Tinha o Seu João lá fora
Todo derramado na velha cadeira
Seu balanço não era de agora
Cansado debaixo da macieira
Dona Rosa molhava o avental
Lavava a louça passada na pia
Nem parecia véspera de Natal
Olhava para o sol que ardia
Seu João deitara na grama alta
Observava os pássaros nos galhos
Mas não descansava, sentia falta
E da cozinha, o cheiro forte de alho
Dona Rosa sabia do gosto do Seu João
Preparava tudo com carinho
Não precisava de data, fazia de coração
Prometeu para si que nunca o deixaria sozinho
As rugas do velho desenhavam um sorriso
Dona Rosa sabia para quem era
A mesa já estava posta como aviso
O verão descansava a primavera
Mas Seu João guardou a última flor
Ofereceu uma singela margarida
A casinha se encheu de amor
Uma flor para o amor da sua vida
Olhos marejados no rosto corado de emoção
Dona Rosa sempre soube que aquele Seu João
Era o verdadeiro dono do seu coração
Simplesmente sabia que aquele era o seu João!
quinta-feira, 28 de dezembro de 2006
terça-feira, 19 de dezembro de 2006
Papel para Sempre***
Cada dia que vai
Levo teu cheirinho tão doce
Pela noite que cai
Espero sentadinho pela pose
No banco de madeira no parque
Olhando para o céu estrelado
Esperando na beira até tarde
Ajeitando o chapéu meio de lado
E na inquietação dos joelhos
Que tira a atenção dos olhos d'água
Poça no chão que fingiu espelho
Vira atração nos olhos de mágoa
Dois pingos de prata sem alma
Em ondas que brotam dos passos
Lá vêm vindo apressada, sem calma
Nas sombras que disfarçam os traços
O banco de branco, madeira vazia
Vê par de anéis que inspira presente
Um sorriso esparramando na beleza que eu via
E os papéis sobre a mesa que nos juntam para o sempre
Levo teu cheirinho tão doce
Pela noite que cai
Espero sentadinho pela pose
No banco de madeira no parque
Olhando para o céu estrelado
Esperando na beira até tarde
Ajeitando o chapéu meio de lado
E na inquietação dos joelhos
Que tira a atenção dos olhos d'água
Poça no chão que fingiu espelho
Vira atração nos olhos de mágoa
Dois pingos de prata sem alma
Em ondas que brotam dos passos
Lá vêm vindo apressada, sem calma
Nas sombras que disfarçam os traços
O banco de branco, madeira vazia
Vê par de anéis que inspira presente
Um sorriso esparramando na beleza que eu via
E os papéis sobre a mesa que nos juntam para o sempre
quarta-feira, 6 de dezembro de 2006
Dorme em Mim***
Dorme dentro de mim
Esqueça as palmeiras dançantes
A brisa traz teu sono enfim
Põe paz em teu semblante
O ranger da porta confunde o som
Meu peito se enche com teu ar
E te amar só poderia ser um dom
Presente de Deus foi te encontrar
Dorme sobre meu coração, feliz
Adormeça por inteira, meu amor
Brilha em sono sereno para mim
Supõe teu céu que me trouxe teu sabor
Meu bem querer, sem ti não sou
Invento-te em minha mente, um mar
E não despertar desse sonho bom
E do nosso amor, nasceu um lar
Esqueça as palmeiras dançantes
A brisa traz teu sono enfim
Põe paz em teu semblante
O ranger da porta confunde o som
Meu peito se enche com teu ar
E te amar só poderia ser um dom
Presente de Deus foi te encontrar
Dorme sobre meu coração, feliz
Adormeça por inteira, meu amor
Brilha em sono sereno para mim
Supõe teu céu que me trouxe teu sabor
Meu bem querer, sem ti não sou
Invento-te em minha mente, um mar
E não despertar desse sonho bom
E do nosso amor, nasceu um lar
quinta-feira, 30 de novembro de 2006
Diferentes dos de Ontem***
Não lembro dos dias
Aqueles em que o sol fingia
Brilhava, imitando poesia
Aqueles velhos dias
O teto sem azul, sem cores
Os olhos de quem cegava as dores
Queria ver um campo repleto de flores
Fazia fotos desejando novas poses
A memória daqui é tão pequena
Nem sentido faz, inventa
Histórias de algumas poucas cenas
Nem sabia que existia uma morena
Os dias mentiram uma vida
Fizeram crer numa fantasia
Dias distantes, idéia fingida
Diferente dos de hoje, minha querida
Trouxe amor que ninguém sentiu
Colorindo a manhã primaveril
Desvendou-se para mim na força de um rio
Mostrou-se em ti, bela moça, no instante em que sorriu
Aqueles em que o sol fingia
Brilhava, imitando poesia
Aqueles velhos dias
O teto sem azul, sem cores
Os olhos de quem cegava as dores
Queria ver um campo repleto de flores
Fazia fotos desejando novas poses
A memória daqui é tão pequena
Nem sentido faz, inventa
Histórias de algumas poucas cenas
Nem sabia que existia uma morena
Os dias mentiram uma vida
Fizeram crer numa fantasia
Dias distantes, idéia fingida
Diferente dos de hoje, minha querida
Trouxe amor que ninguém sentiu
Colorindo a manhã primaveril
Desvendou-se para mim na força de um rio
Mostrou-se em ti, bela moça, no instante em que sorriu
sexta-feira, 24 de novembro de 2006
Bom Dia sem Você***
Um pedaço de pão molhado de café
A flor já murcha ao lado da colher
A bandeja que lhe trouxe esquecida
Ainda sinto teu calor na cama vazia
O sol faz a manhã não esquecer que é dia
Deixa sua cor nas rendas da cortina
Um casal de pássaros, da árvore, sorri para mim
Meus lábios não se mexem, meus olhos sim
Nadam por entre rios em busca de ti
Aquele anel que me deste continua aqui
Finjo estar bem por não saber por onde andar
De novo você não veio e sei que não vai voltar
Tuas jóias e teu perfume preferido não estão mais lá
Nos armários sobraram o vazio e apenas um colar
Sei que morrerei de saudade dos nossos dias
Sei que viverei a saudade até o fim dos dias
*Escrito nas primeiras horas de outubro..
A flor já murcha ao lado da colher
A bandeja que lhe trouxe esquecida
Ainda sinto teu calor na cama vazia
O sol faz a manhã não esquecer que é dia
Deixa sua cor nas rendas da cortina
Um casal de pássaros, da árvore, sorri para mim
Meus lábios não se mexem, meus olhos sim
Nadam por entre rios em busca de ti
Aquele anel que me deste continua aqui
Finjo estar bem por não saber por onde andar
De novo você não veio e sei que não vai voltar
Tuas jóias e teu perfume preferido não estão mais lá
Nos armários sobraram o vazio e apenas um colar
Sei que morrerei de saudade dos nossos dias
Sei que viverei a saudade até o fim dos dias
*Escrito nas primeiras horas de outubro..
quarta-feira, 15 de novembro de 2006
Meu Amor***
Meu amor não tem mais jeito
Parece não mais me obedecer
Nunca imaginei que seria tão perfeito
Um sol só para nós, eu e você
As primaveras nunca mais
Serão as mesmas de vezes passadas
Lá, faltava-me uma flor para me trazer sua paz
Uma que fosse a mais delicada
Noutro dia pela manhã, ao abrir o jornal
O preto no branco me fez entender
Tudo que existe procura um final
Meu amor, então, encontrou você
Meu amor já repousa no seu colo
Sabe que, para sempre, será feliz assim
Meu amor não ousa largar dos teus olhos
Sabe que nunca mais terá amor sem fim
De dias frios e quentes que virão
E toda tarde de outono que aparecer
Terei teu corpo mais quente que o verão
Meu amor sabe que não existe sem você
Parece não mais me obedecer
Nunca imaginei que seria tão perfeito
Um sol só para nós, eu e você
As primaveras nunca mais
Serão as mesmas de vezes passadas
Lá, faltava-me uma flor para me trazer sua paz
Uma que fosse a mais delicada
Noutro dia pela manhã, ao abrir o jornal
O preto no branco me fez entender
Tudo que existe procura um final
Meu amor, então, encontrou você
Meu amor já repousa no seu colo
Sabe que, para sempre, será feliz assim
Meu amor não ousa largar dos teus olhos
Sabe que nunca mais terá amor sem fim
De dias frios e quentes que virão
E toda tarde de outono que aparecer
Terei teu corpo mais quente que o verão
Meu amor sabe que não existe sem você
quinta-feira, 9 de novembro de 2006
Sem Fim***
Você é sem fim
Você não acaba
Nem passa
Está dentro de mim
Você é como luz
Você é ar que respiro
De que nunca desisto
Está no meio do azul
Voc é meu tudo
Você é calmaria
Por toda a vida
Meu olhar mudo
Você é toda flor
Você nem deve existir
E ao te ver sorrir
Sinto todo o amor
Você é quem me diz:
"Amor, eu te amo!"
Meu doce encanto
Você me faz feliz
Você não acaba
Nem passa
Está dentro de mim
Você é como luz
Você é ar que respiro
De que nunca desisto
Está no meio do azul
Voc é meu tudo
Você é calmaria
Por toda a vida
Meu olhar mudo
Você é toda flor
Você nem deve existir
E ao te ver sorrir
Sinto todo o amor
Você é quem me diz:
"Amor, eu te amo!"
Meu doce encanto
Você me faz feliz
sexta-feira, 27 de outubro de 2006
Mar***
Descansa na pedra em frente ao mar
Mar infinto de flores
Ondas desmanchando no ar
Mar impossível não se encantar
Mais um dia de sol para você
Mar imaginário de sabores
Nuvens que deveriam chover
Mar infindável para ser
Folhas de romance à luz de vela
Mar e suas ondas espumantes
Mariposas dançantes na aquarela
Mar e as noites já tão belas
Mar e o seu canto de rouxinol
Mar invisível de diamantes
Mar e a certeza no brilho do sol
Marinheiro sentado em frente ao farol
Escrito em dias passados,
Sentimento presente
Sempre..
Mar infinto de flores
Ondas desmanchando no ar
Mar impossível não se encantar
Mais um dia de sol para você
Mar imaginário de sabores
Nuvens que deveriam chover
Mar infindável para ser
Folhas de romance à luz de vela
Mar e suas ondas espumantes
Mariposas dançantes na aquarela
Mar e as noites já tão belas
Mar e o seu canto de rouxinol
Mar invisível de diamantes
Mar e a certeza no brilho do sol
Marinheiro sentado em frente ao farol
Escrito em dias passados,
Sentimento presente
Sempre..
terça-feira, 24 de outubro de 2006
Vida***
Que quando o telefone tocou
As pernas titubearam
E quando teu nome piscou
Os olhos brilharam
E te respirar é o que me deixa viver
Carrego-te na alma eternamente
Passo, então, a perceber
Enxergo um mundo em minha frente
Não importa para qual direção olhar
Quantos sabores vou sentir
Se tudo que existe, de você, faz lembrar
Nem mesmo o que é triste, far-me-á desistir
E no peito, guardo a saudade
Ao lado da tua imagem, por vezes distante
Sou um apaixonado de verdade
Pensando no meu amor a todo instante
Já não me imagino sem um pedaço
Pedaço que me faz feliz por ser você
Ainda sinto teu brilho em meus braços
Sei que a vida, sem você, nem vida pode ser
As pernas titubearam
E quando teu nome piscou
Os olhos brilharam
E te respirar é o que me deixa viver
Carrego-te na alma eternamente
Passo, então, a perceber
Enxergo um mundo em minha frente
Não importa para qual direção olhar
Quantos sabores vou sentir
Se tudo que existe, de você, faz lembrar
Nem mesmo o que é triste, far-me-á desistir
E no peito, guardo a saudade
Ao lado da tua imagem, por vezes distante
Sou um apaixonado de verdade
Pensando no meu amor a todo instante
Já não me imagino sem um pedaço
Pedaço que me faz feliz por ser você
Ainda sinto teu brilho em meus braços
Sei que a vida, sem você, nem vida pode ser
sexta-feira, 20 de outubro de 2006
Filme***
As luzes são metade neste quarto
Os momentos são lembrados
Havia uma canção para cada ato
O tempo só é bom ao teu lado
Então você está vestindo o sol
Recortei uma manchete de jornal
Vem você desatando mais um nó
Poderia ficar lendo até o final
Mas está na melhor cena
Olhos nos olhos e corações se apertando
Um romance de cinema
Boca na boca e respirações aumentando
Daqui não saio mais!
Fugiríamos sem precisar de crime
Contigo encontro-me em paz
Poderíamos viver um lindo filme
Os momentos são lembrados
Havia uma canção para cada ato
O tempo só é bom ao teu lado
Então você está vestindo o sol
Recortei uma manchete de jornal
Vem você desatando mais um nó
Poderia ficar lendo até o final
Mas está na melhor cena
Olhos nos olhos e corações se apertando
Um romance de cinema
Boca na boca e respirações aumentando
Daqui não saio mais!
Fugiríamos sem precisar de crime
Contigo encontro-me em paz
Poderíamos viver um lindo filme
domingo, 15 de outubro de 2006
Como pode?***
Como pode uma senhorita não sonhar?
Se tentar lhe mostrar é o mesmo que amar
Amar de modo absoluto sem pensar
Sem querer ao menos deixar
Como pode a onda não beijar a areia?
Banhar a cauda daquela sereia
Girar em torno de si, volta e meia
Tirar sangue da tua veia
Escuto tua voz na minha cabeça
Gritando palavras de ódio e amor
Pedindo-me beijos antes que adormeça
Entortando pétalas furta-cor
Como pode duvidar do meu querer?
Se é você que me mostra o nascer
Que sem você só penso em descer
Que sem você não há por viver
Escrito há 3 dias
Se tentar lhe mostrar é o mesmo que amar
Amar de modo absoluto sem pensar
Sem querer ao menos deixar
Como pode a onda não beijar a areia?
Banhar a cauda daquela sereia
Girar em torno de si, volta e meia
Tirar sangue da tua veia
Escuto tua voz na minha cabeça
Gritando palavras de ódio e amor
Pedindo-me beijos antes que adormeça
Entortando pétalas furta-cor
Como pode duvidar do meu querer?
Se é você que me mostra o nascer
Que sem você só penso em descer
Que sem você não há por viver
Escrito há 3 dias
quinta-feira, 12 de outubro de 2006
Eu, Você e o Infinito***
Acordei com teu sorriso nos meus olhos
Pensei em fechá-los para não se perder
Folheei álbum para contemplar tuas fotos
Abraçei teu retrato para não te esquecer
E quando chego ainda sinto teu cheiro
Espalhando flores por toda casa
Perfume de tulipas que chega primeiro
Percorre corredores até chegar na sala
E deixo a porta aberta para você entrar
Só de pensar meu coração dispara
E não suporto um dia sem te olhar
Só de imaginar meu coração pára
Não vou esperar você ir embora
Vou te levar além do destino
Onde possamos ver tudo de fora
Seremos eu, você e o infinito
Pensei em fechá-los para não se perder
Folheei álbum para contemplar tuas fotos
Abraçei teu retrato para não te esquecer
E quando chego ainda sinto teu cheiro
Espalhando flores por toda casa
Perfume de tulipas que chega primeiro
Percorre corredores até chegar na sala
E deixo a porta aberta para você entrar
Só de pensar meu coração dispara
E não suporto um dia sem te olhar
Só de imaginar meu coração pára
Não vou esperar você ir embora
Vou te levar além do destino
Onde possamos ver tudo de fora
Seremos eu, você e o infinito
Bom Dia sem Você***
Um pedaço de pão molhado de café
A flor já murcha ao lado da colher
A bandeja que lhe trouxe esquecida
Ainda sinto teu calor na cama vazia
O sol faz a manhã não esquecer que é dia
Deixa sua cor nas rendas da cortina
Um casal de pássaros, da árvore, sorri para mim
Meus lábios não se mexem, meus olhos sim
Nadam por entre rios em busca de ti
Aquele anel que me deste continua aqui
Finjo estar bem por não saber por onde andar
De novo você não veio e sei que não vai voltar
Tuas jóias e teu perfume preferido não estão mais lá
Nos armários sobraram o vazio e apenas um colar
Sei que morrerei de saudade dos nossos dias
Sei que viverei a saudade até o fim dos dias
*Escrito nas primeiras horas de outubro..
A flor já murcha ao lado da colher
A bandeja que lhe trouxe esquecida
Ainda sinto teu calor na cama vazia
O sol faz a manhã não esquecer que é dia
Deixa sua cor nas rendas da cortina
Um casal de pássaros, da árvore, sorri para mim
Meus lábios não se mexem, meus olhos sim
Nadam por entre rios em busca de ti
Aquele anel que me deste continua aqui
Finjo estar bem por não saber por onde andar
De novo você não veio e sei que não vai voltar
Tuas jóias e teu perfume preferido não estão mais lá
Nos armários sobraram o vazio e apenas um colar
Sei que morrerei de saudade dos nossos dias
Sei que viverei a saudade até o fim dos dias
*Escrito nas primeiras horas de outubro..
quinta-feira, 5 de outubro de 2006
Anjo que Guarda***
Sou anjo na parede escura
Um quadro esquecido no alto da cama
Sei que sou o espelho da pintura
Segundo entre a faísca e a chama
Ele se deita e nem me vê
Às vezes perde os olhos no breu
Às vezes deixa a luz da TV
Vez ou outra abajur que esqueceu
Ele ora e sorri para ela um sorriso bonito
Diz para mim que vai encontrá-la
Esquece da hora e revela um amor infinito
Então sou a força e desejo que ele pede
Não ponho fim no sonho de amá-la
Sou anjo que guarda amor que não se mede.
Um quadro esquecido no alto da cama
Sei que sou o espelho da pintura
Segundo entre a faísca e a chama
Ele se deita e nem me vê
Às vezes perde os olhos no breu
Às vezes deixa a luz da TV
Vez ou outra abajur que esqueceu
Ele ora e sorri para ela um sorriso bonito
Diz para mim que vai encontrá-la
Esquece da hora e revela um amor infinito
Então sou a força e desejo que ele pede
Não ponho fim no sonho de amá-la
Sou anjo que guarda amor que não se mede.
quinta-feira, 28 de setembro de 2006
Um Lugar no Teu Jardim***
Hoje é quinta-feira de paz
O sol na cortina de pano
Sentado na beira do sofá
Um som que vinha do piano
No ranger da porta
Passos de bailarina até mim
Dois saltos, uma volta
Faço uma rima sem fim
Setembro já vai indo
Dai-me as flores perfumadas
Só desejo vê-la sorrindo
Dai-me as cores costuradas
Pinta meu azul com teu vermelho
Jogue teu olhar sobre mim
Reflita tua luz neste espelho
Mostre meu lugar em teu jardim
*escrito há quatro dias
O sol na cortina de pano
Sentado na beira do sofá
Um som que vinha do piano
No ranger da porta
Passos de bailarina até mim
Dois saltos, uma volta
Faço uma rima sem fim
Setembro já vai indo
Dai-me as flores perfumadas
Só desejo vê-la sorrindo
Dai-me as cores costuradas
Pinta meu azul com teu vermelho
Jogue teu olhar sobre mim
Reflita tua luz neste espelho
Mostre meu lugar em teu jardim
*escrito há quatro dias
segunda-feira, 25 de setembro de 2006
Não Existo Sem meu Brilho***
Um dia tão sem graça
Não adianta o que eu faça
Congelo na dor que não passa
Sei que preciso estar com você
As paredes vazias e sem graça
Não me encanta nada que eu faça
Espero por um tempo que não passa
Sei que já não existo sem você
Um lugar frio e sem graça
Não me espanta que eu nada faça
Desenterro a solidão que não passa
Sei que, aflito e perdido, estou sem você
De repente surge cheia de graça
Não cansa de brilhar, não importa o que faça
Pinta de amarelo dourado por onde passa
Sei que o meu brilho é você!
Não adianta o que eu faça
Congelo na dor que não passa
Sei que preciso estar com você
As paredes vazias e sem graça
Não me encanta nada que eu faça
Espero por um tempo que não passa
Sei que já não existo sem você
Um lugar frio e sem graça
Não me espanta que eu nada faça
Desenterro a solidão que não passa
Sei que, aflito e perdido, estou sem você
De repente surge cheia de graça
Não cansa de brilhar, não importa o que faça
Pinta de amarelo dourado por onde passa
Sei que o meu brilho é você!
sábado, 23 de setembro de 2006
Na Primavera***
As árvores acordaram agitadas
As pessoas parecem cansadas
Nuvens no céu
Fumaça na janela
Pássaros rodeiam as paradas
As cores permacem misturadas
Ferrugem no pincel
Espalhada pela tela
As luzes não mais apagadas
Deixe as cortinas fechadas
Deixe cair o teu véu
Vamos pôr fim nessa espera
A lua se faz encantada
Deixe vir estação esperada
Deixe-me sentir o teu mel
Venha para mim na primavera
*Escrito em dias passados
As pessoas parecem cansadas
Nuvens no céu
Fumaça na janela
Pássaros rodeiam as paradas
As cores permacem misturadas
Ferrugem no pincel
Espalhada pela tela
As luzes não mais apagadas
Deixe as cortinas fechadas
Deixe cair o teu véu
Vamos pôr fim nessa espera
A lua se faz encantada
Deixe vir estação esperada
Deixe-me sentir o teu mel
Venha para mim na primavera
*Escrito em dias passados
domingo, 17 de setembro de 2006
Uma Garoa, Um Encontro***
Sem saber da garoa que se aproxima, segue na rua
Sempre na vida à toa, nas mesmas esquinas, sem lua
O homem caminha a passos lentos, sem direção
Esbarra numa jovem sozinha, momento de desatenção
Procura pelo sorriso que um dia já lhe pertenceu
A chuva é só um aviso do que havia e se perdeu
Tão bela face com o queixo enterrado no peito
A mão dela, de um jeito acanhado, no cabelo
O velho sapato, agora molhado, encarava a sandália
O reflexo dourado, pendurado, lembrava medalha
A moça e seus olhos que seguiam o enrolar dos dedos
A poça era como foto que dividia o encontrar dos segredos
A garoa vai dando lugar a ventania da madrugada
A coroa cai, deixando chegar a covardia esperada
Abre-se a avenida e os destinos são tomados
Partem da esquina com os sorrisos estampados
Sempre na vida à toa, nas mesmas esquinas, sem lua
O homem caminha a passos lentos, sem direção
Esbarra numa jovem sozinha, momento de desatenção
Procura pelo sorriso que um dia já lhe pertenceu
A chuva é só um aviso do que havia e se perdeu
Tão bela face com o queixo enterrado no peito
A mão dela, de um jeito acanhado, no cabelo
O velho sapato, agora molhado, encarava a sandália
O reflexo dourado, pendurado, lembrava medalha
A moça e seus olhos que seguiam o enrolar dos dedos
A poça era como foto que dividia o encontrar dos segredos
A garoa vai dando lugar a ventania da madrugada
A coroa cai, deixando chegar a covardia esperada
Abre-se a avenida e os destinos são tomados
Partem da esquina com os sorrisos estampados
sábado, 16 de setembro de 2006
Sim, Adoro***
Sim, adoro...
Aquele ciúme que existe
A música que lembra você
A discussão que você desiste
O olhar que não fez ao me ver
O som das risadas que vejo
Os dias felizes que nascem,
O tédio enquanto não leio um beijo
Enfim, adoro...
Aquele ciúme que tenho e persiste
A música que me lembra sem querer
A discussão que, as vezes, deixa triste
O olhar que não fiz ao te ver
O sentimento vencido pela teima
As noites acordadas que se fazem,
A certeza de que, para mim, foi feita
No fim, adoro!
Aquele ciúme que existe
A música que lembra você
A discussão que você desiste
O olhar que não fez ao me ver
O som das risadas que vejo
Os dias felizes que nascem,
O tédio enquanto não leio um beijo
Enfim, adoro...
Aquele ciúme que tenho e persiste
A música que me lembra sem querer
A discussão que, as vezes, deixa triste
O olhar que não fiz ao te ver
O sentimento vencido pela teima
As noites acordadas que se fazem,
A certeza de que, para mim, foi feita
No fim, adoro!
segunda-feira, 11 de setembro de 2006
Eterna Criança***
Eu vou à praia soltar pipa
E para a rua girar pião,
Vou escolher uma tulipa
Depois brincar de avião
Eu vou pular amarelinha
Pular até chegar no céu,
Bater figurinha
E girar no carrossel
Eu vou no carrinho de bate-bate
Depois comer algodão doce,
Vou me lambuzar de chocolate
E para a foto, fazer pose
Eu vou rabiscar a parede do quarto
Logo depois de encher a pança,
Ir na roda gigante, gritar lá do alto:
"Vou, para sempre, ser criança!"
E para a rua girar pião,
Vou escolher uma tulipa
Depois brincar de avião
Eu vou pular amarelinha
Pular até chegar no céu,
Bater figurinha
E girar no carrossel
Eu vou no carrinho de bate-bate
Depois comer algodão doce,
Vou me lambuzar de chocolate
E para a foto, fazer pose
Eu vou rabiscar a parede do quarto
Logo depois de encher a pança,
Ir na roda gigante, gritar lá do alto:
"Vou, para sempre, ser criança!"
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