Entrego-te todos os meus sorrisos
Todos os olhares
A mais alta estrela e seu brilho
Todos os mares
Dedico-te a canção mais bela
O verso mais apaixonado
Todas as cores da primavera
O sonho mais encantado
Dou-te os pássaros e o azul do céu
As margens, os riachos e os ventos
Todas as belezas retocadas com pincel
As paisagens, as montanhas e o tempo
Trago-te a ilha perdida e a luz do farol
Todos os caminhos, todo o calor
As flores, a brisa, a lua e o sol
Todo meu carinho, todo o amor
sexta-feira, 28 de julho de 2006
sábado, 22 de julho de 2006
Parado no Tempo***
Perdido em meio aos seus desatinos
Estou caindo pelo precipício,
Amparado por nuvens sem destinos
Sou fardo sem fim nem início
Teu feitio se renova a cada estação
Congela as almas em fina chuva,
Dá-me o brilho do sol e folhas no chão
Seca as lágrimas com flores na rua
Põe rugas no rosto da princesa
Ruboriza de branco os fios meus
Veste luva para esconder a fraqueza
Ironiza o encanto dos olhos teus
E assim vai passando, infinito
Não existe trégua nem alento
Não se pode parar, vai seguindo
É triste estar parado no tempo
Estou caindo pelo precipício,
Amparado por nuvens sem destinos
Sou fardo sem fim nem início
Teu feitio se renova a cada estação
Congela as almas em fina chuva,
Dá-me o brilho do sol e folhas no chão
Seca as lágrimas com flores na rua
Põe rugas no rosto da princesa
Ruboriza de branco os fios meus
Veste luva para esconder a fraqueza
Ironiza o encanto dos olhos teus
E assim vai passando, infinito
Não existe trégua nem alento
Não se pode parar, vai seguindo
É triste estar parado no tempo
terça-feira, 18 de julho de 2006
Era eu e você***
Era eu e você passeando pelo jardim
Sentindo os pés descalços sobre a grama
Era eu e você desfrutando do fim
Vindo de lá, ouvindo o nosso samba
Era eu e você a descobrir o sabor do céu
Contar as nuvens e sentir queimar o sol
Era eu e você a colorir o amor em papel
Rasgar as dúvidas e sair a cantar como um só
Era eu e você assistindo aquela insana TV
Abraçados como quadro e moldura
Era eu e você assistindo a bela manhã nascer
Era eu e você a sonhar até não mais querer
Até me convencer de que há dor sem cura
Até o vazio desistir de encher
Era eu sem você...
Sentindo os pés descalços sobre a grama
Era eu e você desfrutando do fim
Vindo de lá, ouvindo o nosso samba
Era eu e você a descobrir o sabor do céu
Contar as nuvens e sentir queimar o sol
Era eu e você a colorir o amor em papel
Rasgar as dúvidas e sair a cantar como um só
Era eu e você assistindo aquela insana TV
Abraçados como quadro e moldura
Era eu e você assistindo a bela manhã nascer
Era eu e você a sonhar até não mais querer
Até me convencer de que há dor sem cura
Até o vazio desistir de encher
Era eu sem você...
terça-feira, 11 de julho de 2006
O Afago da Maria***
Ei Maria!
Vou falar logo que preciso do teu afago
E não minto quando digo:
"Maria!
Não me esqueço do teu abraço!"
Sabia?
Vou trocar o mar pelo rio
Essas ondas que vão e voltam
Nunca te trazem!
Passo a odiar esse meu jeito vil
Maria,
Estive pensando na vizinha
Você não acha ela meio chata?
Mesmo assim adoro as suas palavras
Mas às vezes fica falando sozinha
Vai entender
Vou parar de beber a saudade
Sei lá, fica matando a gente
Ai Maria, não te quero mais ausente!
Pode voltar para pintar minhas tardes!
Ô Maria,
Desde aquela sua partida
Os dias não tiveram mais graça
A cadeira lá no Zé está sempre vazia
E a nossa chaminé não solta mais fumaça
Vou desligar senão é corte na certa
Mas lembra que não esqueço seu abraço
Inventa uma desculpa aí, diz que tem festa
Espera ele deitar e se solta desse laço
Ah! Maria?
Só mais uma coisa, é rápido!
Não esqueço de você e nem do teu abraço!
Tô precisando tanto do teu afago
e também dizer que...
Maria?
Caiu...
Vou falar logo que preciso do teu afago
E não minto quando digo:
"Maria!
Não me esqueço do teu abraço!"
Sabia?
Vou trocar o mar pelo rio
Essas ondas que vão e voltam
Nunca te trazem!
Passo a odiar esse meu jeito vil
Maria,
Estive pensando na vizinha
Você não acha ela meio chata?
Mesmo assim adoro as suas palavras
Mas às vezes fica falando sozinha
Vai entender
Vou parar de beber a saudade
Sei lá, fica matando a gente
Ai Maria, não te quero mais ausente!
Pode voltar para pintar minhas tardes!
Ô Maria,
Desde aquela sua partida
Os dias não tiveram mais graça
A cadeira lá no Zé está sempre vazia
E a nossa chaminé não solta mais fumaça
Vou desligar senão é corte na certa
Mas lembra que não esqueço seu abraço
Inventa uma desculpa aí, diz que tem festa
Espera ele deitar e se solta desse laço
Ah! Maria?
Só mais uma coisa, é rápido!
Não esqueço de você e nem do teu abraço!
Tô precisando tanto do teu afago
e também dizer que...
Maria?
Caiu...
sábado, 8 de julho de 2006
Fim da Metade***
Deixo o resto de café para depois
Ponho-me à tirar a mesa desse jantar
Empresto a fé para nós dois
Sonho com o brindar que não virá
O vento frio que vem da porta
A água que molha o seu cabelo
Está vendo? Nada disso me importa
Nem mágoa, nem hora, nem medo
Deixo que o lume da vela se vá
Fecho as cortinas para as estrelas
Sinto, no teu perfume, aquela paz
Meço nas rimas tão bela princesa
Sou rouco grito que chama por você
Quero, dos teus braços, fazer parte
Tampouco imagino-me sem te ter
Entrego-me, pois sem ti sou metade
Senta aqui do meu ladinho, vai
Agora que estamos vivendo este fim
Esquenta-me um pouquinho mais
Já estou morrendo dentro de mim
Ponho-me à tirar a mesa desse jantar
Empresto a fé para nós dois
Sonho com o brindar que não virá
O vento frio que vem da porta
A água que molha o seu cabelo
Está vendo? Nada disso me importa
Nem mágoa, nem hora, nem medo
Deixo que o lume da vela se vá
Fecho as cortinas para as estrelas
Sinto, no teu perfume, aquela paz
Meço nas rimas tão bela princesa
Sou rouco grito que chama por você
Quero, dos teus braços, fazer parte
Tampouco imagino-me sem te ter
Entrego-me, pois sem ti sou metade
Senta aqui do meu ladinho, vai
Agora que estamos vivendo este fim
Esquenta-me um pouquinho mais
Já estou morrendo dentro de mim
quinta-feira, 6 de julho de 2006
Enquanto Não Chegava***
Ao som da espera
Quem bate é o sino
Tua voz é meu hino
O tom da quimera
As horas aflitas
A ciranda dos ponteiros
Já é quase o tempo inteiro
Vou embora sem as fitas
O peito já quieto
Borboletas calminhas
Tuas lembranças nas minhas
Sem tê-la aqui por perto
Então o balé dos teus pés
Teus olhos a dançar
Teu rosto a me encontrar
Tive razão, pois linda, tu és
Quem bate é o sino
Tua voz é meu hino
O tom da quimera
As horas aflitas
A ciranda dos ponteiros
Já é quase o tempo inteiro
Vou embora sem as fitas
O peito já quieto
Borboletas calminhas
Tuas lembranças nas minhas
Sem tê-la aqui por perto
Então o balé dos teus pés
Teus olhos a dançar
Teu rosto a me encontrar
Tive razão, pois linda, tu és
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