Bom, é isso! Não tem mais jeito
Juro que tentei gostar de você
Desisto! São palavras sem efeito
O muro que levantei não é de sapê
Esse meu abraço, uma dó, nunca foi teu!
Se quer saber, nem do teu cheiro eu lembro
Nunca existiu um laço entre nós! Esqueceu?
Essa mulher casa no primeiro sol de setembro
Isso mesmo!
Vou juntar os trapos com o meu amado
Aquele mesmo que te falei
Sem segredo!
A paixão de infância, o primeiro namorado
Serei o tal sorvete que nunca te dei
E nem tente me confundir
Sei que sua prosa é boa, mas é ensaiada
E não pense que eu não quis fugir
Bem sabe que aquela rosa já veio desbotada
Agora você fica aí, feito bêbado sem rumo
Então, que feche os olhos e procure suas nêgas
Fui embora sim! Tão perfeito que larguei até o fumo
Já andei até de avião! Pastel sem óleo e almondegas
Sei que está aí, mas não quer atender.
Sinto o bafo!
Aproveite, pois a minha voz, não mais ouvirá .
Entendeu?
Sei que, na secretária, vai cair. É para você!
E fim de papo!
Aceite e depois verá o mal que havia em, por nós, sonhar.
Adeus!
...
Alô? Maria? Sou eu...
Desligou!
quarta-feira, 16 de agosto de 2006
domingo, 6 de agosto de 2006
Horas Para Viver***
É na primeira hora da alvorada
Quando o jornal bate à porta
E as cortinas brancas ficam douradas
Quando o quintal, de luz, transborda
É hora de puxar a cadeira que descansa,
Largar o copo vazio da noite passada,
Limpar a caixa de madeira, empoeirada
Deixar o sol queimar, sentir a bonança
É nessa hora que as fotografias são vistas
Os dedos deslizam sobre a velha imagem
No cinzeiro , o cigarro aceso convida
E os olhos cerrados em meio a esta viagem
É chegada a hora, a última hora
Aquela em que as fotos se abraçam
Um último trago e é jogado fora
São retratos de fogo que se entrelaçam
Ainda há tempo para ajeitar o chapéu
Abrir os olhos, olhar para as horas sem você
Contemplar as cinzas que voam para o céu
Sair do passado, abraçar o agora e viver
Quando o jornal bate à porta
E as cortinas brancas ficam douradas
Quando o quintal, de luz, transborda
É hora de puxar a cadeira que descansa,
Largar o copo vazio da noite passada,
Limpar a caixa de madeira, empoeirada
Deixar o sol queimar, sentir a bonança
É nessa hora que as fotografias são vistas
Os dedos deslizam sobre a velha imagem
No cinzeiro , o cigarro aceso convida
E os olhos cerrados em meio a esta viagem
É chegada a hora, a última hora
Aquela em que as fotos se abraçam
Um último trago e é jogado fora
São retratos de fogo que se entrelaçam
Ainda há tempo para ajeitar o chapéu
Abrir os olhos, olhar para as horas sem você
Contemplar as cinzas que voam para o céu
Sair do passado, abraçar o agora e viver
sexta-feira, 28 de julho de 2006
Para Você***
Entrego-te todos os meus sorrisos
Todos os olhares
A mais alta estrela e seu brilho
Todos os mares
Dedico-te a canção mais bela
O verso mais apaixonado
Todas as cores da primavera
O sonho mais encantado
Dou-te os pássaros e o azul do céu
As margens, os riachos e os ventos
Todas as belezas retocadas com pincel
As paisagens, as montanhas e o tempo
Trago-te a ilha perdida e a luz do farol
Todos os caminhos, todo o calor
As flores, a brisa, a lua e o sol
Todo meu carinho, todo o amor
Todos os olhares
A mais alta estrela e seu brilho
Todos os mares
Dedico-te a canção mais bela
O verso mais apaixonado
Todas as cores da primavera
O sonho mais encantado
Dou-te os pássaros e o azul do céu
As margens, os riachos e os ventos
Todas as belezas retocadas com pincel
As paisagens, as montanhas e o tempo
Trago-te a ilha perdida e a luz do farol
Todos os caminhos, todo o calor
As flores, a brisa, a lua e o sol
Todo meu carinho, todo o amor
sábado, 22 de julho de 2006
Parado no Tempo***
Perdido em meio aos seus desatinos
Estou caindo pelo precipício,
Amparado por nuvens sem destinos
Sou fardo sem fim nem início
Teu feitio se renova a cada estação
Congela as almas em fina chuva,
Dá-me o brilho do sol e folhas no chão
Seca as lágrimas com flores na rua
Põe rugas no rosto da princesa
Ruboriza de branco os fios meus
Veste luva para esconder a fraqueza
Ironiza o encanto dos olhos teus
E assim vai passando, infinito
Não existe trégua nem alento
Não se pode parar, vai seguindo
É triste estar parado no tempo
Estou caindo pelo precipício,
Amparado por nuvens sem destinos
Sou fardo sem fim nem início
Teu feitio se renova a cada estação
Congela as almas em fina chuva,
Dá-me o brilho do sol e folhas no chão
Seca as lágrimas com flores na rua
Põe rugas no rosto da princesa
Ruboriza de branco os fios meus
Veste luva para esconder a fraqueza
Ironiza o encanto dos olhos teus
E assim vai passando, infinito
Não existe trégua nem alento
Não se pode parar, vai seguindo
É triste estar parado no tempo
terça-feira, 18 de julho de 2006
Era eu e você***
Era eu e você passeando pelo jardim
Sentindo os pés descalços sobre a grama
Era eu e você desfrutando do fim
Vindo de lá, ouvindo o nosso samba
Era eu e você a descobrir o sabor do céu
Contar as nuvens e sentir queimar o sol
Era eu e você a colorir o amor em papel
Rasgar as dúvidas e sair a cantar como um só
Era eu e você assistindo aquela insana TV
Abraçados como quadro e moldura
Era eu e você assistindo a bela manhã nascer
Era eu e você a sonhar até não mais querer
Até me convencer de que há dor sem cura
Até o vazio desistir de encher
Era eu sem você...
Sentindo os pés descalços sobre a grama
Era eu e você desfrutando do fim
Vindo de lá, ouvindo o nosso samba
Era eu e você a descobrir o sabor do céu
Contar as nuvens e sentir queimar o sol
Era eu e você a colorir o amor em papel
Rasgar as dúvidas e sair a cantar como um só
Era eu e você assistindo aquela insana TV
Abraçados como quadro e moldura
Era eu e você assistindo a bela manhã nascer
Era eu e você a sonhar até não mais querer
Até me convencer de que há dor sem cura
Até o vazio desistir de encher
Era eu sem você...
terça-feira, 11 de julho de 2006
O Afago da Maria***
Ei Maria!
Vou falar logo que preciso do teu afago
E não minto quando digo:
"Maria!
Não me esqueço do teu abraço!"
Sabia?
Vou trocar o mar pelo rio
Essas ondas que vão e voltam
Nunca te trazem!
Passo a odiar esse meu jeito vil
Maria,
Estive pensando na vizinha
Você não acha ela meio chata?
Mesmo assim adoro as suas palavras
Mas às vezes fica falando sozinha
Vai entender
Vou parar de beber a saudade
Sei lá, fica matando a gente
Ai Maria, não te quero mais ausente!
Pode voltar para pintar minhas tardes!
Ô Maria,
Desde aquela sua partida
Os dias não tiveram mais graça
A cadeira lá no Zé está sempre vazia
E a nossa chaminé não solta mais fumaça
Vou desligar senão é corte na certa
Mas lembra que não esqueço seu abraço
Inventa uma desculpa aí, diz que tem festa
Espera ele deitar e se solta desse laço
Ah! Maria?
Só mais uma coisa, é rápido!
Não esqueço de você e nem do teu abraço!
Tô precisando tanto do teu afago
e também dizer que...
Maria?
Caiu...
Vou falar logo que preciso do teu afago
E não minto quando digo:
"Maria!
Não me esqueço do teu abraço!"
Sabia?
Vou trocar o mar pelo rio
Essas ondas que vão e voltam
Nunca te trazem!
Passo a odiar esse meu jeito vil
Maria,
Estive pensando na vizinha
Você não acha ela meio chata?
Mesmo assim adoro as suas palavras
Mas às vezes fica falando sozinha
Vai entender
Vou parar de beber a saudade
Sei lá, fica matando a gente
Ai Maria, não te quero mais ausente!
Pode voltar para pintar minhas tardes!
Ô Maria,
Desde aquela sua partida
Os dias não tiveram mais graça
A cadeira lá no Zé está sempre vazia
E a nossa chaminé não solta mais fumaça
Vou desligar senão é corte na certa
Mas lembra que não esqueço seu abraço
Inventa uma desculpa aí, diz que tem festa
Espera ele deitar e se solta desse laço
Ah! Maria?
Só mais uma coisa, é rápido!
Não esqueço de você e nem do teu abraço!
Tô precisando tanto do teu afago
e também dizer que...
Maria?
Caiu...
sábado, 8 de julho de 2006
Fim da Metade***
Deixo o resto de café para depois
Ponho-me à tirar a mesa desse jantar
Empresto a fé para nós dois
Sonho com o brindar que não virá
O vento frio que vem da porta
A água que molha o seu cabelo
Está vendo? Nada disso me importa
Nem mágoa, nem hora, nem medo
Deixo que o lume da vela se vá
Fecho as cortinas para as estrelas
Sinto, no teu perfume, aquela paz
Meço nas rimas tão bela princesa
Sou rouco grito que chama por você
Quero, dos teus braços, fazer parte
Tampouco imagino-me sem te ter
Entrego-me, pois sem ti sou metade
Senta aqui do meu ladinho, vai
Agora que estamos vivendo este fim
Esquenta-me um pouquinho mais
Já estou morrendo dentro de mim
Ponho-me à tirar a mesa desse jantar
Empresto a fé para nós dois
Sonho com o brindar que não virá
O vento frio que vem da porta
A água que molha o seu cabelo
Está vendo? Nada disso me importa
Nem mágoa, nem hora, nem medo
Deixo que o lume da vela se vá
Fecho as cortinas para as estrelas
Sinto, no teu perfume, aquela paz
Meço nas rimas tão bela princesa
Sou rouco grito que chama por você
Quero, dos teus braços, fazer parte
Tampouco imagino-me sem te ter
Entrego-me, pois sem ti sou metade
Senta aqui do meu ladinho, vai
Agora que estamos vivendo este fim
Esquenta-me um pouquinho mais
Já estou morrendo dentro de mim
quinta-feira, 6 de julho de 2006
Enquanto Não Chegava***
Ao som da espera
Quem bate é o sino
Tua voz é meu hino
O tom da quimera
As horas aflitas
A ciranda dos ponteiros
Já é quase o tempo inteiro
Vou embora sem as fitas
O peito já quieto
Borboletas calminhas
Tuas lembranças nas minhas
Sem tê-la aqui por perto
Então o balé dos teus pés
Teus olhos a dançar
Teu rosto a me encontrar
Tive razão, pois linda, tu és
Quem bate é o sino
Tua voz é meu hino
O tom da quimera
As horas aflitas
A ciranda dos ponteiros
Já é quase o tempo inteiro
Vou embora sem as fitas
O peito já quieto
Borboletas calminhas
Tuas lembranças nas minhas
Sem tê-la aqui por perto
Então o balé dos teus pés
Teus olhos a dançar
Teu rosto a me encontrar
Tive razão, pois linda, tu és
quinta-feira, 29 de junho de 2006
O Abraço do Menino***
O menino descansa
Deitado, faz do céu um espelho
O sol se levanta
Cobre de luz o teu anel vermelho
O menino tem seus olhos fechados
Um sorriso e pés descalços
O calor ao lado,
A mão dela em seus braços
O menino já não se cansa
Amado, pinta de amor o seu peito
E só ela o encanta
Descobre no azul do céu, seu desejo
O menino, nela, quase inclinado
Faz sombra no fulgor dos lábios
Olhos abertos, versos dourados
Tão bela, um beijo e um abraço apertado
Deitado, faz do céu um espelho
O sol se levanta
Cobre de luz o teu anel vermelho
O menino tem seus olhos fechados
Um sorriso e pés descalços
O calor ao lado,
A mão dela em seus braços
O menino já não se cansa
Amado, pinta de amor o seu peito
E só ela o encanta
Descobre no azul do céu, seu desejo
O menino, nela, quase inclinado
Faz sombra no fulgor dos lábios
Olhos abertos, versos dourados
Tão bela, um beijo e um abraço apertado
quarta-feira, 28 de junho de 2006
Flor na Sacada***
Uma senhorita que vem sorrindo
Uma dama que caminha em devaneios
Balança teu lenço, tão lindo
Chama que acende em segredo
Sopro de vida em um beijo
Flor, que na sacada
Dança, calada, ao som do vento
Amor que brilha já sem jeito
O coração voando, eu a observar
Esperando o dia em que , aqui, pousará
Uma dama que caminha em devaneios
Balança teu lenço, tão lindo
Chama que acende em segredo
Sopro de vida em um beijo
Flor, que na sacada
Dança, calada, ao som do vento
Amor que brilha já sem jeito
O coração voando, eu a observar
Esperando o dia em que , aqui, pousará
sábado, 3 de junho de 2006
Como Lago Azul***
Um beijo para quem quiser
Um sonho, uma mulher
Beleza em forma de desejo
Ponho na mesa teu café
Nuvem de flor no meu céu
Chuva de amor feito véu
Na parede, retratos se confundem
São plumas ao vento, sabor mel
Um toque sensível nas tuas mãos
E os olhos clareados de atenção
Azuis como o lago em que me afogo
Tendo-me invisível, rumo ao chão
O nó na garganta que me abraça e sufoca
É o mesmo que me prende à sua volta
Tento guardar-te em viagem que se passa,
Mas vem o tempo, que se adianta e fecha a porta
Um sonho, uma mulher
Beleza em forma de desejo
Ponho na mesa teu café
Nuvem de flor no meu céu
Chuva de amor feito véu
Na parede, retratos se confundem
São plumas ao vento, sabor mel
Um toque sensível nas tuas mãos
E os olhos clareados de atenção
Azuis como o lago em que me afogo
Tendo-me invisível, rumo ao chão
O nó na garganta que me abraça e sufoca
É o mesmo que me prende à sua volta
Tento guardar-te em viagem que se passa,
Mas vem o tempo, que se adianta e fecha a porta
quinta-feira, 1 de junho de 2006
Presente do Vento***
Era dia,
um frio intenso
Era uma tarde sem sol
Dia sem arte,
uma dó
Havia pouco riso, muito vento
A dança das folhas secas no jardim
Espiada pelo balançar dos galhos..
Na rua,
a criança vestia os retalhos
Na esperança da cura
de uma dor sem fim
O vento teimava em gritar
Janelas foram sendo fechadas
Nada o fazia parar!
Nesse momento,
passos!
Todos em direção ao jardim
Veio em tom verde fraco,
E assim,
entregue pelo vento
Foi teu presente para mim
um frio intenso
Era uma tarde sem sol
Dia sem arte,
uma dó
Havia pouco riso, muito vento
A dança das folhas secas no jardim
Espiada pelo balançar dos galhos..
Na rua,
a criança vestia os retalhos
Na esperança da cura
de uma dor sem fim
O vento teimava em gritar
Janelas foram sendo fechadas
Nada o fazia parar!
Nesse momento,
passos!
Todos em direção ao jardim
Veio em tom verde fraco,
E assim,
entregue pelo vento
Foi teu presente para mim
domingo, 28 de maio de 2006
Tempo de Te Encontrar***
Duas portas abertas
Um convite para dançar
Quase uma volta completa
E um brinde do lado de lá
O som daquelas lágrimas
E os risos para disfarçar
Nas mãos dela, as páginas
Um livro que a faz chorar
Nessa casa que abriga meu bater
A ausência teima em ficar
Uma peça divina sem meu querer
Diferença que ajeita meu lar
Todo esse tempo, fez-se um segundo
Um sofrer ter que esperar
Triste momento, sem fim nem fundo
Sem saber quando encontrar
Um convite para dançar
Quase uma volta completa
E um brinde do lado de lá
O som daquelas lágrimas
E os risos para disfarçar
Nas mãos dela, as páginas
Um livro que a faz chorar
Nessa casa que abriga meu bater
A ausência teima em ficar
Uma peça divina sem meu querer
Diferença que ajeita meu lar
Todo esse tempo, fez-se um segundo
Um sofrer ter que esperar
Triste momento, sem fim nem fundo
Sem saber quando encontrar
sexta-feira, 26 de maio de 2006
Jogo de Luz***
Sentemos aqui frente ao fogo
Vê aquele laço cor de esquecimento?
É lembrança daquele jogo
Jogo sem rumo, sem momento
Lá da janela ainda vejo a sua sombra
Em meio as outras, é a mais forte
Mas se olhar muito, sentirá o vento contra
É estranho, era um jogo de sorte
Se para cima olhar,
Verá luz se aproximando
Foi ela que nesse tempo, iluminou o meu caminhar
Você não voltou, estive esperando
Agora é essa luz que me encanta
Não se preocupe em se lamentar
Vivo nessa hora, de uma nova esperança
É luz que vem voando para cá
Vê aquele laço cor de esquecimento?
É lembrança daquele jogo
Jogo sem rumo, sem momento
Lá da janela ainda vejo a sua sombra
Em meio as outras, é a mais forte
Mas se olhar muito, sentirá o vento contra
É estranho, era um jogo de sorte
Se para cima olhar,
Verá luz se aproximando
Foi ela que nesse tempo, iluminou o meu caminhar
Você não voltou, estive esperando
Agora é essa luz que me encanta
Não se preocupe em se lamentar
Vivo nessa hora, de uma nova esperança
É luz que vem voando para cá
quarta-feira, 10 de maio de 2006
O que Houver***
Pegar-me sorrindo é tão natural
Olhando para o teu retrato
Imaginando o nosso carnaval
Levar-te para a montanha
A mais alta que houver
Abraçar-te por um instante
Infinito istante, surreal
Sentir o calor de tão bela mulher
Beijar-te e contigo ficar
Para sempre eternos amantes
Olhar-te é o meu estar, o meu viver
E haja o que houver no final
Pois não consigo parar de pensar em você
Olhando para o teu retrato
Imaginando o nosso carnaval
Levar-te para a montanha
A mais alta que houver
Abraçar-te por um instante
Infinito istante, surreal
Sentir o calor de tão bela mulher
Beijar-te e contigo ficar
Para sempre eternos amantes
Olhar-te é o meu estar, o meu viver
E haja o que houver no final
Pois não consigo parar de pensar em você
segunda-feira, 8 de maio de 2006
Perfeito***
Os olhos abertos depois
Nada conseguem ver
Luz que ofusca o incerto, pois
Fechados só enxergam você
Aquelas estrelas reluzentes
Nada mais significam
Belas uma vez, agora decadentes
Sem vida, não brilham
Esqueceram-se os beijos
O sofá já não nos abriga
Esconderam-se tão cedo
E o cantar já não me anima
Foi-se então um coração
Restou dor naquele peito
Lamentações, todas em vão
Acabou-se o que era perfeito
Nada conseguem ver
Luz que ofusca o incerto, pois
Fechados só enxergam você
Aquelas estrelas reluzentes
Nada mais significam
Belas uma vez, agora decadentes
Sem vida, não brilham
Esqueceram-se os beijos
O sofá já não nos abriga
Esconderam-se tão cedo
E o cantar já não me anima
Foi-se então um coração
Restou dor naquele peito
Lamentações, todas em vão
Acabou-se o que era perfeito
quinta-feira, 4 de maio de 2006
Vem pra me Amar***
Vem cá, vem!
Vem me dar aquele afago
Vem cá!
E deixa de lado aquele estrago
Vem ver o que há além
Vem me namorar!
Vem que eu não estou bem
Vem pra me amar!
Vem cá, vem!
Vem me dar aquele afago
Vem cá!
E deixa de lado aquele estrago
Vem ver o que há além
Vem me namorar!
Vem que eu não estou bem
Vem pra me amar!
Vem cá, vem!
segunda-feira, 1 de maio de 2006
O Vagabundo***
Sobriamente queria estar
Aquele vagabundo que vem lá
Diferente de noites passadas
Bebedeira que nem ressaca dava
E como andava feio, aos tropeços
Fazia da sarjeta o seu endereço
Ele era outro e não se importava
Por onde ia, seu copo o acompanhava
Quando a luz da manhã chegou
Os olhos do chão ele tirou
Seu rosto amassado, queimava
Lembranças da noite não carregava
Cabisbaixo, meteu a mão no bolso
Aliviou ainda mais a gravata do pescoço
Puxou um último cigarro, pensava
Pela calçada amarelada, caminhava
Sobriamente queria estar
Aquele vagabundo que vem lá
Seus pensamentos, só nela estava
Na vodka! Naquela garrafa!
Aquele vagabundo que vem lá
Diferente de noites passadas
Bebedeira que nem ressaca dava
E como andava feio, aos tropeços
Fazia da sarjeta o seu endereço
Ele era outro e não se importava
Por onde ia, seu copo o acompanhava
Quando a luz da manhã chegou
Os olhos do chão ele tirou
Seu rosto amassado, queimava
Lembranças da noite não carregava
Cabisbaixo, meteu a mão no bolso
Aliviou ainda mais a gravata do pescoço
Puxou um último cigarro, pensava
Pela calçada amarelada, caminhava
Sobriamente queria estar
Aquele vagabundo que vem lá
Seus pensamentos, só nela estava
Na vodka! Naquela garrafa!
quinta-feira, 27 de abril de 2006
Cor de Vinho***
Bem longe, bem adiante
Um nome vem radiante,
Vem com sol e calor
Tem dó e muito amor
Letra minúscula na frente
Estrela insegura e indecente
Com reticências no final
E aparência de jornal
Cor de vinho suave
Que ficou sozinho em frase
Um abraço dando sentido às aspas
E um laço colorido na capa
Páginas sem numeração
Molhadas de lágrimas em vão
Dois pontos e um sorriso
Já estou pronto e indeciso
Um pouco calado nesses dias
Ouço um ditado sem rimas
Sei que não me faço em parágrafo
Mas numa interrogação eu me acho
Um nome vem radiante,
Vem com sol e calor
Tem dó e muito amor
Letra minúscula na frente
Estrela insegura e indecente
Com reticências no final
E aparência de jornal
Cor de vinho suave
Que ficou sozinho em frase
Um abraço dando sentido às aspas
E um laço colorido na capa
Páginas sem numeração
Molhadas de lágrimas em vão
Dois pontos e um sorriso
Já estou pronto e indeciso
Um pouco calado nesses dias
Ouço um ditado sem rimas
Sei que não me faço em parágrafo
Mas numa interrogação eu me acho
terça-feira, 25 de abril de 2006
Desabando e Caindo, Sustento-me***
Trovões e gritos sujam de medo
O corredor por onde veio
Paredes descascadas sem quadros
Conflitos num seio desabitado
Manchas de solidão e desespero
Fendas desenhadas com desprezo
Vento encanado que ameaça o lume
E a podridão a completar o negrume
Céu inquieto, dançando ao som do tango
Dúvidas em nuvens formando um oceano
Seres e mitos sonhando com a verdade
E espectros que a seduzem à sua maldade
Sussurros do chão confundindo
Tudo ao redor desabando e sumindo
Entre as estrelas que sobrevivem ao tempo
Vultos te mostram e em ti me sustento
O corredor por onde veio
Paredes descascadas sem quadros
Conflitos num seio desabitado
Manchas de solidão e desespero
Fendas desenhadas com desprezo
Vento encanado que ameaça o lume
E a podridão a completar o negrume
Céu inquieto, dançando ao som do tango
Dúvidas em nuvens formando um oceano
Seres e mitos sonhando com a verdade
E espectros que a seduzem à sua maldade
Sussurros do chão confundindo
Tudo ao redor desabando e sumindo
Entre as estrelas que sobrevivem ao tempo
Vultos te mostram e em ti me sustento
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