sábado, 24 de fevereiro de 2007

Sábado***

Seis da manhã, despertador
Minutos depois, um beijo seu
Pra me trazer a paz e o calor
A luz do sol, então, apareceu

Café com bolo e carinho
Mãos deslizando nos ombros
Nunca quis estar sozinho
Quis sempre em meus sonhos

Amor no chão, na frente da TV
Olhos vivos e sedentos
A porta fechada que você não vê
Sentindo cada momento

Saudade que insiste em tentar
Discussão que teima em chover
Quero logo o nosso lar
Seríamos apenas eu e você

Sábado quente e sua mania de limpeza
Sento na frente da tela
Mas só penso na minha princesa
Rostinho de brava, ainda assim tão bela

As músicas que ela escuta
Duram pouco, nem se pode ouvir
Vou à cozinha apanhar uma fruta
Não volto de lá sem vê-la sorrir

Abraço-te enquanto
Traz-me tão desejada paz
Faz-me tão bem teu encanto
Só sei que amo te amar

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Fofoca***

-Depois da missa eu passo lá
Tudo bem? Vou levar o chá
-Quer que eu leve bolacha?
Enfim, vê o que acha

-Soube do Zé, o eletricista?
Parece que está mal da vista
-Meu Deus! Arrumou a fiação lá do vizinho
Será que tá tudo certinho?

-Por falar no vizinho, tá sabendo né?
Só mais duas semanas! O médico tá pegando no pé
-Mas que coisa! De repente, não?
Estava previsto para depois do verão

-Bom, esse calor tá de matar
Tô querendo tomar banho de mar
-Será que "aquelazinha" vai?
Porque se for não vou, você vai?

-Pensei nisso, mas quer saber?
Vou e é agora! Não vou me aborrecer!
-Também acho! Ah! Vamos esquecer o chá?
Não tô muito a fim, sei lá

-Tudo bem, mas menina! Nem te conto!
O Clóvis separou da Neidinha! Pronto!
-Não acredito! O homem tá solteirão?
Ai que pecado, mas ele é ligeiro, não?

-Pois é, vou adiantar o meu lado
Ele bem que dava umas indiretas no passado
-Sua cretina! E a comadre?
Vai deixar ela chorando para o padre?

-Falando no padre, soube que está mal
Descobriu que era pai nesse Natal
-Pai? Mas esse mundo tá perdido, onde vai parar?
Deixa eu cuidar da minha vida, ainda tem roupa para lavar!

-Também vou. Calma! Você viu lá em cima?
Olha a Tereza espiando a gente. Depois diz que é fina
-Que fuxiqueira! Por isso que sou na minha
Fofoca é coisa de "gentinha"!

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Minha Princesa***

Oh! Minha Princesa!
Menina mais linda não há
Minha Deusa
Quero contigo me casar

No céu pintado de estrelas
No colo a foto mais bonita
No papel todas as letras
Eu toco a perfeição infinita

Oh! Minha Princesa!
Minha linda poesia
Minha rara beleza
Minha razão e vida

Sou feito de ti
Por inteiro de calor
Encontro-te em mim
Minha Princesa, meu Amor!

Meu Amor!

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Eu Vou***

Nas minhas paredes pintadas
A imagem dela é clara
Num quarto onde o sol descansa
Vou te acordando

Debaixo da mesa, sinto os teus pés
Nessa boca, sinto o gosto do café
Nos olhinhos puxados, na lembrança
Vou te guardando

A música de fundo e você no espelho
Fascina-me teu esmalte vermelho
Naquela tarde quente e mansa
Vou te observando

E quando estou deitado a meia-luz
E me perco no teu corpo nu
No meu peito já tem sono de criança
Vou, para sempre, te amando

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

O João Dela***

Tinha o Seu João lá fora
Todo derramado na velha cadeira
Seu balanço não era de agora
Cansado debaixo da macieira

Dona Rosa molhava o avental
Lavava a louça passada na pia
Nem parecia véspera de Natal
Olhava para o sol que ardia

Seu João deitara na grama alta
Observava os pássaros nos galhos
Mas não descansava, sentia falta
E da cozinha, o cheiro forte de alho

Dona Rosa sabia do gosto do Seu João
Preparava tudo com carinho
Não precisava de data, fazia de coração
Prometeu para si que nunca o deixaria sozinho

As rugas do velho desenhavam um sorriso
Dona Rosa sabia para quem era
A mesa já estava posta como aviso
O verão descansava a primavera

Mas Seu João guardou a última flor
Ofereceu uma singela margarida
A casinha se encheu de amor
Uma flor para o amor da sua vida

Olhos marejados no rosto corado de emoção
Dona Rosa sempre soube que aquele Seu João
Era o verdadeiro dono do seu coração
Simplesmente sabia que aquele era o seu João!

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Papel para Sempre***

Cada dia que vai
Levo teu cheirinho tão doce
Pela noite que cai
Espero sentadinho pela pose

No banco de madeira no parque
Olhando para o céu estrelado
Esperando na beira até tarde
Ajeitando o chapéu meio de lado

E na inquietação dos joelhos
Que tira a atenção dos olhos d'água
Poça no chão que fingiu espelho
Vira atração nos olhos de mágoa

Dois pingos de prata sem alma
Em ondas que brotam dos passos
Lá vêm vindo apressada, sem calma
Nas sombras que disfarçam os traços

O banco de branco, madeira vazia
Vê par de anéis que inspira presente
Um sorriso esparramando na beleza que eu via
E os papéis sobre a mesa que nos juntam para o sempre

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Dorme em Mim***

Dorme dentro de mim
Esqueça as palmeiras dançantes
A brisa traz teu sono enfim
Põe paz em teu semblante

O ranger da porta confunde o som
Meu peito se enche com teu ar
E te amar só poderia ser um dom
Presente de Deus foi te encontrar

Dorme sobre meu coração, feliz
Adormeça por inteira, meu amor
Brilha em sono sereno para mim
Supõe teu céu que me trouxe teu sabor

Meu bem querer, sem ti não sou
Invento-te em minha mente, um mar
E não despertar desse sonho bom
E do nosso amor, nasceu um lar

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Diferentes dos de Ontem***

Não lembro dos dias
Aqueles em que o sol fingia
Brilhava, imitando poesia
Aqueles velhos dias

O teto sem azul, sem cores
Os olhos de quem cegava as dores
Queria ver um campo repleto de flores
Fazia fotos desejando novas poses

A memória daqui é tão pequena
Nem sentido faz, inventa
Histórias de algumas poucas cenas
Nem sabia que existia uma morena

Os dias mentiram uma vida
Fizeram crer numa fantasia
Dias distantes, idéia fingida
Diferente dos de hoje, minha querida

Trouxe amor que ninguém sentiu
Colorindo a manhã primaveril
Desvendou-se para mim na força de um rio
Mostrou-se em ti, bela moça, no instante em que sorriu

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Bom Dia sem Você***

Um pedaço de pão molhado de café
A flor já murcha ao lado da colher
A bandeja que lhe trouxe esquecida
Ainda sinto teu calor na cama vazia

O sol faz a manhã não esquecer que é dia
Deixa sua cor nas rendas da cortina
Um casal de pássaros, da árvore, sorri para mim
Meus lábios não se mexem, meus olhos sim

Nadam por entre rios em busca de ti
Aquele anel que me deste continua aqui
Finjo estar bem por não saber por onde andar
De novo você não veio e sei que não vai voltar

Tuas jóias e teu perfume preferido não estão mais lá
Nos armários sobraram o vazio e apenas um colar
Sei que morrerei de saudade dos nossos dias
Sei que viverei a saudade até o fim dos dias


*Escrito nas primeiras horas de outubro..

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

Meu Amor***

Meu amor não tem mais jeito
Parece não mais me obedecer
Nunca imaginei que seria tão perfeito
Um sol só para nós, eu e você

As primaveras nunca mais
Serão as mesmas de vezes passadas
Lá, faltava-me uma flor para me trazer sua paz
Uma que fosse a mais delicada

Noutro dia pela manhã, ao abrir o jornal
O preto no branco me fez entender
Tudo que existe procura um final
Meu amor, então, encontrou você

Meu amor já repousa no seu colo
Sabe que, para sempre, será feliz assim
Meu amor não ousa largar dos teus olhos
Sabe que nunca mais terá amor sem fim

De dias frios e quentes que virão
E toda tarde de outono que aparecer
Terei teu corpo mais quente que o verão
Meu amor sabe que não existe sem você

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Sem Fim***

Você é sem fim
Você não acaba
Nem passa
Está dentro de mim

Você é como luz
Você é ar que respiro
De que nunca desisto
Está no meio do azul

Voc é meu tudo
Você é calmaria
Por toda a vida
Meu olhar mudo

Você é toda flor
Você nem deve existir
E ao te ver sorrir
Sinto todo o amor

Você é quem me diz:
"Amor, eu te amo!"
Meu doce encanto
Você me faz feliz

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Mar***

Descansa na pedra em frente ao mar
Mar infinto de flores
Ondas desmanchando no ar
Mar impossível não se encantar

Mais um dia de sol para você
Mar imaginário de sabores
Nuvens que deveriam chover
Mar infindável para ser

Folhas de romance à luz de vela
Mar e suas ondas espumantes
Mariposas dançantes na aquarela
Mar e as noites já tão belas

Mar e o seu canto de rouxinol
Mar invisível de diamantes
Mar e a certeza no brilho do sol
Marinheiro sentado em frente ao farol


Escrito em dias passados,
Sentimento presente
Sempre..

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Vida***

Que quando o telefone tocou
As pernas titubearam
E quando teu nome piscou
Os olhos brilharam

E te respirar é o que me deixa viver
Carrego-te na alma eternamente
Passo, então, a perceber
Enxergo um mundo em minha frente

Não importa para qual direção olhar
Quantos sabores vou sentir
Se tudo que existe, de você, faz lembrar
Nem mesmo o que é triste, far-me-á desistir

E no peito, guardo a saudade
Ao lado da tua imagem, por vezes distante
Sou um apaixonado de verdade
Pensando no meu amor a todo instante

Já não me imagino sem um pedaço
Pedaço que me faz feliz por ser você
Ainda sinto teu brilho em meus braços
Sei que a vida, sem você, nem vida pode ser

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

Filme***

As luzes são metade neste quarto
Os momentos são lembrados
Havia uma canção para cada ato
O tempo só é bom ao teu lado

Então você está vestindo o sol
Recortei uma manchete de jornal
Vem você desatando mais um nó
Poderia ficar lendo até o final

Mas está na melhor cena
Olhos nos olhos e corações se apertando
Um romance de cinema
Boca na boca e respirações aumentando

Daqui não saio mais!
Fugiríamos sem precisar de crime
Contigo encontro-me em paz
Poderíamos viver um lindo filme

domingo, 15 de outubro de 2006

Como pode?***

Como pode uma senhorita não sonhar?
Se tentar lhe mostrar é o mesmo que amar
Amar de modo absoluto sem pensar
Sem querer ao menos deixar

Como pode a onda não beijar a areia?
Banhar a cauda daquela sereia
Girar em torno de si, volta e meia
Tirar sangue da tua veia

Escuto tua voz na minha cabeça
Gritando palavras de ódio e amor
Pedindo-me beijos antes que adormeça
Entortando pétalas furta-cor

Como pode duvidar do meu querer?
Se é você que me mostra o nascer
Que sem você só penso em descer
Que sem você não há por viver


Escrito há 3 dias

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

Eu, Você e o Infinito***

Acordei com teu sorriso nos meus olhos
Pensei em fechá-los para não se perder
Folheei álbum para contemplar tuas fotos
Abraçei teu retrato para não te esquecer

E quando chego ainda sinto teu cheiro
Espalhando flores por toda casa
Perfume de tulipas que chega primeiro
Percorre corredores até chegar na sala

E deixo a porta aberta para você entrar
Só de pensar meu coração dispara
E não suporto um dia sem te olhar
Só de imaginar meu coração pára

Não vou esperar você ir embora
Vou te levar além do destino
Onde possamos ver tudo de fora
Seremos eu, você e o infinito

Bom Dia sem Você***

Um pedaço de pão molhado de café
A flor já murcha ao lado da colher
A bandeja que lhe trouxe esquecida
Ainda sinto teu calor na cama vazia

O sol faz a manhã não esquecer que é dia
Deixa sua cor nas rendas da cortina
Um casal de pássaros, da árvore, sorri para mim
Meus lábios não se mexem, meus olhos sim

Nadam por entre rios em busca de ti
Aquele anel que me deste continua aqui
Finjo estar bem por não saber por onde andar
De novo você não veio e sei que não vai voltar

Tuas jóias e teu perfume preferido não estão mais lá
Nos armários sobraram o vazio e apenas um colar
Sei que morrerei de saudade dos nossos dias
Sei que viverei a saudade até o fim dos dias

*Escrito nas primeiras horas de outubro..

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Anjo que Guarda***

Sou anjo na parede escura
Um quadro esquecido no alto da cama
Sei que sou o espelho da pintura
Segundo entre a faísca e a chama

Ele se deita e nem me vê
Às vezes perde os olhos no breu
Às vezes deixa a luz da TV
Vez ou outra abajur que esqueceu

Ele ora e sorri para ela um sorriso bonito
Diz para mim que vai encontrá-la
Esquece da hora e revela um amor infinito

Então sou a força e desejo que ele pede
Não ponho fim no sonho de amá-la
Sou anjo que guarda amor que não se mede.

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

Um Lugar no Teu Jardim***

Hoje é quinta-feira de paz
O sol na cortina de pano
Sentado na beira do sofá
Um som que vinha do piano

No ranger da porta
Passos de bailarina até mim
Dois saltos, uma volta
Faço uma rima sem fim

Setembro já vai indo
Dai-me as flores perfumadas
Só desejo vê-la sorrindo
Dai-me as cores costuradas

Pinta meu azul com teu vermelho
Jogue teu olhar sobre mim
Reflita tua luz neste espelho
Mostre meu lugar em teu jardim


*escrito há quatro dias

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Não Existo Sem meu Brilho***

Um dia tão sem graça
Não adianta o que eu faça
Congelo na dor que não passa
Sei que preciso estar com você

As paredes vazias e sem graça
Não me encanta nada que eu faça
Espero por um tempo que não passa
Sei que já não existo sem você

Um lugar frio e sem graça
Não me espanta que eu nada faça
Desenterro a solidão que não passa
Sei que, aflito e perdido, estou sem você

De repente surge cheia de graça
Não cansa de brilhar, não importa o que faça
Pinta de amarelo dourado por onde passa
Sei que o meu brilho é você!