Ar com gelo e jeito de nada
Corpo cansado na beira da estrada
Noite em pó e uma lua repentina
Sereno e medo por dentro da neblina
De um lado, o branco
Do outro nem exergo, ando
Dois vaga-lumes que se tornam dor
Rosto no chão e horizonte sem cor
Muita gente, todas iguais
De repente estou nos jornais
Foi muito rápido, um segundo
Tentativas para se ouvir o mudo
Perguntei-me o motivo da discussão
Sem aguentar, quis descer como trovão
Não imaginava que ali haveria o nada
Por que desci naquela parada?
sexta-feira, 22 de junho de 2007
terça-feira, 12 de junho de 2007
Rotina***
Manhã atrasada como sempre
Pés com sono em meias de algodão
Levanta e corre a escovar os dentes
Lá embaixo tem leite e o velho pão
Dirige sem pensar no asfalto
Troca olhares com os ponteiros
Nem vê se hoje tem sol lá no alto
Nunca fui nem sere um dos primeiros
Mas toda essa correria traz uma surpresa
Voz suave que alimenta meus ouvidos
Fechando os olhos só se vê abeleza
Toda frase incerta termina com um suspiro
É o calor que vem nesse dia
Não é sol nem lua nem o mundo
É saber que os olhos se enchem de alegria
Saber que poderia ser por apenas um segundo
Não há amor sem fim nessa vida
Uma mão não pode caminhar só na estrada
Preciso do teu sorriso, minha querida
Agradeço cada dia por ser minha namorada!
Para minha namorada MARIANA, neste dia casual...
Pés com sono em meias de algodão
Levanta e corre a escovar os dentes
Lá embaixo tem leite e o velho pão
Dirige sem pensar no asfalto
Troca olhares com os ponteiros
Nem vê se hoje tem sol lá no alto
Nunca fui nem sere um dos primeiros
Mas toda essa correria traz uma surpresa
Voz suave que alimenta meus ouvidos
Fechando os olhos só se vê abeleza
Toda frase incerta termina com um suspiro
É o calor que vem nesse dia
Não é sol nem lua nem o mundo
É saber que os olhos se enchem de alegria
Saber que poderia ser por apenas um segundo
Não há amor sem fim nessa vida
Uma mão não pode caminhar só na estrada
Preciso do teu sorriso, minha querida
Agradeço cada dia por ser minha namorada!
Para minha namorada MARIANA, neste dia casual...
quarta-feira, 30 de maio de 2007
Sem Razão***
Parecia medo
Coragem na beira do fogo
Batia a porta sem jeito
Sem cartas para o jogo
O gelo vinha do céu desta vez
Não era mais do copo no balcão
O relógio já passava das três
Lá estava, ela e o salão
O homem de preto com sono
A borboleta já se desprendia
Queria chegar, não sabia como
Sentia de perto o frio que fazia
Nem luz, nem voz, nem...
Ela já tinha aberto o coração
Sobrou a rua sem ninguém
Era medo sem razão
Coragem na beira do fogo
Batia a porta sem jeito
Sem cartas para o jogo
O gelo vinha do céu desta vez
Não era mais do copo no balcão
O relógio já passava das três
Lá estava, ela e o salão
O homem de preto com sono
A borboleta já se desprendia
Queria chegar, não sabia como
Sentia de perto o frio que fazia
Nem luz, nem voz, nem...
Ela já tinha aberto o coração
Sobrou a rua sem ninguém
Era medo sem razão
domingo, 15 de abril de 2007
O Laço***
Do alto do monte iluminado pelo sol
A fumaça anuncia o almoço
A casa de madeira e o canto do rouxinol
Eu caminhando ao lado do moço
As costas suadas e as mãos floridas
A cesta cheia de flores
Colheu todas para mim, nem sentiu as feridas
Parecia um arco-íris de tantas cores
O chapéu de palha está bem maltratado
Mas ainda faz sombra nos olhos dele
O céu está em azul claro devia estar estrelado
O cenário é só nosso, apenas eu e ele
Então noto um sorriso no canto da boca
Antes de chegarmos, ele me presenteia com um laço
Ele mal olha para mim, está com vergonha da roupa
Não me importo, vou logo lhe dando um abraço
A fumaça anuncia o almoço
A casa de madeira e o canto do rouxinol
Eu caminhando ao lado do moço
As costas suadas e as mãos floridas
A cesta cheia de flores
Colheu todas para mim, nem sentiu as feridas
Parecia um arco-íris de tantas cores
O chapéu de palha está bem maltratado
Mas ainda faz sombra nos olhos dele
O céu está em azul claro devia estar estrelado
O cenário é só nosso, apenas eu e ele
Então noto um sorriso no canto da boca
Antes de chegarmos, ele me presenteia com um laço
Ele mal olha para mim, está com vergonha da roupa
Não me importo, vou logo lhe dando um abraço
segunda-feira, 12 de março de 2007
Depois da Partida***
Abriu a porta da sala
Apenas sentiu o teu perfume
De uma vez, perdeu a fala
Tua imagem piscava como vaga-lume
Foi para o sofá ainda quente
Sentou no mesmo lugar de minutos antes
Encarou os créditos do filme na frente
Lembrou de tudo, de todos os instantes
O copo na mesinha de canto
Ainda trazia marcas do teu batom
Havia na sua camisa, marca do pranto
Tudo mudo, não se ouvia som
Lamentava mais uma vez a distância
Era tempo de orar por boa viagem
Mas já não se aguentava, queria mudança
Para onde olhava via tua imagem
Corria para o calendário na mesa
Rabiscava os dias de sorfrer
A espera trazendo a saudade e a certeza
De que não é possível viver longe de você.
Apenas sentiu o teu perfume
De uma vez, perdeu a fala
Tua imagem piscava como vaga-lume
Foi para o sofá ainda quente
Sentou no mesmo lugar de minutos antes
Encarou os créditos do filme na frente
Lembrou de tudo, de todos os instantes
O copo na mesinha de canto
Ainda trazia marcas do teu batom
Havia na sua camisa, marca do pranto
Tudo mudo, não se ouvia som
Lamentava mais uma vez a distância
Era tempo de orar por boa viagem
Mas já não se aguentava, queria mudança
Para onde olhava via tua imagem
Corria para o calendário na mesa
Rabiscava os dias de sorfrer
A espera trazendo a saudade e a certeza
De que não é possível viver longe de você.
sábado, 24 de fevereiro de 2007
Sábado***
Seis da manhã, despertador
Minutos depois, um beijo seu
Pra me trazer a paz e o calor
A luz do sol, então, apareceu
Café com bolo e carinho
Mãos deslizando nos ombros
Nunca quis estar sozinho
Quis sempre em meus sonhos
Amor no chão, na frente da TV
Olhos vivos e sedentos
A porta fechada que você não vê
Sentindo cada momento
Saudade que insiste em tentar
Discussão que teima em chover
Quero logo o nosso lar
Seríamos apenas eu e você
Sábado quente e sua mania de limpeza
Sento na frente da tela
Mas só penso na minha princesa
Rostinho de brava, ainda assim tão bela
As músicas que ela escuta
Duram pouco, nem se pode ouvir
Vou à cozinha apanhar uma fruta
Não volto de lá sem vê-la sorrir
Abraço-te enquanto
Traz-me tão desejada paz
Faz-me tão bem teu encanto
Só sei que amo te amar
Minutos depois, um beijo seu
Pra me trazer a paz e o calor
A luz do sol, então, apareceu
Café com bolo e carinho
Mãos deslizando nos ombros
Nunca quis estar sozinho
Quis sempre em meus sonhos
Amor no chão, na frente da TV
Olhos vivos e sedentos
A porta fechada que você não vê
Sentindo cada momento
Saudade que insiste em tentar
Discussão que teima em chover
Quero logo o nosso lar
Seríamos apenas eu e você
Sábado quente e sua mania de limpeza
Sento na frente da tela
Mas só penso na minha princesa
Rostinho de brava, ainda assim tão bela
As músicas que ela escuta
Duram pouco, nem se pode ouvir
Vou à cozinha apanhar uma fruta
Não volto de lá sem vê-la sorrir
Abraço-te enquanto
Traz-me tão desejada paz
Faz-me tão bem teu encanto
Só sei que amo te amar
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
Fofoca***
-Depois da missa eu passo lá
Tudo bem? Vou levar o chá
-Quer que eu leve bolacha?
Enfim, vê o que acha
-Soube do Zé, o eletricista?
Parece que está mal da vista
-Meu Deus! Arrumou a fiação lá do vizinho
Será que tá tudo certinho?
-Por falar no vizinho, tá sabendo né?
Só mais duas semanas! O médico tá pegando no pé
-Mas que coisa! De repente, não?
Estava previsto para depois do verão
-Bom, esse calor tá de matar
Tô querendo tomar banho de mar
-Será que "aquelazinha" vai?
Porque se for não vou, você vai?
-Pensei nisso, mas quer saber?
Vou e é agora! Não vou me aborrecer!
-Também acho! Ah! Vamos esquecer o chá?
Não tô muito a fim, sei lá
-Tudo bem, mas menina! Nem te conto!
O Clóvis separou da Neidinha! Pronto!
-Não acredito! O homem tá solteirão?
Ai que pecado, mas ele é ligeiro, não?
-Pois é, vou adiantar o meu lado
Ele bem que dava umas indiretas no passado
-Sua cretina! E a comadre?
Vai deixar ela chorando para o padre?
-Falando no padre, soube que está mal
Descobriu que era pai nesse Natal
-Pai? Mas esse mundo tá perdido, onde vai parar?
Deixa eu cuidar da minha vida, ainda tem roupa para lavar!
-Também vou. Calma! Você viu lá em cima?
Olha a Tereza espiando a gente. Depois diz que é fina
-Que fuxiqueira! Por isso que sou na minha
Fofoca é coisa de "gentinha"!
Tudo bem? Vou levar o chá
-Quer que eu leve bolacha?
Enfim, vê o que acha
-Soube do Zé, o eletricista?
Parece que está mal da vista
-Meu Deus! Arrumou a fiação lá do vizinho
Será que tá tudo certinho?
-Por falar no vizinho, tá sabendo né?
Só mais duas semanas! O médico tá pegando no pé
-Mas que coisa! De repente, não?
Estava previsto para depois do verão
-Bom, esse calor tá de matar
Tô querendo tomar banho de mar
-Será que "aquelazinha" vai?
Porque se for não vou, você vai?
-Pensei nisso, mas quer saber?
Vou e é agora! Não vou me aborrecer!
-Também acho! Ah! Vamos esquecer o chá?
Não tô muito a fim, sei lá
-Tudo bem, mas menina! Nem te conto!
O Clóvis separou da Neidinha! Pronto!
-Não acredito! O homem tá solteirão?
Ai que pecado, mas ele é ligeiro, não?
-Pois é, vou adiantar o meu lado
Ele bem que dava umas indiretas no passado
-Sua cretina! E a comadre?
Vai deixar ela chorando para o padre?
-Falando no padre, soube que está mal
Descobriu que era pai nesse Natal
-Pai? Mas esse mundo tá perdido, onde vai parar?
Deixa eu cuidar da minha vida, ainda tem roupa para lavar!
-Também vou. Calma! Você viu lá em cima?
Olha a Tereza espiando a gente. Depois diz que é fina
-Que fuxiqueira! Por isso que sou na minha
Fofoca é coisa de "gentinha"!
quinta-feira, 18 de janeiro de 2007
Minha Princesa***
Oh! Minha Princesa!
Menina mais linda não há
Minha Deusa
Quero contigo me casar
No céu pintado de estrelas
No colo a foto mais bonita
No papel todas as letras
Eu toco a perfeição infinita
Oh! Minha Princesa!
Minha linda poesia
Minha rara beleza
Minha razão e vida
Sou feito de ti
Por inteiro de calor
Encontro-te em mim
Minha Princesa, meu Amor!
Meu Amor!
Menina mais linda não há
Minha Deusa
Quero contigo me casar
No céu pintado de estrelas
No colo a foto mais bonita
No papel todas as letras
Eu toco a perfeição infinita
Oh! Minha Princesa!
Minha linda poesia
Minha rara beleza
Minha razão e vida
Sou feito de ti
Por inteiro de calor
Encontro-te em mim
Minha Princesa, meu Amor!
Meu Amor!
quinta-feira, 4 de janeiro de 2007
Eu Vou***
Nas minhas paredes pintadas
A imagem dela é clara
Num quarto onde o sol descansa
Vou te acordando
Debaixo da mesa, sinto os teus pés
Nessa boca, sinto o gosto do café
Nos olhinhos puxados, na lembrança
Vou te guardando
A música de fundo e você no espelho
Fascina-me teu esmalte vermelho
Naquela tarde quente e mansa
Vou te observando
E quando estou deitado a meia-luz
E me perco no teu corpo nu
No meu peito já tem sono de criança
Vou, para sempre, te amando
A imagem dela é clara
Num quarto onde o sol descansa
Vou te acordando
Debaixo da mesa, sinto os teus pés
Nessa boca, sinto o gosto do café
Nos olhinhos puxados, na lembrança
Vou te guardando
A música de fundo e você no espelho
Fascina-me teu esmalte vermelho
Naquela tarde quente e mansa
Vou te observando
E quando estou deitado a meia-luz
E me perco no teu corpo nu
No meu peito já tem sono de criança
Vou, para sempre, te amando
quinta-feira, 28 de dezembro de 2006
O João Dela***
Tinha o Seu João lá fora
Todo derramado na velha cadeira
Seu balanço não era de agora
Cansado debaixo da macieira
Dona Rosa molhava o avental
Lavava a louça passada na pia
Nem parecia véspera de Natal
Olhava para o sol que ardia
Seu João deitara na grama alta
Observava os pássaros nos galhos
Mas não descansava, sentia falta
E da cozinha, o cheiro forte de alho
Dona Rosa sabia do gosto do Seu João
Preparava tudo com carinho
Não precisava de data, fazia de coração
Prometeu para si que nunca o deixaria sozinho
As rugas do velho desenhavam um sorriso
Dona Rosa sabia para quem era
A mesa já estava posta como aviso
O verão descansava a primavera
Mas Seu João guardou a última flor
Ofereceu uma singela margarida
A casinha se encheu de amor
Uma flor para o amor da sua vida
Olhos marejados no rosto corado de emoção
Dona Rosa sempre soube que aquele Seu João
Era o verdadeiro dono do seu coração
Simplesmente sabia que aquele era o seu João!
Todo derramado na velha cadeira
Seu balanço não era de agora
Cansado debaixo da macieira
Dona Rosa molhava o avental
Lavava a louça passada na pia
Nem parecia véspera de Natal
Olhava para o sol que ardia
Seu João deitara na grama alta
Observava os pássaros nos galhos
Mas não descansava, sentia falta
E da cozinha, o cheiro forte de alho
Dona Rosa sabia do gosto do Seu João
Preparava tudo com carinho
Não precisava de data, fazia de coração
Prometeu para si que nunca o deixaria sozinho
As rugas do velho desenhavam um sorriso
Dona Rosa sabia para quem era
A mesa já estava posta como aviso
O verão descansava a primavera
Mas Seu João guardou a última flor
Ofereceu uma singela margarida
A casinha se encheu de amor
Uma flor para o amor da sua vida
Olhos marejados no rosto corado de emoção
Dona Rosa sempre soube que aquele Seu João
Era o verdadeiro dono do seu coração
Simplesmente sabia que aquele era o seu João!
terça-feira, 19 de dezembro de 2006
Papel para Sempre***
Cada dia que vai
Levo teu cheirinho tão doce
Pela noite que cai
Espero sentadinho pela pose
No banco de madeira no parque
Olhando para o céu estrelado
Esperando na beira até tarde
Ajeitando o chapéu meio de lado
E na inquietação dos joelhos
Que tira a atenção dos olhos d'água
Poça no chão que fingiu espelho
Vira atração nos olhos de mágoa
Dois pingos de prata sem alma
Em ondas que brotam dos passos
Lá vêm vindo apressada, sem calma
Nas sombras que disfarçam os traços
O banco de branco, madeira vazia
Vê par de anéis que inspira presente
Um sorriso esparramando na beleza que eu via
E os papéis sobre a mesa que nos juntam para o sempre
Levo teu cheirinho tão doce
Pela noite que cai
Espero sentadinho pela pose
No banco de madeira no parque
Olhando para o céu estrelado
Esperando na beira até tarde
Ajeitando o chapéu meio de lado
E na inquietação dos joelhos
Que tira a atenção dos olhos d'água
Poça no chão que fingiu espelho
Vira atração nos olhos de mágoa
Dois pingos de prata sem alma
Em ondas que brotam dos passos
Lá vêm vindo apressada, sem calma
Nas sombras que disfarçam os traços
O banco de branco, madeira vazia
Vê par de anéis que inspira presente
Um sorriso esparramando na beleza que eu via
E os papéis sobre a mesa que nos juntam para o sempre
quarta-feira, 6 de dezembro de 2006
Dorme em Mim***
Dorme dentro de mim
Esqueça as palmeiras dançantes
A brisa traz teu sono enfim
Põe paz em teu semblante
O ranger da porta confunde o som
Meu peito se enche com teu ar
E te amar só poderia ser um dom
Presente de Deus foi te encontrar
Dorme sobre meu coração, feliz
Adormeça por inteira, meu amor
Brilha em sono sereno para mim
Supõe teu céu que me trouxe teu sabor
Meu bem querer, sem ti não sou
Invento-te em minha mente, um mar
E não despertar desse sonho bom
E do nosso amor, nasceu um lar
Esqueça as palmeiras dançantes
A brisa traz teu sono enfim
Põe paz em teu semblante
O ranger da porta confunde o som
Meu peito se enche com teu ar
E te amar só poderia ser um dom
Presente de Deus foi te encontrar
Dorme sobre meu coração, feliz
Adormeça por inteira, meu amor
Brilha em sono sereno para mim
Supõe teu céu que me trouxe teu sabor
Meu bem querer, sem ti não sou
Invento-te em minha mente, um mar
E não despertar desse sonho bom
E do nosso amor, nasceu um lar
quinta-feira, 30 de novembro de 2006
Diferentes dos de Ontem***
Não lembro dos dias
Aqueles em que o sol fingia
Brilhava, imitando poesia
Aqueles velhos dias
O teto sem azul, sem cores
Os olhos de quem cegava as dores
Queria ver um campo repleto de flores
Fazia fotos desejando novas poses
A memória daqui é tão pequena
Nem sentido faz, inventa
Histórias de algumas poucas cenas
Nem sabia que existia uma morena
Os dias mentiram uma vida
Fizeram crer numa fantasia
Dias distantes, idéia fingida
Diferente dos de hoje, minha querida
Trouxe amor que ninguém sentiu
Colorindo a manhã primaveril
Desvendou-se para mim na força de um rio
Mostrou-se em ti, bela moça, no instante em que sorriu
Aqueles em que o sol fingia
Brilhava, imitando poesia
Aqueles velhos dias
O teto sem azul, sem cores
Os olhos de quem cegava as dores
Queria ver um campo repleto de flores
Fazia fotos desejando novas poses
A memória daqui é tão pequena
Nem sentido faz, inventa
Histórias de algumas poucas cenas
Nem sabia que existia uma morena
Os dias mentiram uma vida
Fizeram crer numa fantasia
Dias distantes, idéia fingida
Diferente dos de hoje, minha querida
Trouxe amor que ninguém sentiu
Colorindo a manhã primaveril
Desvendou-se para mim na força de um rio
Mostrou-se em ti, bela moça, no instante em que sorriu
sexta-feira, 24 de novembro de 2006
Bom Dia sem Você***
Um pedaço de pão molhado de café
A flor já murcha ao lado da colher
A bandeja que lhe trouxe esquecida
Ainda sinto teu calor na cama vazia
O sol faz a manhã não esquecer que é dia
Deixa sua cor nas rendas da cortina
Um casal de pássaros, da árvore, sorri para mim
Meus lábios não se mexem, meus olhos sim
Nadam por entre rios em busca de ti
Aquele anel que me deste continua aqui
Finjo estar bem por não saber por onde andar
De novo você não veio e sei que não vai voltar
Tuas jóias e teu perfume preferido não estão mais lá
Nos armários sobraram o vazio e apenas um colar
Sei que morrerei de saudade dos nossos dias
Sei que viverei a saudade até o fim dos dias
*Escrito nas primeiras horas de outubro..
A flor já murcha ao lado da colher
A bandeja que lhe trouxe esquecida
Ainda sinto teu calor na cama vazia
O sol faz a manhã não esquecer que é dia
Deixa sua cor nas rendas da cortina
Um casal de pássaros, da árvore, sorri para mim
Meus lábios não se mexem, meus olhos sim
Nadam por entre rios em busca de ti
Aquele anel que me deste continua aqui
Finjo estar bem por não saber por onde andar
De novo você não veio e sei que não vai voltar
Tuas jóias e teu perfume preferido não estão mais lá
Nos armários sobraram o vazio e apenas um colar
Sei que morrerei de saudade dos nossos dias
Sei que viverei a saudade até o fim dos dias
*Escrito nas primeiras horas de outubro..
quarta-feira, 15 de novembro de 2006
Meu Amor***
Meu amor não tem mais jeito
Parece não mais me obedecer
Nunca imaginei que seria tão perfeito
Um sol só para nós, eu e você
As primaveras nunca mais
Serão as mesmas de vezes passadas
Lá, faltava-me uma flor para me trazer sua paz
Uma que fosse a mais delicada
Noutro dia pela manhã, ao abrir o jornal
O preto no branco me fez entender
Tudo que existe procura um final
Meu amor, então, encontrou você
Meu amor já repousa no seu colo
Sabe que, para sempre, será feliz assim
Meu amor não ousa largar dos teus olhos
Sabe que nunca mais terá amor sem fim
De dias frios e quentes que virão
E toda tarde de outono que aparecer
Terei teu corpo mais quente que o verão
Meu amor sabe que não existe sem você
Parece não mais me obedecer
Nunca imaginei que seria tão perfeito
Um sol só para nós, eu e você
As primaveras nunca mais
Serão as mesmas de vezes passadas
Lá, faltava-me uma flor para me trazer sua paz
Uma que fosse a mais delicada
Noutro dia pela manhã, ao abrir o jornal
O preto no branco me fez entender
Tudo que existe procura um final
Meu amor, então, encontrou você
Meu amor já repousa no seu colo
Sabe que, para sempre, será feliz assim
Meu amor não ousa largar dos teus olhos
Sabe que nunca mais terá amor sem fim
De dias frios e quentes que virão
E toda tarde de outono que aparecer
Terei teu corpo mais quente que o verão
Meu amor sabe que não existe sem você
quinta-feira, 9 de novembro de 2006
Sem Fim***
Você é sem fim
Você não acaba
Nem passa
Está dentro de mim
Você é como luz
Você é ar que respiro
De que nunca desisto
Está no meio do azul
Voc é meu tudo
Você é calmaria
Por toda a vida
Meu olhar mudo
Você é toda flor
Você nem deve existir
E ao te ver sorrir
Sinto todo o amor
Você é quem me diz:
"Amor, eu te amo!"
Meu doce encanto
Você me faz feliz
Você não acaba
Nem passa
Está dentro de mim
Você é como luz
Você é ar que respiro
De que nunca desisto
Está no meio do azul
Voc é meu tudo
Você é calmaria
Por toda a vida
Meu olhar mudo
Você é toda flor
Você nem deve existir
E ao te ver sorrir
Sinto todo o amor
Você é quem me diz:
"Amor, eu te amo!"
Meu doce encanto
Você me faz feliz
sexta-feira, 27 de outubro de 2006
Mar***
Descansa na pedra em frente ao mar
Mar infinto de flores
Ondas desmanchando no ar
Mar impossível não se encantar
Mais um dia de sol para você
Mar imaginário de sabores
Nuvens que deveriam chover
Mar infindável para ser
Folhas de romance à luz de vela
Mar e suas ondas espumantes
Mariposas dançantes na aquarela
Mar e as noites já tão belas
Mar e o seu canto de rouxinol
Mar invisível de diamantes
Mar e a certeza no brilho do sol
Marinheiro sentado em frente ao farol
Escrito em dias passados,
Sentimento presente
Sempre..
Mar infinto de flores
Ondas desmanchando no ar
Mar impossível não se encantar
Mais um dia de sol para você
Mar imaginário de sabores
Nuvens que deveriam chover
Mar infindável para ser
Folhas de romance à luz de vela
Mar e suas ondas espumantes
Mariposas dançantes na aquarela
Mar e as noites já tão belas
Mar e o seu canto de rouxinol
Mar invisível de diamantes
Mar e a certeza no brilho do sol
Marinheiro sentado em frente ao farol
Escrito em dias passados,
Sentimento presente
Sempre..
terça-feira, 24 de outubro de 2006
Vida***
Que quando o telefone tocou
As pernas titubearam
E quando teu nome piscou
Os olhos brilharam
E te respirar é o que me deixa viver
Carrego-te na alma eternamente
Passo, então, a perceber
Enxergo um mundo em minha frente
Não importa para qual direção olhar
Quantos sabores vou sentir
Se tudo que existe, de você, faz lembrar
Nem mesmo o que é triste, far-me-á desistir
E no peito, guardo a saudade
Ao lado da tua imagem, por vezes distante
Sou um apaixonado de verdade
Pensando no meu amor a todo instante
Já não me imagino sem um pedaço
Pedaço que me faz feliz por ser você
Ainda sinto teu brilho em meus braços
Sei que a vida, sem você, nem vida pode ser
As pernas titubearam
E quando teu nome piscou
Os olhos brilharam
E te respirar é o que me deixa viver
Carrego-te na alma eternamente
Passo, então, a perceber
Enxergo um mundo em minha frente
Não importa para qual direção olhar
Quantos sabores vou sentir
Se tudo que existe, de você, faz lembrar
Nem mesmo o que é triste, far-me-á desistir
E no peito, guardo a saudade
Ao lado da tua imagem, por vezes distante
Sou um apaixonado de verdade
Pensando no meu amor a todo instante
Já não me imagino sem um pedaço
Pedaço que me faz feliz por ser você
Ainda sinto teu brilho em meus braços
Sei que a vida, sem você, nem vida pode ser
sexta-feira, 20 de outubro de 2006
Filme***
As luzes são metade neste quarto
Os momentos são lembrados
Havia uma canção para cada ato
O tempo só é bom ao teu lado
Então você está vestindo o sol
Recortei uma manchete de jornal
Vem você desatando mais um nó
Poderia ficar lendo até o final
Mas está na melhor cena
Olhos nos olhos e corações se apertando
Um romance de cinema
Boca na boca e respirações aumentando
Daqui não saio mais!
Fugiríamos sem precisar de crime
Contigo encontro-me em paz
Poderíamos viver um lindo filme
Os momentos são lembrados
Havia uma canção para cada ato
O tempo só é bom ao teu lado
Então você está vestindo o sol
Recortei uma manchete de jornal
Vem você desatando mais um nó
Poderia ficar lendo até o final
Mas está na melhor cena
Olhos nos olhos e corações se apertando
Um romance de cinema
Boca na boca e respirações aumentando
Daqui não saio mais!
Fugiríamos sem precisar de crime
Contigo encontro-me em paz
Poderíamos viver um lindo filme
domingo, 15 de outubro de 2006
Como pode?***
Como pode uma senhorita não sonhar?
Se tentar lhe mostrar é o mesmo que amar
Amar de modo absoluto sem pensar
Sem querer ao menos deixar
Como pode a onda não beijar a areia?
Banhar a cauda daquela sereia
Girar em torno de si, volta e meia
Tirar sangue da tua veia
Escuto tua voz na minha cabeça
Gritando palavras de ódio e amor
Pedindo-me beijos antes que adormeça
Entortando pétalas furta-cor
Como pode duvidar do meu querer?
Se é você que me mostra o nascer
Que sem você só penso em descer
Que sem você não há por viver
Escrito há 3 dias
Se tentar lhe mostrar é o mesmo que amar
Amar de modo absoluto sem pensar
Sem querer ao menos deixar
Como pode a onda não beijar a areia?
Banhar a cauda daquela sereia
Girar em torno de si, volta e meia
Tirar sangue da tua veia
Escuto tua voz na minha cabeça
Gritando palavras de ódio e amor
Pedindo-me beijos antes que adormeça
Entortando pétalas furta-cor
Como pode duvidar do meu querer?
Se é você que me mostra o nascer
Que sem você só penso em descer
Que sem você não há por viver
Escrito há 3 dias
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