Desfazer-se da vida
já é tentar aliviar
Esquecer a ferida
Não mais sentar e voltar
E quando já não se sabe
Onde foram se perder
o tanto que nem cabe
o pranto do amanhecer
Mas o tempo não deu
resta aquela imensidão
sem saber o que é seu
empresta essa solidão?
Ou desapareça na fumaça
Daquilo que diz a razão
E esqueça o que se passa
Fazendo planos no verão
domingo, 21 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Onde o Batuque é Refrão***
Quanto há de verdade
na alegria no meio do salão?
Onde máscaras são vaidade
Onde o batuque é refrão
Confetes caindo,
Serpentinas voando,
Colombina sorrindo,
Pierrot lamentando
E quando a marchinha ceder,
A bebida secar,
Será que ao ver o dia nascer
a alegria ainda acompanhará?
Deixa de lado a fantasia
enquanto a banda toca o final,
A rua ficando vazia
esperando o fim do Carnaval.
na alegria no meio do salão?
Onde máscaras são vaidade
Onde o batuque é refrão
Confetes caindo,
Serpentinas voando,
Colombina sorrindo,
Pierrot lamentando
E quando a marchinha ceder,
A bebida secar,
Será que ao ver o dia nascer
a alegria ainda acompanhará?
Deixa de lado a fantasia
enquanto a banda toca o final,
A rua ficando vazia
esperando o fim do Carnaval.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
No Meu Divagar***
Fiz umas linhas parecerem versos
Num dia que não estava para mim
Diz assim que sou disperso
e que nada pode por fim
Mas, se ao clarear te vejo
Tudo vem e acalma o pesar
Faz vislumbrar teu beijo
em meio ao nosso olhar
Só cantar já é querer por perto
Chuvas de calor no meu jardim
E trilhar o caminho certo
que nem de longe quis assim
Paz, no repousar do desejo
E que não quer estragar
Simplesmente porque te vejo
em meio ao meu divagar
Num dia que não estava para mim
Diz assim que sou disperso
e que nada pode por fim
Mas, se ao clarear te vejo
Tudo vem e acalma o pesar
Faz vislumbrar teu beijo
em meio ao nosso olhar
Só cantar já é querer por perto
Chuvas de calor no meu jardim
E trilhar o caminho certo
que nem de longe quis assim
Paz, no repousar do desejo
E que não quer estragar
Simplesmente porque te vejo
em meio ao meu divagar
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
O que Havia no Mar***
Estava lá o moço
sem a fé habitual
sem o café matinal.
Tentava ser esboço
Com a mesma poesia
que outrora era verso,
deixou fora do universo
Sem a mesma alegria
Mas não desiste do amor
e inventa quem não viu,
lamenta por quem sumiu
e nem resiste ao torpor
Inglório e santo cortejo,
ele aguarda a cavalaria chegar
e guarda o que havia no mar.
Sóbrio de tanto desejo
sem a fé habitual
sem o café matinal.
Tentava ser esboço
Com a mesma poesia
que outrora era verso,
deixou fora do universo
Sem a mesma alegria
Mas não desiste do amor
e inventa quem não viu,
lamenta por quem sumiu
e nem resiste ao torpor
Inglório e santo cortejo,
ele aguarda a cavalaria chegar
e guarda o que havia no mar.
Sóbrio de tanto desejo
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Descompasso***
Passos lentos sem ardor,
Aos poucos para chegar
e dos loucos se aproximar.
Laços feitos em dissabor
No querer da anunciação,
Enquanto lá, luzia o farol
Quando já fugia o sol,
Fez desaparecer a solidão
E me desfaço da cor ausente
Fincado no mantra que havia
No descompasso da dor reluzente
Saltando no caminho do depois
Alucinado de tanta nostalgia
Selando o destino de quem já foi
Aos poucos para chegar
e dos loucos se aproximar.
Laços feitos em dissabor
No querer da anunciação,
Enquanto lá, luzia o farol
Quando já fugia o sol,
Fez desaparecer a solidão
E me desfaço da cor ausente
Fincado no mantra que havia
No descompasso da dor reluzente
Saltando no caminho do depois
Alucinado de tanta nostalgia
Selando o destino de quem já foi
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Sobras do Acaso. (Esperança)***
Essa casa já foi mais quista
As suas paredes repletas de alma.
Talvez por causa da vista,
Talvez fruto da calma
Certo é que ficou lá atrás
Onde alguns lembram
Outros passam mas,
Nem sempre entram
As memórias ainda pintam a sacada.
O brilho em algum lugar está.
Histórias de páginas viradas,
e sorrisos que viviam por lá
Apenas sentimento puro e latente.
Obras entre o descaso e a lembrança ,
Penas ao vento para ser diferente,
Sobras do acaso que renovam a esperança
E o que parecia se perpetuar,
Aos poucos vai ficando cansado...
Um tanto da alegria em recomeçar,
Que de novo vai sentando ao lado.
As suas paredes repletas de alma.
Talvez por causa da vista,
Talvez fruto da calma
Certo é que ficou lá atrás
Onde alguns lembram
Outros passam mas,
Nem sempre entram
As memórias ainda pintam a sacada.
O brilho em algum lugar está.
Histórias de páginas viradas,
e sorrisos que viviam por lá
Apenas sentimento puro e latente.
Obras entre o descaso e a lembrança ,
Penas ao vento para ser diferente,
Sobras do acaso que renovam a esperança
E o que parecia se perpetuar,
Aos poucos vai ficando cansado...
Um tanto da alegria em recomeçar,
Que de novo vai sentando ao lado.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Sopro de Mal Estar***
Naquela direção
Todos os encantos,
Todo o perdão,
Caminharam em prantos
Quase sem sabor, nem calor
Um pouco mais sóbrio, talvez
Cabe o teu amor, meu amor
O sufoco óbvio que assim, o fez
Mas tão singela é essa dor
Um sopro de mal estar
que podes com ela navegar
Por mares tranquilos,
Por ondas serenas,
Num filme sem cenas
Todos os encantos,
Todo o perdão,
Caminharam em prantos
Quase sem sabor, nem calor
Um pouco mais sóbrio, talvez
Cabe o teu amor, meu amor
O sufoco óbvio que assim, o fez
Mas tão singela é essa dor
Um sopro de mal estar
que podes com ela navegar
Por mares tranquilos,
Por ondas serenas,
Num filme sem cenas
sábado, 11 de julho de 2009
A Última Flor***
Ainda tinha o bilhete da passagem
Outrora preso no espelho, quase a cair
Na janela, a já conhecida paisagem
Sem motivos para ficar, e um para partir
E foi naquela manhã de verão
De terno velho e sapato justo
Cruzou o asfalto rumo à estação
Farol fechado e quase um susto
Ao chegar, faltavam dez...
O bastante para o pão de queijo
E apenas para isso, sem café
O trem apitou. Adeus vilarejo!
Tumulto na porta e chapéu no chão
Nem gostava tanto, mas e o cabelo desajeitado?
Voltou para pegar, quase perdeu o vagão
Dividiu lugar com um senhor mau humorado
Por todo o caminho, nenhum som
O senhor de tanto reclamar era a exceção
Três horas mais tarde, um cheiro bom
Da terra querida, do antigo, da sua paixão!
Apressou-se para não se atrasar
Parou na banca de flores ao lado
Era preciso, de mãos vazias não poderia estar
Queria presenteá-la para lembrar o passado
Abriu a carteira, contemplou o retrato dela
Puxou a única nota que havia, sem hesitar.
Desejou o presente mais belo para sua bela
Mas comprou a flor que seu dinheiro podia pagar
Não tinha tempo para enfeitá-la. Disparou!
Chegou no portão de ferro entreaberto
Ajeitou a gravata desbotada. Entrou!
Algumas pessoas já haviam saído de perto
Esperou de longe até conseguir um lugar
Já estava só quando se aproximou
Nenhuma palavra, apenas um último olhar
Deixou a flor enterrar com seu único amor
Outrora preso no espelho, quase a cair
Na janela, a já conhecida paisagem
Sem motivos para ficar, e um para partir
E foi naquela manhã de verão
De terno velho e sapato justo
Cruzou o asfalto rumo à estação
Farol fechado e quase um susto
Ao chegar, faltavam dez...
O bastante para o pão de queijo
E apenas para isso, sem café
O trem apitou. Adeus vilarejo!
Tumulto na porta e chapéu no chão
Nem gostava tanto, mas e o cabelo desajeitado?
Voltou para pegar, quase perdeu o vagão
Dividiu lugar com um senhor mau humorado
Por todo o caminho, nenhum som
O senhor de tanto reclamar era a exceção
Três horas mais tarde, um cheiro bom
Da terra querida, do antigo, da sua paixão!
Apressou-se para não se atrasar
Parou na banca de flores ao lado
Era preciso, de mãos vazias não poderia estar
Queria presenteá-la para lembrar o passado
Abriu a carteira, contemplou o retrato dela
Puxou a única nota que havia, sem hesitar.
Desejou o presente mais belo para sua bela
Mas comprou a flor que seu dinheiro podia pagar
Não tinha tempo para enfeitá-la. Disparou!
Chegou no portão de ferro entreaberto
Ajeitou a gravata desbotada. Entrou!
Algumas pessoas já haviam saído de perto
Esperou de longe até conseguir um lugar
Já estava só quando se aproximou
Nenhuma palavra, apenas um último olhar
Deixou a flor enterrar com seu único amor
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Toda a Prece***
Não se apresse,
Flutuar por aí não é sonhar
Abandone toda a prece
Trazer-te aqui, já é secar
Não dobre aquele papel,
Protega-o da chuva que vem
Nobre então, aquele anel
Que não mais, serviu a ninguém
A gente às vezes padece
E nem se quer encontrar
Quando embora parece,
vem com a fé se juntar
E no que há nesse céu
Sabe-se que nada vai além,
Consome um pouco desse meu fel
E no mais, acaba tudo bem
Flutuar por aí não é sonhar
Abandone toda a prece
Trazer-te aqui, já é secar
Não dobre aquele papel,
Protega-o da chuva que vem
Nobre então, aquele anel
Que não mais, serviu a ninguém
A gente às vezes padece
E nem se quer encontrar
Quando embora parece,
vem com a fé se juntar
E no que há nesse céu
Sabe-se que nada vai além,
Consome um pouco desse meu fel
E no mais, acaba tudo bem
sexta-feira, 29 de maio de 2009
É de imaginar, adivinhar***
Já nem se sabe mais
o motivo da busca pela paz,
A inquietação pela rima perfeita
ou o desejo de que seja desfeita
Do início ao meio, tentou-se.
Parece-me mais um vício
daqueles que ninguem mais liga,
De trocar lágrima por colírio
E quando tudo desbota
até mesmo a cor mais vibrante
Tortuoso é o reconhecimento
Resta seguir firme e adiante
Sem paradas, sem vaidades
O horizonte que fala a canção
Atravessa as tantas cidades
coisas de dentro do coração
Nem mesmo um jogo de adivinhar
Criado apenas para não acabar
Silencia o querer de acertar
qual a palavra que se deve encontrar
Talvez não haja nada
Quem sabe cores atiradas ao vento?
Envelhecendo uma paisagem fotografada,
Formando-se o mais belo invento.
o motivo da busca pela paz,
A inquietação pela rima perfeita
ou o desejo de que seja desfeita
Do início ao meio, tentou-se.
Parece-me mais um vício
daqueles que ninguem mais liga,
De trocar lágrima por colírio
E quando tudo desbota
até mesmo a cor mais vibrante
Tortuoso é o reconhecimento
Resta seguir firme e adiante
Sem paradas, sem vaidades
O horizonte que fala a canção
Atravessa as tantas cidades
coisas de dentro do coração
Nem mesmo um jogo de adivinhar
Criado apenas para não acabar
Silencia o querer de acertar
qual a palavra que se deve encontrar
Talvez não haja nada
Quem sabe cores atiradas ao vento?
Envelhecendo uma paisagem fotografada,
Formando-se o mais belo invento.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Um Sonho de Bom Dia***
Um bom dia nem sempre vem cedo
Quase nunca vem na aurora
Não precisa de sequer um enredo
Basta apenas uma trilha sonora
E a razão para um sorriso pela manhã?
Mentir, para outros descobrirem?
Sem nem saber se existirão no amanhã?
É para sorrir, sem os olhos abrirem
É quando se desperta antes de enxergar
Quando as nuvens ainda estão por perto
Emoldurando cada cena do olhar
Sem saber que não é preciso estar certo
Ainda que se ouça água caindo no telhado,
o som será de cachoeira que se quer encontrar
E se a batida na porta vier logo ao lado,
o som será dos passos de quem se quer abraçar
A decepção do despertar, deixe para outrora
Acorde apenas para o bom dia que se merece ter
Logo, a cachoeira revelar-se-á sem demora
No mesmo instante em que aquele abraço te envolver
Quase nunca vem na aurora
Não precisa de sequer um enredo
Basta apenas uma trilha sonora
E a razão para um sorriso pela manhã?
Mentir, para outros descobrirem?
Sem nem saber se existirão no amanhã?
É para sorrir, sem os olhos abrirem
É quando se desperta antes de enxergar
Quando as nuvens ainda estão por perto
Emoldurando cada cena do olhar
Sem saber que não é preciso estar certo
Ainda que se ouça água caindo no telhado,
o som será de cachoeira que se quer encontrar
E se a batida na porta vier logo ao lado,
o som será dos passos de quem se quer abraçar
A decepção do despertar, deixe para outrora
Acorde apenas para o bom dia que se merece ter
Logo, a cachoeira revelar-se-á sem demora
No mesmo instante em que aquele abraço te envolver
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Riscos***
Dias claros, mas claros sem sol
Notas encantam assim,
Encantam quem tem condão
Cores enfeitando jardim
Muito me vejo naquelas
Tão pouco a cortina sai,
Suficiente para o dia alegrar?
Não, nem brilha, logo se vai
Dois mil anos e mais alguns
Indecisão em soltar os rabiscos
Mas não me permito queixas
Somos todos feitos de riscos
Cruzados, lineares, irregulares
Paralelamente inversos
De que adiantam tantas linhas
Se importantes são os versos?
Notas encantam assim,
Encantam quem tem condão
Cores enfeitando jardim
Muito me vejo naquelas
Tão pouco a cortina sai,
Suficiente para o dia alegrar?
Não, nem brilha, logo se vai
Dois mil anos e mais alguns
Indecisão em soltar os rabiscos
Mas não me permito queixas
Somos todos feitos de riscos
Cruzados, lineares, irregulares
Paralelamente inversos
De que adiantam tantas linhas
Se importantes são os versos?
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Borboleta-flor***
Convidei sete borboletas
Uma para cada instante
Eram azuis e pretas
com detalhes brilhantes
Descansaram no botão
E de uma flor se fez espelho
Não mais sete serão
Amaram-se em vermelho
Tempos mais à frente
Amor de inseto e flor
Logo virou semente
E jardim virou cor
Sem pensar no depois
Convidei todos que amo
Comigo somam vinte e dois
Uma "borboleta-flor" pra cada ano
Uma para cada instante
Eram azuis e pretas
com detalhes brilhantes
Descansaram no botão
E de uma flor se fez espelho
Não mais sete serão
Amaram-se em vermelho
Tempos mais à frente
Amor de inseto e flor
Logo virou semente
E jardim virou cor
Sem pensar no depois
Convidei todos que amo
Comigo somam vinte e dois
Uma "borboleta-flor" pra cada ano
sábado, 12 de julho de 2008
Mundo Nosso***
Sorri, olha o sol lá do sul
Sente o sal só de olhar
Lá tem sempre céu azul
E nada a tira do pensar
Olha para o norte sem sorte
Pernas fartas e fortes
Troca conversa por novela
Conversa fora pela janela
Quando queima de chama
Chama sempre por sopro
Avisa que já vai pra cama
Avista visita e encontro
Tem rumo e rima com flor
Mancha que acha vermelha
Vergonha e sonha com amor
Sorriso que se espalha e espelha
Quantas mantas quer para ela?
Uma, nenhuma, nem estranho
Parece, padece de tão bela
Já vem, então vem para o banho
Então não sabe e sobe um andar
Não cabe a cabeça no lugar
Tudo gira e vira um nó
E o mundo, apenas mudo e só
Sente o sal só de olhar
Lá tem sempre céu azul
E nada a tira do pensar
Olha para o norte sem sorte
Pernas fartas e fortes
Troca conversa por novela
Conversa fora pela janela
Quando queima de chama
Chama sempre por sopro
Avisa que já vai pra cama
Avista visita e encontro
Tem rumo e rima com flor
Mancha que acha vermelha
Vergonha e sonha com amor
Sorriso que se espalha e espelha
Quantas mantas quer para ela?
Uma, nenhuma, nem estranho
Parece, padece de tão bela
Já vem, então vem para o banho
Então não sabe e sobe um andar
Não cabe a cabeça no lugar
Tudo gira e vira um nó
E o mundo, apenas mudo e só
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Longa Espera***
Hoje, fiquei com vontade de escrever para você
Ouvi o som do acordar pela manhã,
Senti que já era hora de descer
Tomar um bom café, provar uma maçã
Hoje, fiquei acordado por você
Para te contar sobre o mar,
Para contar nuvens ao entardecer
Descansar no jardim, apenas te olhar
Hoje, lembrei que a noite era para você
Preparei um simples jantar,
Duas almofadas e uma vela para aquecer
Luz apaguei, para teu sorriso contemplar
Hoje, já é quase ontem sem você
O relógio não cansa nessa longa espera vã,
Quase não consigo olhar a TV
Logo adormeci, será que você vem amanhã?
Ouvi o som do acordar pela manhã,
Senti que já era hora de descer
Tomar um bom café, provar uma maçã
Hoje, fiquei acordado por você
Para te contar sobre o mar,
Para contar nuvens ao entardecer
Descansar no jardim, apenas te olhar
Hoje, lembrei que a noite era para você
Preparei um simples jantar,
Duas almofadas e uma vela para aquecer
Luz apaguei, para teu sorriso contemplar
Hoje, já é quase ontem sem você
O relógio não cansa nessa longa espera vã,
Quase não consigo olhar a TV
Logo adormeci, será que você vem amanhã?
domingo, 11 de maio de 2008
Menino no Retrato ***
Estava na beira daquele rio
Olhando do alto até o fundo
Calmaria ligeira e um pouco de frio
Olhando retrato por um segundo
Chapéu não quis mais enfeitar
Dançou pela grama feito bailarino
Foi dormir no leito, ficou por lá
Nem sentiu a falta do menino
Cansado do sol que se cansava também
Logo, sombra se fez e menina partiu
Brincar no farol que lhe fazia tão bem
Deitava no alto, lembrava o que viu
Tarde da noite e a lua se enchia
O grilo lá fora, cantando sem fim
Arte na mão, à espera do dia
Manhã já sem hora, pensando em mim
Olhando do alto até o fundo
Calmaria ligeira e um pouco de frio
Olhando retrato por um segundo
Chapéu não quis mais enfeitar
Dançou pela grama feito bailarino
Foi dormir no leito, ficou por lá
Nem sentiu a falta do menino
Cansado do sol que se cansava também
Logo, sombra se fez e menina partiu
Brincar no farol que lhe fazia tão bem
Deitava no alto, lembrava o que viu
Tarde da noite e a lua se enchia
O grilo lá fora, cantando sem fim
Arte na mão, à espera do dia
Manhã já sem hora, pensando em mim
sexta-feira, 21 de março de 2008
Pulo da Sorte***
Desce daí!
Cai perto de mim!
Pula sem medo
E me conta teu segredo
Pode ser no chão,
No travesseiro de concreto
Aqui na minha solidão
meu celeiro tá muito quieto
Salta de uma vez!
Nem conta até três!
O cimento amanheceu duro!
Só um segundo e eu vejo o futuro
Aproveita que ainda está claro
Meu braço ainda é forte
Pode soltar e cair do meu lado
Solta do laço e confie na sorte...
Cai perto de mim!
Pula sem medo
E me conta teu segredo
Pode ser no chão,
No travesseiro de concreto
Aqui na minha solidão
meu celeiro tá muito quieto
Salta de uma vez!
Nem conta até três!
O cimento amanheceu duro!
Só um segundo e eu vejo o futuro
Aproveita que ainda está claro
Meu braço ainda é forte
Pode soltar e cair do meu lado
Solta do laço e confie na sorte...
domingo, 28 de outubro de 2007
Sono Velado***
Encontrei na sombra da roseira
Teu corpo cansado na grama,
Ali, havia adormecido a noite inteira
Acomodou-se fazendo dali, sua cama
O céu foi teu protetor naquele dia,
Entregou-te as estrelas ao anoitecer
Que velaram teu sono de menina
Até o sol raiar junto a você
E foi no canto do beija-flor
Suficiente para abrir os olhos teus!
Os pés descalços já sentiam o calor
Teu vestido dançava encantando os olhos meus!
Era, deitada, a mais bela do jardim
Despertou o mundo quando apenas sorriu
Gastaria horas vendo-te dormir assim!
E foi naquele segundo que todo o céu se abriu
Teu corpo cansado na grama,
Ali, havia adormecido a noite inteira
Acomodou-se fazendo dali, sua cama
O céu foi teu protetor naquele dia,
Entregou-te as estrelas ao anoitecer
Que velaram teu sono de menina
Até o sol raiar junto a você
E foi no canto do beija-flor
Suficiente para abrir os olhos teus!
Os pés descalços já sentiam o calor
Teu vestido dançava encantando os olhos meus!
Era, deitada, a mais bela do jardim
Despertou o mundo quando apenas sorriu
Gastaria horas vendo-te dormir assim!
E foi naquele segundo que todo o céu se abriu
sábado, 29 de setembro de 2007
Lápis Perdido***
As horas demoram a passar
Espaço entre linhas na horizontal
É canto onde se pode rabiscar
Qualquer verso que se torne especial
Quanto às plumas daquele travesseiro
Flutuando no apagar das luzes
O lápis se perde em meio aos devaneios
A imagem é esquecida sob as nuvens
Nada de novo neste mundo de desencontros
Quando o que mais se quer é dormir
Mas desiste quando está pronto
Nada faz sentido depois de luzir
Tudo é tão certo neste álbum de fotografias
Nem as cores mudaram
Guardou apenas os mais sinceros dias
Nem assim as flores desabrocharam
Espaço entre linhas na horizontal
É canto onde se pode rabiscar
Qualquer verso que se torne especial
Quanto às plumas daquele travesseiro
Flutuando no apagar das luzes
O lápis se perde em meio aos devaneios
A imagem é esquecida sob as nuvens
Nada de novo neste mundo de desencontros
Quando o que mais se quer é dormir
Mas desiste quando está pronto
Nada faz sentido depois de luzir
Tudo é tão certo neste álbum de fotografias
Nem as cores mudaram
Guardou apenas os mais sinceros dias
Nem assim as flores desabrocharam
sábado, 28 de julho de 2007
Telhado sem Sol***
O telhado não pára de cutucar
Nos vidros, as lágrimas transparecem
Chora apertado para não demonstrar
E dos livros, as páginas desaparecem
A tinta borrou a cor
Falta sal nesse meu almoço
Uma pinta e um anel para a flor
Como decifrar a cabeça desse moço?
Eram apenas dois que sabiam a verdade
A valsa, era de uma música só
Mas pouco depois vem a imensa saudade
O tempo passa e nada de sol
Desejarei tua alma e teu peito
Em algum lugar estará a sorrir assim
Não esquecerei nada, nem mesmo teu jeito
Pois sempre estará aqui, dentro de mim
Nos vidros, as lágrimas transparecem
Chora apertado para não demonstrar
E dos livros, as páginas desaparecem
A tinta borrou a cor
Falta sal nesse meu almoço
Uma pinta e um anel para a flor
Como decifrar a cabeça desse moço?
Eram apenas dois que sabiam a verdade
A valsa, era de uma música só
Mas pouco depois vem a imensa saudade
O tempo passa e nada de sol
Desejarei tua alma e teu peito
Em algum lugar estará a sorrir assim
Não esquecerei nada, nem mesmo teu jeito
Pois sempre estará aqui, dentro de mim
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