina das fitas
Felicidade em forma de retrato
Fotografias, sempre um relato
Existe um campo florido e grande
Um clique no canto do sorriso contagiante
Versos trazidos pelas borboletas
Um sorriso escondido, cor de violeta
Tem natureza, um encanto feliz
É a beleza do canto da miss
*Sei que mais cantos se fazem..
Muitos cantos, muitos encantos, escolha o seu!*
domingo, 2 de abril de 2006
Primeiro Encontro***
E sentado naquele banco
Permanece o moço de branco,
Chapéu no colo
Relógio no bolso
O sol escaldante do meio dia
A praça calada, vazia
Ele levanta, caminha
Pára, fita
No meio do verde, uma rosa
Vem desfilando toda vistosa
Laço no cabelo
Sem pressa, sem hora
Passos delicados, contados
Canção nos lábios pintados,
Caminha a bailarina
Ao encontro do primeiro namorado.
Permanece o moço de branco,
Chapéu no colo
Relógio no bolso
O sol escaldante do meio dia
A praça calada, vazia
Ele levanta, caminha
Pára, fita
No meio do verde, uma rosa
Vem desfilando toda vistosa
Laço no cabelo
Sem pressa, sem hora
Passos delicados, contados
Canção nos lábios pintados,
Caminha a bailarina
Ao encontro do primeiro namorado.
sexta-feira, 31 de março de 2006
O Gosto da Miss***
Ela gosta de dormir,
de ler e de pintar!
Gosta de sair!
Gnomos e desenhar!
Sabonetes perfumados,
Flores e geografia
Filmes, documentários,
deuses e biologia
Gosta de falar sozinha
Cristais e carinho
Meditar, sua família,
Música, arte e amigos
Gosta de chocolate, de incenso!
das palavras:
Sublime, psicodélico e desejo!
Gosta de latim,
De escrever e de beijar,
Pronto!
O gosto da Miss!
de ler e de pintar!
Gosta de sair!
Gnomos e desenhar!
Sabonetes perfumados,
Flores e geografia
Filmes, documentários,
deuses e biologia
Gosta de falar sozinha
Cristais e carinho
Meditar, sua família,
Música, arte e amigos
Gosta de chocolate, de incenso!
das palavras:
Sublime, psicodélico e desejo!
Gosta de latim,
De escrever e de beijar,
Pronto!
O gosto da Miss!
quarta-feira, 29 de março de 2006
Nem Tudo é Lindo***
"Hummm
Vejo pintura,
ao fundo clarão..
Ouro na moldura
Só não vejo o chão..
Está a voar??
Gavetas, mesa
Onde está aquela beleza??"
PS. Descrição de uma foto...
Vejo pintura,
ao fundo clarão..
Ouro na moldura
Só não vejo o chão..
Está a voar??
Gavetas, mesa
Onde está aquela beleza??"
PS. Descrição de uma foto...
domingo, 26 de março de 2006
Coração em Festa***
O coração dela está em festa!
Muitos entes com presentes
Não fui convidado, fico na fresta
Poucos ausentes, memória recente
Muita bebida, muito chá,
Chão brilhante, parede pintada
Não há saída em nenhum lugar!
Sapatinho dançante, saia rodada
Música boa, muita diversão
No fundo, vermelha, uma cortina
Atrás, mistério e ilusão
Um mundo feito de serpentina
Não há espaço para o vazio
Porém no canto, uma imagem,
Uma pedra que desvia o rio
Aos prantos, sem ter passagem
Em meus pensamentos, uma supresa
Daqui, tento encontrar nexo
Silhueta que me causou estranheza
Meu Deus! Meu reflexo!
Muitos entes com presentes
Não fui convidado, fico na fresta
Poucos ausentes, memória recente
Muita bebida, muito chá,
Chão brilhante, parede pintada
Não há saída em nenhum lugar!
Sapatinho dançante, saia rodada
Música boa, muita diversão
No fundo, vermelha, uma cortina
Atrás, mistério e ilusão
Um mundo feito de serpentina
Não há espaço para o vazio
Porém no canto, uma imagem,
Uma pedra que desvia o rio
Aos prantos, sem ter passagem
Em meus pensamentos, uma supresa
Daqui, tento encontrar nexo
Silhueta que me causou estranheza
Meu Deus! Meu reflexo!
O Silêncio na Rua das Cinzas***
Todas as noites, a mesma vista se faz
Monotonia, vazio, medo
Um sossego incomum que na tela não se desfaz
Não há alegria, não há enredo
Silêncio...
Vez ou outra um carro estacionado,
O andar faceiro de uma gata,
O desfile de melancolia do cachorro abandonado
Em noites onde a lua se faz ingrata
...na rua...
Um casal perdido de namorados
Que se encontram num beijo às 3 da manhã,
Despedem-se quase que atropelados
Pelo fim do hoje que já veste o amanhã
...das cinzas
Os primeiros raios de sol surgem,
O sono incomoda, deixa-te lento,
Os olhos parecem cobertos por nuvens,
Até que o dia acorda e vem rompendo...
O silêncio na rua das cinzas!
Monotonia, vazio, medo
Um sossego incomum que na tela não se desfaz
Não há alegria, não há enredo
Silêncio...
Vez ou outra um carro estacionado,
O andar faceiro de uma gata,
O desfile de melancolia do cachorro abandonado
Em noites onde a lua se faz ingrata
...na rua...
Um casal perdido de namorados
Que se encontram num beijo às 3 da manhã,
Despedem-se quase que atropelados
Pelo fim do hoje que já veste o amanhã
...das cinzas
Os primeiros raios de sol surgem,
O sono incomoda, deixa-te lento,
Os olhos parecem cobertos por nuvens,
Até que o dia acorda e vem rompendo...
O silêncio na rua das cinzas!
sexta-feira, 24 de março de 2006
A Menina Muda, O Amor que muda, A Muda de flor!
A menina provocou o Amor
Fez dele muda de flor,
Deu a ele direito de escolher:
- Florescer ou morrer?
O Amor desatou à chorar
Poderia sozinho ficar?
A menina decidiu por sofrer,
Tanta dor sem entender
Machucada, a muda falou:
- Não quero ser muda! Chorou!
A menina emudeceu,
Muda permaneceu, assim como eu
Após o silêncio em que ficou:
- O Amor muda! - Exclamou
Confuso, retrucou o Amor:
- Amor? Muda de flor?
A menina triste, desabafou:
- Qual flor não importa! e completou:
- Só importará se florescer!
Se florescer, saber crescer!
O Amor, grande como é, disse:
- A muda não mais existe!
A menina surpresa, ainda ouviu:
- O Amor já floresceu e ninguém viu!
A menina, diante do fato, quis se cegar:
- Não ouço em meu jardim, a flor declamar
O Amor então declamou com amor:
- "Sou Amor mudo, flor muda, muda de flor!
Nervoso, titubeou , continou como flor:
- Muda de flor que muda, fala de Amor"
A menina encantada olhou, pensou:
"O Amor é tudo!" e um beijo, o Amor ganhou.
Fez dele muda de flor,
Deu a ele direito de escolher:
- Florescer ou morrer?
O Amor desatou à chorar
Poderia sozinho ficar?
A menina decidiu por sofrer,
Tanta dor sem entender
Machucada, a muda falou:
- Não quero ser muda! Chorou!
A menina emudeceu,
Muda permaneceu, assim como eu
Após o silêncio em que ficou:
- O Amor muda! - Exclamou
Confuso, retrucou o Amor:
- Amor? Muda de flor?
A menina triste, desabafou:
- Qual flor não importa! e completou:
- Só importará se florescer!
Se florescer, saber crescer!
O Amor, grande como é, disse:
- A muda não mais existe!
A menina surpresa, ainda ouviu:
- O Amor já floresceu e ninguém viu!
A menina, diante do fato, quis se cegar:
- Não ouço em meu jardim, a flor declamar
O Amor então declamou com amor:
- "Sou Amor mudo, flor muda, muda de flor!
Nervoso, titubeou , continou como flor:
- Muda de flor que muda, fala de Amor"
A menina encantada olhou, pensou:
"O Amor é tudo!" e um beijo, o Amor ganhou.
segunda-feira, 13 de março de 2006
Visão da Flor***
E lá no meio do jardim,
Está a flor da qual lhe falei,
Formosa, sorrindo para mim
Pomposa, igual a que te dei
Em volta, a grama rasteira
Que, pela sombra das nuvens no céu,
Era manchada por inteira
Como nódoa de ferrugem em papel
Já o vento que a fazia dançar,
Tão suave, de maneira natural
É o mesmo que fez seu cabelo esvoaçar
Deixando selvagem, sua beleza surreal
À testemunhar esse acontecimento,
O canto do vaidoso beija-flor,
As águas do riacho em movimento
E a inocência do nosso amor!
Está a flor da qual lhe falei,
Formosa, sorrindo para mim
Pomposa, igual a que te dei
Em volta, a grama rasteira
Que, pela sombra das nuvens no céu,
Era manchada por inteira
Como nódoa de ferrugem em papel
Já o vento que a fazia dançar,
Tão suave, de maneira natural
É o mesmo que fez seu cabelo esvoaçar
Deixando selvagem, sua beleza surreal
À testemunhar esse acontecimento,
O canto do vaidoso beija-flor,
As águas do riacho em movimento
E a inocência do nosso amor!
sábado, 11 de março de 2006
Soneto para Sonhar***
E o dia se fez tão lento
A alegria não teve efeito
A fina chuva não cessou
A pluma não levantou
Caiu a noite devagar
A lua não pode se mostrar
O calor ainda se fazia
E a dor da ferida, crescia
O tilintar na mesa do jantar
Uma tristeza repentina
No apagar das luzes, um pensar
O sono vai chegando, vou deitar
As pápebras vacilam sem querer
Vou dormir, para contigo poder sonhar
A alegria não teve efeito
A fina chuva não cessou
A pluma não levantou
Caiu a noite devagar
A lua não pode se mostrar
O calor ainda se fazia
E a dor da ferida, crescia
O tilintar na mesa do jantar
Uma tristeza repentina
No apagar das luzes, um pensar
O sono vai chegando, vou deitar
As pápebras vacilam sem querer
Vou dormir, para contigo poder sonhar
quarta-feira, 8 de março de 2006
segunda-feira, 6 de março de 2006
Sinal Fechado***
Sapatos impacientes
Dançam num ritmo só,
Mãos no bolso quente
Fazem dos dedos um nó
Do lado de lá, uma senhora,
Caminha de maneira triste,
Parece não ligar para o agora
Respira, aceita, resiste
Do lado de cá um menino
Contente e vivo,
Das mãos do pai, um mimo
Um presente e um riso
Em frente, do outro lado
Está uma linda moça,
Olhar baixo, parado!
Beleza refletida em uma poça
Ao fundo um latido,
Um cachorro meio cinza
Sozinho, perdido!
Um choro que paraliza
O sinal fecha, atravesso a rua
Penso nesta singela vida,
E ao final de 30 segundos sob a lua,
Ausento-me daquela esquina
Dançam num ritmo só,
Mãos no bolso quente
Fazem dos dedos um nó
Do lado de lá, uma senhora,
Caminha de maneira triste,
Parece não ligar para o agora
Respira, aceita, resiste
Do lado de cá um menino
Contente e vivo,
Das mãos do pai, um mimo
Um presente e um riso
Em frente, do outro lado
Está uma linda moça,
Olhar baixo, parado!
Beleza refletida em uma poça
Ao fundo um latido,
Um cachorro meio cinza
Sozinho, perdido!
Um choro que paraliza
O sinal fecha, atravesso a rua
Penso nesta singela vida,
E ao final de 30 segundos sob a lua,
Ausento-me daquela esquina
domingo, 5 de março de 2006
Doce Março***
E vejo teu olhar penetrante,
Teu rosto delicado feito flor,
Desejo teu abraço neste instante,
Aquele gosto deixado com amor
Lábios macios como veludo
Levam perfume de framboesa,
Raro é teu sorriso mudo,
Acende o lume da tua beleza
Voz de canção, suave, serena
Faz do vermelho, um amor
Um coração que bate pela morena
Faz do espelho, o cantor
E dança feito chuva santa
Em meio ao braços do poeta,
Encanta a lua feito criança
E no peito se faz a descoberta
Deixa de lado a distância,
Vive o rapaz, o sonho da sua vida
Apaixonado pela esperança
De voltar a ver, a bela senhorita!
Ainda lembro daquele jovem em busca da Beleza, da Verdade, da Liberdade e do Amor, e que no meio da sua jornada, se deparou com a perfeição!
Singela homenagem àquela que um dia fez-me entender que tudo na vida tem um sentido.Um feliz aniversário, doce senhorita...que está ali, está lá e está ali também!
Escrito ao som de "Your Song"...
Teu rosto delicado feito flor,
Desejo teu abraço neste instante,
Aquele gosto deixado com amor
Lábios macios como veludo
Levam perfume de framboesa,
Raro é teu sorriso mudo,
Acende o lume da tua beleza
Voz de canção, suave, serena
Faz do vermelho, um amor
Um coração que bate pela morena
Faz do espelho, o cantor
E dança feito chuva santa
Em meio ao braços do poeta,
Encanta a lua feito criança
E no peito se faz a descoberta
Deixa de lado a distância,
Vive o rapaz, o sonho da sua vida
Apaixonado pela esperança
De voltar a ver, a bela senhorita!
Ainda lembro daquele jovem em busca da Beleza, da Verdade, da Liberdade e do Amor, e que no meio da sua jornada, se deparou com a perfeição!
Singela homenagem àquela que um dia fez-me entender que tudo na vida tem um sentido.Um feliz aniversário, doce senhorita...que está ali, está lá e está ali também!
de verdade verdadeira!
Escrito ao som de "Your Song"...
sexta-feira, 3 de março de 2006
Viagem sem Volta***
E no apagar das luzes
Um brilho ainda tem,
Um colar que confunde
Andarilho, um refém
Faz triste aquele dia
Um reencontro em devaneio,
Insiste a bela poesia,
Faz do conto um receio
A senhorita das limas
Distante como o olhar,
Faz visita com as rimas
Uma amante sem beijar
Um ciúme alheio,
Sofrimento sem esforço
Assume aquele medo
Um vento no fundo do poço
Coragem para poder voar
Levar para longe a limeira
Viagem sem ter que voltar,
Amar pela vida inteira
Um brilho ainda tem,
Um colar que confunde
Andarilho, um refém
Faz triste aquele dia
Um reencontro em devaneio,
Insiste a bela poesia,
Faz do conto um receio
A senhorita das limas
Distante como o olhar,
Faz visita com as rimas
Uma amante sem beijar
Um ciúme alheio,
Sofrimento sem esforço
Assume aquele medo
Um vento no fundo do poço
Coragem para poder voar
Levar para longe a limeira
Viagem sem ter que voltar,
Amar pela vida inteira
quinta-feira, 2 de março de 2006
Beijo de Verão***
"Um beijo em uma tarde de muito calor,
onde os raios do sol me incomodam,
e meu melhor amigo é o ventilador! "
...Beijo entregue nesta tarde, para uma certa garota de porcelana de muito longe...
***E assim está sendo meu verão, quente verão, vez ou outra abençoado com uma tempestade, mas ainda assim, quente verão...***
onde os raios do sol me incomodam,
e meu melhor amigo é o ventilador! "
...Beijo entregue nesta tarde, para uma certa garota de porcelana de muito longe...
***E assim está sendo meu verão, quente verão, vez ou outra abençoado com uma tempestade, mas ainda assim, quente verão...***
quarta-feira, 1 de março de 2006
Fim de Tarde na Janela***
Fim de tarde, um frio havia
O menino sentado,
Em frente, aquela fotografia
Carinhos desperdiçados
Lápis sem ponta, uma dó
Papéis em branco
Pés descalços, um nó
Ao revés, o pranto
Ar gelado em seu calcanhar
Brisa que vem debaixo,
Queixo enterrado no peito, sem ar
Vista difusa em passado
Sapatilhas machucadas,
No canto esquecidas,
Bailarina despedaçada,
No entanto, sem feridas
A lua não chega,
As nuvens ainda dançam
Feito chuva fresca,
Surgem lindas, cantam.
O menino sentado,
Em frente, aquela fotografia
Carinhos desperdiçados
Lápis sem ponta, uma dó
Papéis em branco
Pés descalços, um nó
Ao revés, o pranto
Ar gelado em seu calcanhar
Brisa que vem debaixo,
Queixo enterrado no peito, sem ar
Vista difusa em passado
Sapatilhas machucadas,
No canto esquecidas,
Bailarina despedaçada,
No entanto, sem feridas
A lua não chega,
As nuvens ainda dançam
Feito chuva fresca,
Surgem lindas, cantam.
Reflexo da Solidão***
SolidãooãdiloS
SolidããdiloS
SoliddiloS
SoliiloS
SolloS
SooS
SS
S
S
SS
SooS
SolloS
SoliiloS
SoliddiloS
SolidããdiloS
SolidãooãdiloS
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