As árvores acordaram agitadas
As pessoas parecem cansadas
Nuvens no céu
Fumaça na janela
Pássaros rodeiam as paradas
As cores permacem misturadas
Ferrugem no pincel
Espalhada pela tela
As luzes não mais apagadas
Deixe as cortinas fechadas
Deixe cair o teu véu
Vamos pôr fim nessa espera
A lua se faz encantada
Deixe vir estação esperada
Deixe-me sentir o teu mel
Venha para mim na primavera
*Escrito em dias passados
sábado, 23 de setembro de 2006
domingo, 17 de setembro de 2006
Uma Garoa, Um Encontro***
Sem saber da garoa que se aproxima, segue na rua
Sempre na vida à toa, nas mesmas esquinas, sem lua
O homem caminha a passos lentos, sem direção
Esbarra numa jovem sozinha, momento de desatenção
Procura pelo sorriso que um dia já lhe pertenceu
A chuva é só um aviso do que havia e se perdeu
Tão bela face com o queixo enterrado no peito
A mão dela, de um jeito acanhado, no cabelo
O velho sapato, agora molhado, encarava a sandália
O reflexo dourado, pendurado, lembrava medalha
A moça e seus olhos que seguiam o enrolar dos dedos
A poça era como foto que dividia o encontrar dos segredos
A garoa vai dando lugar a ventania da madrugada
A coroa cai, deixando chegar a covardia esperada
Abre-se a avenida e os destinos são tomados
Partem da esquina com os sorrisos estampados
Sempre na vida à toa, nas mesmas esquinas, sem lua
O homem caminha a passos lentos, sem direção
Esbarra numa jovem sozinha, momento de desatenção
Procura pelo sorriso que um dia já lhe pertenceu
A chuva é só um aviso do que havia e se perdeu
Tão bela face com o queixo enterrado no peito
A mão dela, de um jeito acanhado, no cabelo
O velho sapato, agora molhado, encarava a sandália
O reflexo dourado, pendurado, lembrava medalha
A moça e seus olhos que seguiam o enrolar dos dedos
A poça era como foto que dividia o encontrar dos segredos
A garoa vai dando lugar a ventania da madrugada
A coroa cai, deixando chegar a covardia esperada
Abre-se a avenida e os destinos são tomados
Partem da esquina com os sorrisos estampados
sábado, 16 de setembro de 2006
Sim, Adoro***
Sim, adoro...
Aquele ciúme que existe
A música que lembra você
A discussão que você desiste
O olhar que não fez ao me ver
O som das risadas que vejo
Os dias felizes que nascem,
O tédio enquanto não leio um beijo
Enfim, adoro...
Aquele ciúme que tenho e persiste
A música que me lembra sem querer
A discussão que, as vezes, deixa triste
O olhar que não fiz ao te ver
O sentimento vencido pela teima
As noites acordadas que se fazem,
A certeza de que, para mim, foi feita
No fim, adoro!
Aquele ciúme que existe
A música que lembra você
A discussão que você desiste
O olhar que não fez ao me ver
O som das risadas que vejo
Os dias felizes que nascem,
O tédio enquanto não leio um beijo
Enfim, adoro...
Aquele ciúme que tenho e persiste
A música que me lembra sem querer
A discussão que, as vezes, deixa triste
O olhar que não fiz ao te ver
O sentimento vencido pela teima
As noites acordadas que se fazem,
A certeza de que, para mim, foi feita
No fim, adoro!
segunda-feira, 11 de setembro de 2006
Eterna Criança***
Eu vou à praia soltar pipa
E para a rua girar pião,
Vou escolher uma tulipa
Depois brincar de avião
Eu vou pular amarelinha
Pular até chegar no céu,
Bater figurinha
E girar no carrossel
Eu vou no carrinho de bate-bate
Depois comer algodão doce,
Vou me lambuzar de chocolate
E para a foto, fazer pose
Eu vou rabiscar a parede do quarto
Logo depois de encher a pança,
Ir na roda gigante, gritar lá do alto:
"Vou, para sempre, ser criança!"
E para a rua girar pião,
Vou escolher uma tulipa
Depois brincar de avião
Eu vou pular amarelinha
Pular até chegar no céu,
Bater figurinha
E girar no carrossel
Eu vou no carrinho de bate-bate
Depois comer algodão doce,
Vou me lambuzar de chocolate
E para a foto, fazer pose
Eu vou rabiscar a parede do quarto
Logo depois de encher a pança,
Ir na roda gigante, gritar lá do alto:
"Vou, para sempre, ser criança!"
quinta-feira, 7 de setembro de 2006
Toda Palavra, Uma Alma***
Nomes a serem cantados
Envelopes a serem selados
Nos pés, a lã que aquece
Sem fé, em manhã de prece
Uma brisa que pede passagem
Descobre chance numa fresta
Desliza sobre a pele em viagem
Sopra distante do que resta
O antigo caminho de folhas secas
Esconde espinhos de outras cenas,
Permanece na cabeça que delira
Desaparece na certeza da mentira
E nem a chuva pode arrastar
Passadas largas que almejam o sol
Vem a pintura só de pensar
Passa e abraça os que festejam só
Os ponteiros juntos na calada da noite
Candeeiro escuro na beirada da fonte
Luz calma que recria teu brilho no papel
Lua calada, imita teu sorriso no meu céu
Envelopes a serem selados
Nos pés, a lã que aquece
Sem fé, em manhã de prece
Uma brisa que pede passagem
Descobre chance numa fresta
Desliza sobre a pele em viagem
Sopra distante do que resta
O antigo caminho de folhas secas
Esconde espinhos de outras cenas,
Permanece na cabeça que delira
Desaparece na certeza da mentira
E nem a chuva pode arrastar
Passadas largas que almejam o sol
Vem a pintura só de pensar
Passa e abraça os que festejam só
Os ponteiros juntos na calada da noite
Candeeiro escuro na beirada da fonte
Luz calma que recria teu brilho no papel
Lua calada, imita teu sorriso no meu céu
segunda-feira, 4 de setembro de 2006
E Me Engasga Com Tua Boca***
Sou do tipo que o tempo tapa
Um molho que molha a gente
Não finge tingir e atinge o presente
E se afoga no fogo que não apaga
Chama-me pra chama da tua cama
Vem pra junto, junta a gente, junto!
Manda-me mudar teu mundo
Clama e me acalma, diz que me ama
É sombra que me assombra e sua sobre a mesa
Cai lento sobre o leito aquele lenço
E aqui venta e te invento no que penso
Nobre é o que cobre e descobre a beleza
Ouço da moça que a ousadia é pouca
Aperta-me contra a porta entre aberta
E te trago em meus braços sem trégua
Rasga a roupa e me engasga com tua boca
Não deixo que teu feixe de luz me deixe
Vai aprender a prender-me em teu coração
E dos beijos que não vejo e desejo a sensação
É sol que salta e solta no azul da minha mente
Um molho que molha a gente
Não finge tingir e atinge o presente
E se afoga no fogo que não apaga
Chama-me pra chama da tua cama
Vem pra junto, junta a gente, junto!
Manda-me mudar teu mundo
Clama e me acalma, diz que me ama
É sombra que me assombra e sua sobre a mesa
Cai lento sobre o leito aquele lenço
E aqui venta e te invento no que penso
Nobre é o que cobre e descobre a beleza
Ouço da moça que a ousadia é pouca
Aperta-me contra a porta entre aberta
E te trago em meus braços sem trégua
Rasga a roupa e me engasga com tua boca
Não deixo que teu feixe de luz me deixe
Vai aprender a prender-me em teu coração
E dos beijos que não vejo e desejo a sensação
É sol que salta e solta no azul da minha mente
segunda-feira, 28 de agosto de 2006
São Tiros***
Dias em que as nuvens se abraçam,
Em frente ao espelho, nada além
E aquele vermelho fez-me refém
Dos dias ausentes, que só passam
É nesse estado de sofrimento
As palavras acontecem
São claras mas desaparecem,
Ele sempre deixado ao relento
Equilibro-me na ponta da estrela
Ameaço uma loucura, atirar
Atiro-me na cauda de um cometa
Aponto minhas armas, então finjo dissabor
Desfiro tiros para, em ti, acertar
Escondo as balas, estes são tiros de amor.
Em frente ao espelho, nada além
E aquele vermelho fez-me refém
Dos dias ausentes, que só passam
É nesse estado de sofrimento
As palavras acontecem
São claras mas desaparecem,
Ele sempre deixado ao relento
Equilibro-me na ponta da estrela
Ameaço uma loucura, atirar
Atiro-me na cauda de um cometa
Aponto minhas armas, então finjo dissabor
Desfiro tiros para, em ti, acertar
Escondo as balas, estes são tiros de amor.
quinta-feira, 24 de agosto de 2006
Luz Infinita, Brilho Intenso***
Ele está atrás de verdes campos
Ele se perde em meio aos encantos
Pode ser noite ou dia, sem lugar
Não consegue esquecer aquele olhar
Luz infinita, brilho intenso
Luz infinita, brilho intenso
Saber que essas cores de algodão
Sairão feito flores do chão
Ele a costurar seu peito no dela
Ela a deixar seu beijo na janela
Luz infinita, brilho intenso
Luz infinita, brilho intenso
Ela se esconde em diferentes cantos
Ela desaparece em meio aos prantos
Foge à fonte que fazia acalmar
Então percebe que ele está a amar
Luz infinita, brilho intenso
Luz infinita, brilho intenso
Ela, a resposta para sua questão
Uma aposta contra a paixão
Ela a pensar no amor que dera
Ele a aguentar a dor da espera
Luz infinita, brilho intenso
Nao acaba, não acaba...
Ele se perde em meio aos encantos
Pode ser noite ou dia, sem lugar
Não consegue esquecer aquele olhar
Luz infinita, brilho intenso
Luz infinita, brilho intenso
Saber que essas cores de algodão
Sairão feito flores do chão
Ele a costurar seu peito no dela
Ela a deixar seu beijo na janela
Luz infinita, brilho intenso
Luz infinita, brilho intenso
Ela se esconde em diferentes cantos
Ela desaparece em meio aos prantos
Foge à fonte que fazia acalmar
Então percebe que ele está a amar
Luz infinita, brilho intenso
Luz infinita, brilho intenso
Ela, a resposta para sua questão
Uma aposta contra a paixão
Ela a pensar no amor que dera
Ele a aguentar a dor da espera
Luz infinita, brilho intenso
Nao acaba, não acaba...
quarta-feira, 16 de agosto de 2006
A Resposta e o Adeus de Maria***
Bom, é isso! Não tem mais jeito
Juro que tentei gostar de você
Desisto! São palavras sem efeito
O muro que levantei não é de sapê
Esse meu abraço, uma dó, nunca foi teu!
Se quer saber, nem do teu cheiro eu lembro
Nunca existiu um laço entre nós! Esqueceu?
Essa mulher casa no primeiro sol de setembro
Isso mesmo!
Vou juntar os trapos com o meu amado
Aquele mesmo que te falei
Sem segredo!
A paixão de infância, o primeiro namorado
Serei o tal sorvete que nunca te dei
E nem tente me confundir
Sei que sua prosa é boa, mas é ensaiada
E não pense que eu não quis fugir
Bem sabe que aquela rosa já veio desbotada
Agora você fica aí, feito bêbado sem rumo
Então, que feche os olhos e procure suas nêgas
Fui embora sim! Tão perfeito que larguei até o fumo
Já andei até de avião! Pastel sem óleo e almondegas
Sei que está aí, mas não quer atender.
Sinto o bafo!
Aproveite, pois a minha voz, não mais ouvirá .
Entendeu?
Sei que, na secretária, vai cair. É para você!
E fim de papo!
Aceite e depois verá o mal que havia em, por nós, sonhar.
Adeus!
...
Alô? Maria? Sou eu...
Desligou!
Juro que tentei gostar de você
Desisto! São palavras sem efeito
O muro que levantei não é de sapê
Esse meu abraço, uma dó, nunca foi teu!
Se quer saber, nem do teu cheiro eu lembro
Nunca existiu um laço entre nós! Esqueceu?
Essa mulher casa no primeiro sol de setembro
Isso mesmo!
Vou juntar os trapos com o meu amado
Aquele mesmo que te falei
Sem segredo!
A paixão de infância, o primeiro namorado
Serei o tal sorvete que nunca te dei
E nem tente me confundir
Sei que sua prosa é boa, mas é ensaiada
E não pense que eu não quis fugir
Bem sabe que aquela rosa já veio desbotada
Agora você fica aí, feito bêbado sem rumo
Então, que feche os olhos e procure suas nêgas
Fui embora sim! Tão perfeito que larguei até o fumo
Já andei até de avião! Pastel sem óleo e almondegas
Sei que está aí, mas não quer atender.
Sinto o bafo!
Aproveite, pois a minha voz, não mais ouvirá .
Entendeu?
Sei que, na secretária, vai cair. É para você!
E fim de papo!
Aceite e depois verá o mal que havia em, por nós, sonhar.
Adeus!
...
Alô? Maria? Sou eu...
Desligou!
domingo, 6 de agosto de 2006
Horas Para Viver***
É na primeira hora da alvorada
Quando o jornal bate à porta
E as cortinas brancas ficam douradas
Quando o quintal, de luz, transborda
É hora de puxar a cadeira que descansa,
Largar o copo vazio da noite passada,
Limpar a caixa de madeira, empoeirada
Deixar o sol queimar, sentir a bonança
É nessa hora que as fotografias são vistas
Os dedos deslizam sobre a velha imagem
No cinzeiro , o cigarro aceso convida
E os olhos cerrados em meio a esta viagem
É chegada a hora, a última hora
Aquela em que as fotos se abraçam
Um último trago e é jogado fora
São retratos de fogo que se entrelaçam
Ainda há tempo para ajeitar o chapéu
Abrir os olhos, olhar para as horas sem você
Contemplar as cinzas que voam para o céu
Sair do passado, abraçar o agora e viver
Quando o jornal bate à porta
E as cortinas brancas ficam douradas
Quando o quintal, de luz, transborda
É hora de puxar a cadeira que descansa,
Largar o copo vazio da noite passada,
Limpar a caixa de madeira, empoeirada
Deixar o sol queimar, sentir a bonança
É nessa hora que as fotografias são vistas
Os dedos deslizam sobre a velha imagem
No cinzeiro , o cigarro aceso convida
E os olhos cerrados em meio a esta viagem
É chegada a hora, a última hora
Aquela em que as fotos se abraçam
Um último trago e é jogado fora
São retratos de fogo que se entrelaçam
Ainda há tempo para ajeitar o chapéu
Abrir os olhos, olhar para as horas sem você
Contemplar as cinzas que voam para o céu
Sair do passado, abraçar o agora e viver
sexta-feira, 28 de julho de 2006
Para Você***
Entrego-te todos os meus sorrisos
Todos os olhares
A mais alta estrela e seu brilho
Todos os mares
Dedico-te a canção mais bela
O verso mais apaixonado
Todas as cores da primavera
O sonho mais encantado
Dou-te os pássaros e o azul do céu
As margens, os riachos e os ventos
Todas as belezas retocadas com pincel
As paisagens, as montanhas e o tempo
Trago-te a ilha perdida e a luz do farol
Todos os caminhos, todo o calor
As flores, a brisa, a lua e o sol
Todo meu carinho, todo o amor
Todos os olhares
A mais alta estrela e seu brilho
Todos os mares
Dedico-te a canção mais bela
O verso mais apaixonado
Todas as cores da primavera
O sonho mais encantado
Dou-te os pássaros e o azul do céu
As margens, os riachos e os ventos
Todas as belezas retocadas com pincel
As paisagens, as montanhas e o tempo
Trago-te a ilha perdida e a luz do farol
Todos os caminhos, todo o calor
As flores, a brisa, a lua e o sol
Todo meu carinho, todo o amor
sábado, 22 de julho de 2006
Parado no Tempo***
Perdido em meio aos seus desatinos
Estou caindo pelo precipício,
Amparado por nuvens sem destinos
Sou fardo sem fim nem início
Teu feitio se renova a cada estação
Congela as almas em fina chuva,
Dá-me o brilho do sol e folhas no chão
Seca as lágrimas com flores na rua
Põe rugas no rosto da princesa
Ruboriza de branco os fios meus
Veste luva para esconder a fraqueza
Ironiza o encanto dos olhos teus
E assim vai passando, infinito
Não existe trégua nem alento
Não se pode parar, vai seguindo
É triste estar parado no tempo
Estou caindo pelo precipício,
Amparado por nuvens sem destinos
Sou fardo sem fim nem início
Teu feitio se renova a cada estação
Congela as almas em fina chuva,
Dá-me o brilho do sol e folhas no chão
Seca as lágrimas com flores na rua
Põe rugas no rosto da princesa
Ruboriza de branco os fios meus
Veste luva para esconder a fraqueza
Ironiza o encanto dos olhos teus
E assim vai passando, infinito
Não existe trégua nem alento
Não se pode parar, vai seguindo
É triste estar parado no tempo
terça-feira, 18 de julho de 2006
Era eu e você***
Era eu e você passeando pelo jardim
Sentindo os pés descalços sobre a grama
Era eu e você desfrutando do fim
Vindo de lá, ouvindo o nosso samba
Era eu e você a descobrir o sabor do céu
Contar as nuvens e sentir queimar o sol
Era eu e você a colorir o amor em papel
Rasgar as dúvidas e sair a cantar como um só
Era eu e você assistindo aquela insana TV
Abraçados como quadro e moldura
Era eu e você assistindo a bela manhã nascer
Era eu e você a sonhar até não mais querer
Até me convencer de que há dor sem cura
Até o vazio desistir de encher
Era eu sem você...
Sentindo os pés descalços sobre a grama
Era eu e você desfrutando do fim
Vindo de lá, ouvindo o nosso samba
Era eu e você a descobrir o sabor do céu
Contar as nuvens e sentir queimar o sol
Era eu e você a colorir o amor em papel
Rasgar as dúvidas e sair a cantar como um só
Era eu e você assistindo aquela insana TV
Abraçados como quadro e moldura
Era eu e você assistindo a bela manhã nascer
Era eu e você a sonhar até não mais querer
Até me convencer de que há dor sem cura
Até o vazio desistir de encher
Era eu sem você...
terça-feira, 11 de julho de 2006
O Afago da Maria***
Ei Maria!
Vou falar logo que preciso do teu afago
E não minto quando digo:
"Maria!
Não me esqueço do teu abraço!"
Sabia?
Vou trocar o mar pelo rio
Essas ondas que vão e voltam
Nunca te trazem!
Passo a odiar esse meu jeito vil
Maria,
Estive pensando na vizinha
Você não acha ela meio chata?
Mesmo assim adoro as suas palavras
Mas às vezes fica falando sozinha
Vai entender
Vou parar de beber a saudade
Sei lá, fica matando a gente
Ai Maria, não te quero mais ausente!
Pode voltar para pintar minhas tardes!
Ô Maria,
Desde aquela sua partida
Os dias não tiveram mais graça
A cadeira lá no Zé está sempre vazia
E a nossa chaminé não solta mais fumaça
Vou desligar senão é corte na certa
Mas lembra que não esqueço seu abraço
Inventa uma desculpa aí, diz que tem festa
Espera ele deitar e se solta desse laço
Ah! Maria?
Só mais uma coisa, é rápido!
Não esqueço de você e nem do teu abraço!
Tô precisando tanto do teu afago
e também dizer que...
Maria?
Caiu...
Vou falar logo que preciso do teu afago
E não minto quando digo:
"Maria!
Não me esqueço do teu abraço!"
Sabia?
Vou trocar o mar pelo rio
Essas ondas que vão e voltam
Nunca te trazem!
Passo a odiar esse meu jeito vil
Maria,
Estive pensando na vizinha
Você não acha ela meio chata?
Mesmo assim adoro as suas palavras
Mas às vezes fica falando sozinha
Vai entender
Vou parar de beber a saudade
Sei lá, fica matando a gente
Ai Maria, não te quero mais ausente!
Pode voltar para pintar minhas tardes!
Ô Maria,
Desde aquela sua partida
Os dias não tiveram mais graça
A cadeira lá no Zé está sempre vazia
E a nossa chaminé não solta mais fumaça
Vou desligar senão é corte na certa
Mas lembra que não esqueço seu abraço
Inventa uma desculpa aí, diz que tem festa
Espera ele deitar e se solta desse laço
Ah! Maria?
Só mais uma coisa, é rápido!
Não esqueço de você e nem do teu abraço!
Tô precisando tanto do teu afago
e também dizer que...
Maria?
Caiu...
sábado, 8 de julho de 2006
Fim da Metade***
Deixo o resto de café para depois
Ponho-me à tirar a mesa desse jantar
Empresto a fé para nós dois
Sonho com o brindar que não virá
O vento frio que vem da porta
A água que molha o seu cabelo
Está vendo? Nada disso me importa
Nem mágoa, nem hora, nem medo
Deixo que o lume da vela se vá
Fecho as cortinas para as estrelas
Sinto, no teu perfume, aquela paz
Meço nas rimas tão bela princesa
Sou rouco grito que chama por você
Quero, dos teus braços, fazer parte
Tampouco imagino-me sem te ter
Entrego-me, pois sem ti sou metade
Senta aqui do meu ladinho, vai
Agora que estamos vivendo este fim
Esquenta-me um pouquinho mais
Já estou morrendo dentro de mim
Ponho-me à tirar a mesa desse jantar
Empresto a fé para nós dois
Sonho com o brindar que não virá
O vento frio que vem da porta
A água que molha o seu cabelo
Está vendo? Nada disso me importa
Nem mágoa, nem hora, nem medo
Deixo que o lume da vela se vá
Fecho as cortinas para as estrelas
Sinto, no teu perfume, aquela paz
Meço nas rimas tão bela princesa
Sou rouco grito que chama por você
Quero, dos teus braços, fazer parte
Tampouco imagino-me sem te ter
Entrego-me, pois sem ti sou metade
Senta aqui do meu ladinho, vai
Agora que estamos vivendo este fim
Esquenta-me um pouquinho mais
Já estou morrendo dentro de mim
quinta-feira, 6 de julho de 2006
Enquanto Não Chegava***
Ao som da espera
Quem bate é o sino
Tua voz é meu hino
O tom da quimera
As horas aflitas
A ciranda dos ponteiros
Já é quase o tempo inteiro
Vou embora sem as fitas
O peito já quieto
Borboletas calminhas
Tuas lembranças nas minhas
Sem tê-la aqui por perto
Então o balé dos teus pés
Teus olhos a dançar
Teu rosto a me encontrar
Tive razão, pois linda, tu és
Quem bate é o sino
Tua voz é meu hino
O tom da quimera
As horas aflitas
A ciranda dos ponteiros
Já é quase o tempo inteiro
Vou embora sem as fitas
O peito já quieto
Borboletas calminhas
Tuas lembranças nas minhas
Sem tê-la aqui por perto
Então o balé dos teus pés
Teus olhos a dançar
Teu rosto a me encontrar
Tive razão, pois linda, tu és
quinta-feira, 29 de junho de 2006
O Abraço do Menino***
O menino descansa
Deitado, faz do céu um espelho
O sol se levanta
Cobre de luz o teu anel vermelho
O menino tem seus olhos fechados
Um sorriso e pés descalços
O calor ao lado,
A mão dela em seus braços
O menino já não se cansa
Amado, pinta de amor o seu peito
E só ela o encanta
Descobre no azul do céu, seu desejo
O menino, nela, quase inclinado
Faz sombra no fulgor dos lábios
Olhos abertos, versos dourados
Tão bela, um beijo e um abraço apertado
Deitado, faz do céu um espelho
O sol se levanta
Cobre de luz o teu anel vermelho
O menino tem seus olhos fechados
Um sorriso e pés descalços
O calor ao lado,
A mão dela em seus braços
O menino já não se cansa
Amado, pinta de amor o seu peito
E só ela o encanta
Descobre no azul do céu, seu desejo
O menino, nela, quase inclinado
Faz sombra no fulgor dos lábios
Olhos abertos, versos dourados
Tão bela, um beijo e um abraço apertado
quarta-feira, 28 de junho de 2006
Flor na Sacada***
Uma senhorita que vem sorrindo
Uma dama que caminha em devaneios
Balança teu lenço, tão lindo
Chama que acende em segredo
Sopro de vida em um beijo
Flor, que na sacada
Dança, calada, ao som do vento
Amor que brilha já sem jeito
O coração voando, eu a observar
Esperando o dia em que , aqui, pousará
Uma dama que caminha em devaneios
Balança teu lenço, tão lindo
Chama que acende em segredo
Sopro de vida em um beijo
Flor, que na sacada
Dança, calada, ao som do vento
Amor que brilha já sem jeito
O coração voando, eu a observar
Esperando o dia em que , aqui, pousará
sábado, 3 de junho de 2006
Como Lago Azul***
Um beijo para quem quiser
Um sonho, uma mulher
Beleza em forma de desejo
Ponho na mesa teu café
Nuvem de flor no meu céu
Chuva de amor feito véu
Na parede, retratos se confundem
São plumas ao vento, sabor mel
Um toque sensível nas tuas mãos
E os olhos clareados de atenção
Azuis como o lago em que me afogo
Tendo-me invisível, rumo ao chão
O nó na garganta que me abraça e sufoca
É o mesmo que me prende à sua volta
Tento guardar-te em viagem que se passa,
Mas vem o tempo, que se adianta e fecha a porta
Um sonho, uma mulher
Beleza em forma de desejo
Ponho na mesa teu café
Nuvem de flor no meu céu
Chuva de amor feito véu
Na parede, retratos se confundem
São plumas ao vento, sabor mel
Um toque sensível nas tuas mãos
E os olhos clareados de atenção
Azuis como o lago em que me afogo
Tendo-me invisível, rumo ao chão
O nó na garganta que me abraça e sufoca
É o mesmo que me prende à sua volta
Tento guardar-te em viagem que se passa,
Mas vem o tempo, que se adianta e fecha a porta
quinta-feira, 1 de junho de 2006
Presente do Vento***
Era dia,
um frio intenso
Era uma tarde sem sol
Dia sem arte,
uma dó
Havia pouco riso, muito vento
A dança das folhas secas no jardim
Espiada pelo balançar dos galhos..
Na rua,
a criança vestia os retalhos
Na esperança da cura
de uma dor sem fim
O vento teimava em gritar
Janelas foram sendo fechadas
Nada o fazia parar!
Nesse momento,
passos!
Todos em direção ao jardim
Veio em tom verde fraco,
E assim,
entregue pelo vento
Foi teu presente para mim
um frio intenso
Era uma tarde sem sol
Dia sem arte,
uma dó
Havia pouco riso, muito vento
A dança das folhas secas no jardim
Espiada pelo balançar dos galhos..
Na rua,
a criança vestia os retalhos
Na esperança da cura
de uma dor sem fim
O vento teimava em gritar
Janelas foram sendo fechadas
Nada o fazia parar!
Nesse momento,
passos!
Todos em direção ao jardim
Veio em tom verde fraco,
E assim,
entregue pelo vento
Foi teu presente para mim
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